terça-feira, 8 de setembro de 2009

MENINAS DE ENGENHO

“Vou contar três histórias de menina, três momentos de amor:
Menina Vida, Menina Flor e Menina Dor!”

Estradeira

Meninas de Engenho é uma narrativa poética que conta, através da voz suave de uma velha Estradeira, três histórias distintas do universo feminino: Menina Vida, uma jovem que vende seu corpo para sobreviver, mas sonha em reencontrar Vida, sua boneca de pano, perdida em meio ao asfalto e às sombras noturnas que a rodeiam; Menina Flor, uma adolescente que vive em sua janela uma longa espera por seu Príncipe Encantado; e Menina Dor, uma criança que vagueia sem rumo na estrada depois de ter perdido “três quartos de sua vida”.

O espetáculo marca os dez anos de existência do Grupo Engenho de Teatro e retoma em cena o diálogo com uma linguagem que vem sendo desenvolvida desde sua estréia com o espetáculo O Terceiro dia, obra inspirada no escritor mineiro João Guimarães Rosa.
A encenação é construída a partir de elementos simples e interpretações alicerçadas em uma pesquisa que alia o gesto sintético à fluência narrativa dos contadores de histórias, ninadas por uma música executada ao vivo, que dialoga estreitamente com a trama do texto.

O espetáculo tem o incentivo da Fundarpe, Governo de Pernambuco, através do Funcultura.


FICHA TÉCNICA:

Texto e encenação: Eron Villar
Direção Musical: Kleber Santana
Músicas: Alexsandro Souto Maior e Kleber Santana
“Ritmo e poesia da menina feia”, gentilmente cedida por Nô Stopa.
Cenário e figurinos: Wamberto Oliveira
Execução de figurinos: Sara Paixão
Execução de Cenário: Nagilson Lacerda e Sara Paixão
Maquiagem: Andréa Veruska e Gera Cyber
Confecção da boneca Menina Dor: Leila Leal
Iluminação: Luciana Raposo
Fotografia e imagens: Ângulo Vídeo Produções
Projeto gráfico: Bruno Ximenes
Oficina de Acordeon: Kleber Santana
Oficina de Manipulação de Formas Animadas: Andréa Veruska
Oficina de Contação de Histórias: Alexsandro Souto Maior
Produção Executiva: Grupo Engenho de Teatro
Produtora proponente: Verônica Dantas de Araújo

Atrizes, cantoras, instrumentistas e manipuladoras:
Andreza Nóbrega
Lane Cardoso
Vanessa Lins

Serviço:
Meninas de Engenho
Grupo Engenho de Teatro
Espaço Compassos
rua da moeda, 93 1º andar, recife antigo.
Quartas de setembro às 19h e 21h
1º de outubro (quinta) às 19h e 21h
Ingresso R$ 10,00
Meia R$ 5,00

Vale a pena conferir!

VII Festival Estudantil de Teatro e Dança entrega troféus aos melhores


Domingo com o Teatro de Santa Isabel abarrotado de gente. Tudo para conhecer os vencedores do VII Festival Estudantil de Teatro e Dança, com entrega de troféus aos melhores nas categorias teatro para adultos (15 espetáculos concorrendo), teatro para a infância (13 concorrentes) e dança (com 28 coreografias na disputa).

O evento, organizado pelo produtor Pedro Portugal, reuniu produções oriundas de escolas públicas e particulares do Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Paulista, Camaragibe, Moreno, Igarassu, Cabo de Santo Agostinho, Pombos, Chã de Alegria, Lagoa de Itaenga, Caruaru e Garanhuns.

A festa, sob a direção de Albemar Araújo, prestou homenagem à atriz Ivonete Melo e ao coreógrafo Raimundo Branco. A apresentação ficou por conta das atrizes Sandra Rino e Hilda Torres, com participação de bonecos do Grupo Mulungu Teatro de Bonecos e Atores, de Igarassu (um deles, uma ótima caricatura do organizador do evento), além de atrações como a Cia. Os Melhores da Praça, de humor; o bailarino Werison Fidelis em solo de dança contemporânea, alunos do projeto de Formação e Qualificação em Dança da Compassos Cia. de Danças, e trecho do espetáculo Quincunce, do Grupo Experimental (com os bailarinos Ramon Milanez, Daniel Siva e Jennifer Caldas), momento de aplausos bem calorosos.

Os dois espetáculos vencedores Tartufo, do Grupo de Teatro Matraca, do Jaboatão dos Guararapes, na categoria teatrao adulto; e O Pequenino Grão de Areia, do Grupo Criativo de Teatro, de Caruaru, na categoria teatro para a infância, já estão confirmados na grade do XXI Festival de Teatro do Agreste (Feteag), que será realizado em outubro, em Caruaru. Ao final da premiação, o produtor Pedro Portugal anunciou os homenageados do evento em 2010: o diretor teatral José Manoel e as coordenadoras do Stúdio de Danças, Ruth Rozenbaum e Lúcia Helena Gondra.

A comissão julgadora de teatro foi formada por Alfredo Borba, ator e diretor de Patrimônio do Centro Apolo-Hermilo; Geraldo Berardinelli, diretor de arte; Jorge Costa, ator, diretor, bonequeiro e presidente da Associação Pernambucana de Teatro de Bonecos e Romildo Moreira, ator, diretor e historiador do teatro pernambucano. Já na comissão julgadora de dança estavam Arnaldo Siqueira, bailarino, professor de dança da UFPE e coordenador do Festival Internacional de Dança do Recife; Lane Cardoso, atriz e bailarina; e Maria Paula Costa Rêgo, atriz, bailarina, coreógrafa e diretora do Grupo Grial de Dança.

Confira os premiados:


VENCEDORES NA CATEGORIA TEATRO PARA A INFÂNCIA E JUVENTUDE


MELHOR ESPETÁCULO
O Pequenino Grão de Areia (Grupo Criativo de Teatro e Colégio Criativo – Caruaru)
Djair Freire
* Foram ainda indicados Pluft, o Fantasminha (Grupo Oficen) e O Reino Verde de Júlio (Grupo Teatral Se Der Certo Continua)

MELHOR DIRETOR
Rafael Amâncio (O Pequenino Grão de Areia – Grupo Criativo de Teatro – Caruaru)
* Foram ainda indicados Ingrid Santtos e Hammai de Assis: (A Viagem de Um Barquinho) e Anderson Abreu (O Reino Verde de Júlio)

MELHOR ATOR
Pedro Toscano (O Pequenino Grão de Areia – Grupo Recanto de Teatro – Recife)
* Foi ainda indicado Brivaldo Vítor (O Reino verde de Júlio)

MELHOR ATRIZ
Débora Dayane (Pluft, o Fantasminha – Grupo Oficen – Igarassu)
* Foi ainda indicada Aninha Fragoso (A Sociedade dos Globs)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Diego Soares (A Viagem de Um Barquinho – Espaço Cultural Inácia Rapôso Meira – Recife)
* Foram ainda indicados Gleison Ravi e Higor Borges (ambos de A Estranha Fórmula do Dr. Rugga) e Robert Albuquerque (A Sociedade dos Globs)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Erivânia Moreira (Pluft, o Fantasminha – Grupo Oficen – Igarassu)
* Foi ainda indicada Andriele Renata (A Estranha Fórmula do Dr. Rugga)

MELHOR CENÁRIO
Rafael Amâncio (O Pequenino Grão de Areia – Grupo Criativo de Teatro – Caruaru)
* Foram ainda indicados Erineide Moreira e Paulo André (Pluft, o Fantasminha) e Romário Henrique e Grupo Zum, Zum, Zum Danado (Qual sua história, Maria? Qual seu sonho, José?)

MELHOR FIGURINO
Luiz Moraes (O Reino Verde de Júlio – Grupo Teatral Se Der Certo Continua – Recife)
* Foram ainda indicados Maria Aparecida e Rafael Amâncio (O Pequenino Grão de Areia) e Edinaldo Ribeiro (A Sociedade dos Globs)

MELHOR MAQUIAGEM
Mary Lins (A Sociedade dos Globs – Grupo de Teatro Decisão – Recife)
* Foram ainda indicados Glicínia Raquel e Sandra Albino (A Estranha Fórmula do Dr. Rugga) e Stephanie Veras e Rafael Amâncio (O Pequenino Grão de Areia)

MELHOR TEXTO INÉDITO DE AUTOR PERNAMBUCANO
Ivan Ferreira (Por Onde Andas Longe de Mim? Ou A Caverna é Escura Demais)
*Foram ainda indicados Anderson Abreu e Alex Sandro Silva (O Reino Verde de Júlio) e Carlos Janduy (A Estranha Fórmula do Dr. Rugga)

VENCEDORES NA CATEGORIA TEATRO ADULTO


MELHOR ESPETÁCULO
Tartufo (Grupo de Teatro Matraca e SESC Piedade – Jaboatão dos Guararapes)

Djair Freire

*Foram ainda indicados Cinema Mudo (Grupo de Teatro Macambira) e Mais Um Tiquim de Nós (Grupo Cênico Emanuel Tenório de Holanda)

MELHOR DIRETOR
Carlos Janduy (Mais um Tiquim de Nós – Grupo Cênico Emanuel Tenório de Holanda – Garanhuns)
*Foram ainda indicados Danielle Alves e Evânia Copino (Tartufo) e André Ramos e Albanita Almeida (O Vôo do Cavalo do Cão)

MELHOR ATOR
Maurício Azevedo (Tartufo – Grupo de Teatro Matraca – Jaboatão dos Guararapes)
* Foram ainda indicados Higor Borges, Mário Sérgio e Erivaldo Oliveira (todos de Mais um Tiquim de Nós)

MELHOR ATRIZ
Mary Lins (A Ostra – Grupo de Teatro Decisão – Recife)
*Foi ainda indicada Suzanny Castro (A Ostra)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Saulo Costa (Ex-Miseráveis – Cia. de Teatro FALAZ – Recife)
* Única indicação

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Ariele Mendes (Tartufo – Grupo de Teatro Matraca – Jaboatão dos Guararapes)
* Foi ainda indicada Gabriela Holanda (Cinema Mudo)

MELHOR CENÁRIO
André Ramos (O Vôo do Cavalo do Cão – Grupo Teatral Ariano Suassuna – Igarassu)
* Foram ainda indicados Manoel Carlos (Tartufo), Soraya Fonseca (A Pedra do Reino) e Carlos Janduy (Mais Um Tiquim de Nós)

MELHOR FIGURINO
Soraya Fonseca (A Pedra do Reino – Cia. Teatral Mãos Em Cena – Recife)

Djair Freire

* Foram ainda indicados Manoel Carlos (Tartufo) e Gabriela Holanda (Cinema Mudo)

MELHOR MAQUIAGEM
Gabriela Cabral (Cinema Mudo – Grupo de Teatro Macambira – Olinda)
* Foi ainda indicado Jefferson Nascimento (Sem Fio... Perto do Fio, Longe do Coração...)

MELHOR TEXTO INÉDITO DE AUTOR PERNAMBUCANO
Não houve indicação

Foram ainda concedidos pela comissão julgadora:

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
Ao espetáculo A Pedra do Reino, da Companhia Teatral Mãos em Cena, do Centro SUVAG (Recife), por trazer à cena um trabalho de porte, reunindo atores com necessidades especiais.

MENÇÃO HONROSA
À ONG Geração Futuro, pela iniciativa de envolver o teatro em seus trabalhos sociais.

VENCEDORES NA CATEGORIA DANÇA

MELHOR COREOGRAFIA
Ligações (Colégio NAP Pré-Grupo de Dança – Recife)
* Foram ainda indicadas Passo (Espaço Maria Helena Marinho do Movimento Pró-Criança), Reencontro (Grupo NAP de Dança), Pas-De-Deux Neo-Clássico (Ária Clássico), Para Elas (Ária Espaço de Dança e Arte) e Encontros (Stúdio de Danças)

MELHOR COREÓGRAFO (A)
Larissa Porto (Ligações – Colégio NAP Pré-Grupo de Dança – Recife)
* Foram ainda indicados Ramalho Júnior e Érica Nunes (Passo), Viviane Lira (Reencontro), Inez Lima, em adaptação de criação de Lynne Taylor Corbett (Pas-De-Deux Neo-Clássico), Carla Machado (Para Elas) e Brenda Schettini (Encontros)

MELHOR BAILARINO (empatados)
Cláudio Henrique (Pas-De-Deux Neo-Clássico – Ária Clássico – Jaboatão dos Guararapes) e Augusto César (Cabra da Peste – Cia. Nordeste de Dança – Recife)
* Foram ainda indicados Gabriel Jácome (Reencontro) e Roberto Oliveira (Sonhos, Peripécias e Gargalhadas)

MELHOR BAILARINA (empatadas)
Mariana Catão (Encontros – Stúdio de Danças – Recife)
Renata Ribeiro (Banzomotrix – Cia. de Dança e Teatro Luardat – Recife)
* Foram ainda indicadas Nataly Araújo (Pas-De-Deus Neo-Clássico) e Manuela Vitae (Ligações)

MELHOR FIGURINO
Rodolpho Salles (Reencontro – Grupo NAP de Dança – Recife)

Wellington Dantas

* Foram ainda indicados Ana Elena Janovitz (Bonecas Venezianas), Elaine Cristina e Sandra Cristina (Banzomotrix), Jane Dickie (Festival das Flores) e Rodolpho Salles (Ligações)

Foi ainda concedido pela comissão julgadora:

PRÊMIO DESTAQUE
A Black Escobar, pela exitosa criação e articulação do conjunto dos elementos cênicos utilizados na coreografia Sonhos, Peripécias e Gargalhadas, com o Grupo de Dança Arte em Movimento do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia.

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Críticas e sugestões: festivalestudantil@gmail.com

Valeu! Leidson Ferraz 3222 0025 / 9292 1316.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

"MEU"

Fotos da Estreia do espetáculo "Meu", de Marcelo Oliveira, dia 5 de setembro de 2009 no Teatro Alfredo de Oliveira. O espetáculo fica em temporada todo sábado e domingo as 20:30h.
Fotos Antônio Rodrigues










João Denys volta aos palcos hoje com texto e direção em parceria com a Cia do Ator Nú.


O PRÍNCIPE E O COVEIRO

A estreia nacional do espetáculo Encruzilhada Hamlet, da Cia do Ator Nu, é a atração de hoje do Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga. A dramaturgia do pernambucano João Denys passeia por Shakespeare e por referências ligadas à vida dos atores

angélica feitosa
angelica@opovo.com.br
07 Set 2009 - 01h57min



O impensável e improvável acontecem. Príncipe e coveiro, Hamlet e vassalo, ocupam a mesma cova. A vala é contemporânea ao dia em que a cena acontece, num presente decorrido mais de quatro séculos depois de escrito o drama shakesperiano. Os dois corpos nus, presos num espaço e agarrados pela terra, produzem embate. São água e vinho. Hamlet amarrado na horizontalidade e ligado ao intelecto. O coveiro ruma por outro sentido: a verticalidade do seu conhecimento a partir das coisas que provou e viveu – uma percepção clara e empírica do mundo. Em algum momento, eles formam a cruz necessária para o espetáculo Encruzilhada Hamlet.

“Esse cruzamento aparece na peça de várias maneiras, inclusive do nosso corpo”, confidencia o ator e coordenador de produção, Edjalma Freitas. Ainda dá tempo viajar à serra e assistir a Encruzilhada Hamlet, que estreia nesta segunda, 7, quarto dia do 16º Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga. A montagem parte de uma pesquisa cuja primeira fagulha foi riscada há cinco anos. Era o instante em que surgia a Cia do Ator Nu, parceria cênica de Edjalma com o também ator Henrique Ponzi. A peça, no entanto, é somente o terceiro trabalho em conjunto da dupla – os dois enveredaram primeiro por outros caminhos. Antes, fizeram uma visita pelas obras de Caio Fernando Abreu, no espetáculo Fio Invisível da Minha Cabeça e do dramaturgo pernambucano Norberto Cordeiro, com Cartas para um Mozartiano.

Em 2004, a dupla convidou o dramaturgo João Denys, professor da Universidade Federal de Pernambuco, para uma pesquisa em conjunto. A ideia inicial seria a de enveredar por uma dramaturgia a partir do texto do alemão Heiner Müller, Hamlet Máquina (Hamlet-Machine). Decidiram, entretanto, partir do provedor maior desse texto, o próprio Shakespeare. “Quanto mais a gente se aproximava de Shakespeare, mais o Müller ficava em segundo plano”, calcula Henrique.

Personagens e vida
Aos poucos, os personagens de Hamlet e do coveiro se misturam às vivências dos próprios atores e o texto ganha linhas indissociáveis do escrito de João Denys. O dramaturgo nascido em Currais Novos (RN), a 180 km de Natal e radicado em Recife, exprime os traços locais da oralidade, toca em temas universais e arranca um pouco do estigma de regionalização da produção do Nordeste. “Porque nunca se pode esquecer-se de colocar uma produção do Nordeste, mesmo com temas ligados à Região, como algo universal. Não podemos competir isso só ao Sul do País”, disse ao O POVO o dramaturgo João Denys, em entrevista por telefone antes do início do festival.

“Hamlet e o coveiro são personagens tão fortes que transcenderam à própria peça, ganharam dimensão muito além dos escritos de Shakespeare. Existem inúmeros livros estudando o personagem principal e outros que apontam muita sabedoria e conhecimento no coveiro”, credencia Edjalma a escolha dos dois personagens para o texto contemporâneo. O espetáculo tematiza o patriarcalismo, os sonhos de vida e de morte, a luta de classes. Passa, principalmente, pela impossível conciliação plena dos opostos. Drama, tragédia e comédia se misturam. O coveiro, aliás, tem às claras toda a situação. Ele sabe que é um personagem criado por Shakespeare, que não pertence à época do agora, enquanto Hamlet está meio perdido, tentando achar respostas.

Embora os dois artistas apareçam sem roupa em cena, é bom deixar claro não é esse o centro dos trabalhos do grupo. A companhia é do Ator Nu porque acredita no teatro de e para o ator. No homem está todo o foco da arte dramática. É o encenador o centro de toda a interpretação, o motivo de toda a pesquisa, e qualquer que seja o aparato usado, ele sempre deve ser justificado a partir do ser humano no palco.

O convite para compor a Mostra Nordeste, a principal do festival, teve uma ligação muito forte com um investimento da companhia. O grupo participou da mostra paralela do Festival de Teatro de Curitiba, o Fringe, bancando do bolso todos os custos para ir à capital paranaense mostrar Fio Invisível da Minha Cabeça. “Tivemos várias condições adversas, como um piano no meio da sala que aconteceu a apresentação. Aquele objeto enorme não tinha nada a ver com a peça, só não dava para ser removido. Ainda assim, a apresentação foi bacana e redeu frutos. Estamos aqui”, comemora Edjalma. A expectativa é que os mesmos ganham se repitam na estreia de hoje.

Ficha técnica do espetáculo Encruzilhada Hamlet.

Encenação, Cenografia, Figurinos e Dramaturgia: João Denys.

Ator e Coordenação de Produção: Edjalma Freitas.

Ator e Produção Executiva: Henrique Ponzi.

Trilha Sonora: Naná Vasconcelos.

Iluminação: Saulo Uchoa.

Maquiagem: Marcondes Lima.

Preparação de Voz: Rose Mary Martins.

Preparação de Corpo: Miriam Asfóra.

SERVIÇO:
ENCRUZILHADA HAMLET, espetáculo da Cia do Ator Nu, com dramaturgia e direção de João Denys, no 16º Festival Nordestino de Teatro. Segunda, 7, às 19 horas, no Teatro Rachel de Queiroz, em Guaramiranga. Ingresso: R$ 5 (inteira) e R$ 2,5 (meia). Outras informações: (85) 3246 5555 ou www.agua.art.br/fnt2009

TEMPORADA 2009:

Quando: de 12 de setembro a 18 de outubro. Sábados e domingos, sempre às 20h

Onde: Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n – Pina)Informações: (81) 3232.3054

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Estreia do espetáculo "Meu "
O amor parece ser mesmo o grande tema das artes dramáticas. Tendo como premissa um conjunto de histórias simbólicas e absurdas, o autor e diretor Marcelo Oliveira faz de Meu, sua mais nova empreitada teatral, uma encenação onde o amor é o centro. "É um espetáculo simples. Não tem cenários grandiosos nem textos herméticos. Ele quer apenas falar de amor", explica o dramaturgo. Histórias simbólicas e aparentemente absurdas estão reunidas no espetáculo Meu. Resultado de quase um ano de processo criativo, Meu é dirigido por Marcelo Oliveira, autor e diretor de Corra, com o Magiluth.
Cena do espetáculo Meu
A peça conta a história de cinco personagens que moram na rua Esquerda e são vítimas das dores advindas do amor. Dorotéia cria um peixinho dourado num aquário, de onde pode controlar todos os seus mergulhos; Heitor tem orgasmos de 30 minutos, tal qual um porco; Carmem lê lábios e está sempre à procura da chave perdida da porta; e Sirleide, casada com Mário, tem intermináveis discussões com o marido, que dão vez ao silêncio, certo dia.

Em cena, três atores: Eduardo, Elis Costa e Marcelle Tartas. Juntos, os três se uniram a Marcelo Oliveira para formar o Meu Coletivo de Teatro. "O objetivo foi o de estabelecer uma troca experiências e informações apreendidas no convívio com nossos respectivos grupos de trabalho através de uma montagem teatral. Saímos todos ganhando”, diz Elis Costa. Ao todo, o processo durou cerca de um ano até a estreia, que acontece dia 5 de setembro, às 20h30, no Teatro Alfredo de Oliveira. A temporada segue durante todo o mês, aos sábados e domingos, sempre no mesmo horário; e durante outubro, somente aos sábados. O espetáculo conta com o apoio do Sesc Piedade, Imobiliária Eduardo Feitosa, Zquatro Stúdio, Mica Cards e do próprio Teatro Alfredo de Oliveira.

Marcelle Tartas e Eduardo Rios em cena de Meu


Elis Costa e seu amigo Virgínio





Estreia sábado, dia 05 de setembro e as sessões serão realizadas aos sábados e domingos, em setembro, e apenas aos sábados, em outubro, sempre às 20h30. Ingressos: R$ 10 (preço único).






Serviço

Meu
Meu Coletivo de Teatro
Setembro (sáb e dom) e Outubro (sáb)
Teatro Alfredo de Oliveira (anexo ao Valdemar de Oliveira)
Horário: 20h30. Informações: 3091.3328

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Setembro é o mês da Cia Fiandeiros de Teatro

Durante todo o mês de setembro, palestras gratuitas e espetáculos teatrais vão movimentar o Recife. O projeto “Fiandeiros Repertório – A dramaturgia poética de autores pernambucanos”, da Companhia Fiandeiros de Teatro, que vai apresentar três peças do grupo.

Nas quintas e sextas, a partir do dia 3 de setembro, serão exibidos “Vozes do Recife”, peça que reúne poesias de cinco autores pernambucanos que falam sobre a capital, e “O Capataz de Salema, com texto de Joaquim Cardozo, no Teatro Hermilo Borba Filho, a partir das 20h. Os sábados e domingos foram reservados para a apresentação do infantil “Outra Vez, Era Uma Vez...”, no teatro Apolo, a partir das 16h.
Já as palestras, serão promovidas todas as quartas, às 19h, a partir do dia 2 de setembro, no Espaço Fiandeiros. Entre os temas dos debates estão a poesia no teatro pernambucano, a dramaturgia de Joaquim Cardozo e o teatro para infância e juventude.
Já as palestras, serão promovidas todas as quartas, às 19h, a partir do dia 2 de setembro, no Espaço Fiandeiros. Entre os temas dos debates estão a poesia no teatro pernambucano, a dramaturgia de Joaquim Cardozo e o teatro para infância e juventude.

ESPETÁCULOS
Abrindo o ciclo de apresentações, o “Vozes do Recife” - primeira montagem da companhia - conta com roteiro e direção de André Filho e reúne poesias de cinco autores pernambucanos que falam sobre a cidade do Recife. Os atores interpretam músicas de Capiba, Nelson Ferreira, entre outros, e recitam poemas de Ascenso Ferreira, Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto, Carlos Pena Filho e Joaquim Cardozo para falar sobre memória, melancolia e a saudade da antiga Recife, transformada pela modernidade e urbanização.

Já em “O Capataz de Salema”, a poesia encontra-se dentro da composição mesma do texto de Joaquim Cardozo, que é todo escrito em versos. A tragédia conta a história de Luzia e sua avó, moradoras de uma aldeia de pescadores. O mar é uma presença constante na vida das personagens, e a todo momento interfere nessas existências, ora trazendo perdas (foi onde Sinhá Ricarda – a avó – perdeu os seis filhos), ora trazendo esperança, quando através dele chega o Capataz de Salema, que se apaixona por Luzia e a promete uma vida melhor.

O elemento poético também está presente em “Outra Vez, Era Uma Vez...”, espetáculo infantil que fala sobre um escritor, chamado Poeta, sem inspiração para finalizar a história que está escrevendo. Para ajudá-lo, os personagens saem do livro e convidam o autor a vivenciar sua criação. Para eles, Poeta precisaria resgatar sua infância para conseguir escrever, e o fará através de brincadeiras e canções ao longo de um passeio por sua própria história. Com música, bonecos e poesias, o espetáculo dialoga com as crianças temas tabus como a morte.

PALESTRAS
Paralelamente às apresentações dos espetáculos, ocorrerá um ciclo de palestras, abertas ao público, que discutirá temas relacionados à pesquisa teatral da Companhia Fiandeiros. Durante todas as quartas de setembro, no Espaço Fiandeiros, serão debatidas questões relevantes para a ampliação do conhecimento sobre o fazer teatral, a presença da poesia e da musicalidade no teatro e a importância da criação de uma linha de pesquisa e desenvolvimento artístico nos grupos teatrais. Foram convidados especialistas nos assuntos tratados, como o professor João Denys, um dos principais pesquisadores da obra de Joaquim Cardozo no Brasil.

SERVIÇO:

Espetáculos:

* às quintas e sextas, a partir das 20h, no Teatro Hermilo Borba Filho
* aos sábados e domingos, a partir das 16h, Teatro Apolo - Centro Apolo-Hermilo – Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife
Entrada: R$ 12 (Inteira) R$ 6 (Meia)

Palestras:

02/09
Palestra: Repertório x Identidade no Trabalho de Grupo.
Palestrante: Fernando Yamamoto (RN) 19h Espaço Fiandeiros
Rua da Matriz, nº 48, 1º andar.

09/09
Palestra: A poesia no teatro pernambucano
Palestrante: Luís Reis (PE) 19h Espaço Fiandeiros
Rua da Matriz, nº 48, 1ºandar.

16/09
Palestra: A Poética na obra de Joaquim Cardozo
Palestrante: João Denys (PE) 19h Espaço Fiandeiros
Rua da Matriz, nº 48, 1ºandar.

23/09
Palestra: Poesia e Ludicidade no Teatro para Infância e Juventude.
Palestrante: José Manoel (PE) 19h Espaço Fiandeiros
Rua da Matriz, nº 48, 1ºandar.

ENTRADA FRANCA!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

VII Festival Estudantil de Teatro e Dança

Ofestival movimenta os teatros Apolo e Parque neste mês. Evento começa na próxima quinta-feira, dia 13 de agosto, com 22 crianças e jovens surdos na montagem “A Pedra do Reino”, de Ariano Suassuna

O VII Festival Estudantil de Teatro e Dança, realizado pelo produtor Pedro Portugal, ocupará dois teatros neste mês de agosto, o Apolo, com a programação teatral, de 13 a 19 e de 26 a 30; e o Parque, com dança, nos dias 22 e 23. O evento homenageia este ano Ivonete Melo, atriz e presidente do Sated/PE, e o ator, bailarino e coreógrafo Raimundo Branco, diretor da Compassos Cia. de Danças. Participam grupos ligados a escolas públicas e privadas e cursos de teatro e dança em todo o Estado. O objetivo é reunir conjuntos de estreantes nas artes cênicas em espetáculos adultos ou infanto-juvenis e coreografias nos mais diversos estilos. A produção do evento premiará com troféus ao final. Durante o festival, os ingressos vendidos antecipadamente são revertidos para o próprio grupo (do total de R$ 5 no preço único, R$ 4 vai para a produção do espetáculo e R$ 1 para a produção do evento). Na bilheteria, o valor fica em R$ 5, mas com renda para o evento. Patrocínio: Funcultura/Governo do Estado de Pernambuco e Prefeitura do Recife. Apoio: Sesc Pernambuco. Contato: festivalestudantil@gmail.com

PROGRAMAÇÃO TEATRO ADULTO E INFANTO-JUVENIL
No Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife. Tel. 3232 2028). Ingresso: R$ 5 (preço único).

Dia 13 de agosto, às 18h30
A Pedra do Reino (Texto: Ariano Suassuna. Direção: Marco Bonachela e Soraya Fonseca. Realização: Companhia Teatral Mãos Em Cena e Centro Suvag de Pernambuco – Recife).

Dia 13 de agosto, às 20h30
Deu Com a Pleura! (Texto: Eduardo Gomes e Benedito Serafim a partir do livro homônimo de Gustavo Arruda. Direção: Benedito Serafim. Realização: Cia. de Teatro FALAZ e Escola Técnica Estadual Prof. Agamemnon Magalhães/ETEPAM – Recife).

Dia 14 de agosto, às 18h30
Cadê Meu Boi? (Texto: Java Araújo. Direção: Marcelo Rhwushansky. Realização: Cia. Teatral Minutos de Arte e Escola Municipal Dr. Cláudio Gueiros Leite – Cabo de Santo Agostinho).

Dia 14 de agosto, às 20h30
Tartufo (Texto: Molière. Adaptação e direção: Danielle Alves e Evânia Copino. Realização: Grupo de Teatro Matraca e Sesc Piedade – Jaboatão dos Guararapes).

Dia 15 de agosto, às 16h
Brincando, Acharemos a Casa (Texto adaptado da obra Baile do Menino Deus, de Ronaldo Correia de Brito e Assis Lima. Adaptação e direção: Jane de Britto. Realização: Escola Estadual Fernandes Vieira – Recife).

Dia 15 de agosto, às 18h30
Um Assunto Que Não é Brincadeira (Texto: Márcia Nazário e Grupo Baluarte de Alegria. Direção: Márcia Nazário. Realização: Grupo Baluarte de Alegria e ONG Geração Futuro – Chã de Alegria).

Dia 15 de agosto, às 20h30
A Água, o Rio, Tudo Está Por Um Fio! (Texto: Adriana Freitas e Grupo de Teatro Tubira-bá. Direção: Adriana Freitas. Realização: Grupo de Teatro Tubira-bá e ONG Geração Futuro – Pombos).

Dia 16 de agosto, às 16h
Pluft, o Fantasminha (Texto: Maria Clara Machado. Direção: Erineide Moreira e Paulo André. Realização: Grupo Oficen e Grupo Escoteiro Narciso Félix de Araújo/Escoteiros de Igarassu).

Dia 16 de agosto, às 18h30
A Viagem de Um Barquinho (Texto: Sílvia Orthof. Adaptação e direção: Ingrid Santtos e Hammai de Assis. Realização: Espaço Cultural Inácia Rapôso Meira – Recife).

Dia 16 de agosto, às 20h30
O Casamento de Fudência na Cidade de Pipas (Texto: Dayvton Almeida e Florinaldo Rufino. Direção: Dayvton Almeida. Realização: PreservARTE e Escola Doutor Sofrônio Portela – Moreno).

Dia 17 de agosto, às 18h30
Aluga-se Janela Para Suicidas (Texto: Izabela Farias e Trupe Arte & Vida. Direção: Jeferson Alves. Realização: Trupe Arte & Vida e Escola Municipal Prof. Ariosto Nunes Martins – Cabo de Santo Agostinho).

Dia 17 de agosto, às 20h30
Romeu e Julieta em Pleno Século XXI (Texto: Dany Brito. Direção: Magaly Mendonça. Realização: Escola Governador Barbosa Lima – Recife)

Dia 18 de agosto, às 18h30
O Reino Verde de Júlio (Texto: Anderson Abreu e Alexandro Silva. Direção: Anderson Abreu. Realização: Grupo Teatral Se Der Certo Continua e Escola Municipal Casa dos Ferroviários – Recife)

Dia 18 de agosto, às 20h30
Ex-Miseráveis (Texto: Eduardo Gomes. Direção: Benedito Serafim. Realização: Cia. de Teatro FALAZ e Escola Técnica Estadual Prof. Agamemnon Magalhães/ETEPAM – Recife)

Dia 19 de agosto, às 18h30
Conto às Avessas (Texto: Grupo Teatral Ariano Suassuna. Direção: André Ramos e Albanita Almeida. Realização: Grupo Teatral Ariano Suassuna e Escola Santos Cosme e Damião – Igarassu).

Dia 19 de agosto, às 20h30
Sem Fio (Perto do Fio, Longe do Coração) (Texto: Josicleybson Alex. Direção: Jefferson Nascimento. Realização: Cia. do Riso – Recife)

(***)

Dia 26 de agosto, às 18h30
O Vôo do Cavalo do Cão (Texto: Racine Santos. Direção: André Ramos e Albanita Almeida. Realização: Grupo Teatral Ariano Suassuna e Escola Santos Cosme e Damião – Igarassu).

Dia 26 de agosto, às 20h30
Qual Sua História, Maria? Qual Seu Sonho, José? (Texto: Romário Henrique e Grupo Zum, Zum, Zum Danado. Direção: Romário Henrique. Realização: Grupo Zum, Zum, Zum Danado e ONG Geração Futuro – Lagoa de Itaenga).

Dia 27 de agosto, às 18h30
DEclaro! (Texto: David Ives. Adaptação e direção: Inaê Veríssimo. Realização: Hipérion Escola de Arte – Recife).

Dia 27 de agosto, às 20h30
Cinema Mudo (Roteiro e direção: Gabriela Cabral. Realização: Grupo de Teatro Macambira e Academia Santa Gertrudes – Olinda).

Dia 28 de agosto, às 18h30
Vestido de Noiva (Texto: Nelson Rodrigues. Direção: Taveira Júnior. Realização: Grupo de Teatro da Aliança Francesa – Recife).

Dia 28 de agosto, às 20h30
Por Onde Andas Longe de Mim? Ou A Caverna é Escura Demais (Texto e direção: Ivan Ferreira. Realização: Grupo de Iniciação Teatral Arteiros e Colégio Conhecer – Recife).

Dia 29 de agosto, às 16h
O Pequenino Grão de Areia (Texto: João Falcão. Direção: Sílvio Pinto. Realização: Grupo Recanto de Teatro e Escola Recanto – Recife).

Dia 29 de agosto, às 18h30
A Estranha Fórmula do Doutor Rugga (Texto: Carlos Janduy. Direção: Sandra Albino. Realização: Grupo Diocesano de Artes e Colégio Diocesano – Garanhuns).

Dia 29 de agosto, às 20h30
Mais Um Tiquim de Nós (Texto e direção: Carlos Janduy. Realização: Grupo Cênico Emanuel Tenório de Holanda e Colégio Diocesano – Garanhuns).

Dia 30 de agosto, às 16h
O Pequeno Grão de Areia (Texto: João Falcão. Adaptação e direção: Rafael Amâncio. Realização: Colégio Criativo – Caruaru).

Dia 30 de agosto, às 18h30
A Sociedade dos Globs (Texto e direção: Edinaldo Ribeiro. Realização: Grupo de Teatro Decisão e Colégio Decisão – Recife).

Dia 30 de agosto, às 20h30
A Ostra (Texto: Luiz de Lima Navarro. Direção: Edinaldo Ribeiro. Realização: Grupo de Teatro Decisão e Colégio Decisão – Recife).

PROGRAMAÇÃO DANÇA

No Teatro do Parque (Rua do Hospício, 81, Boa Vista. Tel. 3232 1553). Ingresso: R$ 5 (preço único).

Dia 22 de agosto (sábado), às 18h30
Passo (Coreografia: Ramalho Júnior e Érica Nunes. Direção: Ramalho Júnior. Realização: Espaço Maria Helena Marinho do Movimento Pró-Criança – Recife).

Anjo do Apocalipse (Criação e direção: Roberto de Souza da Conceição. Realização: Em Cena Arte e Cidadania – Recife).

Reencontro (Coreografia e direção: Viviane Lira. Realização: Grupo NAP de Dança e Colégio NAP – Recife).

Denotações (Coreografia: Allan Delmiro Barros. Direção: Paola Cristinne Barbosa. Realização: Grupo de Estudos de Dança da Universidade de Pernambuco/GEDUPE – Recife).

Nossa Forma de Dança (Coreografia: Claudineide Rodrigues. Direção: Erick Pinto. Realização: Esquadros Cia. de Dança e Escola Municipal Jardim Monte Verde – Recife).

10 Anos em Cena (Coreografia: Ketully Leal, Pollyana Machado e Natalice Santos. Direção: Ketully Leal. Realização: Em Cena Arte e Cidadania – Recife).

Pernambuco de Cores e Ritmos (Coreografia e direção: William Rodrigues. Realização: Ballet Popular Marista e Colégio Marista São Marcelino Champagnat – Paulista).

Em Busca da Fama (Coreografia e direção: Zélia Costa. Realização: Cia. de Dança Zélia Costa – Olinda).

(intervalo)

O Farfalhar das Araras (Coreografia e direção: Carolina de Amorim Lemos. Realização: Carolemos Dançarte Juvenil – Recife).

Forrozando (Coreografia e direção: Viviane Lira. Realização: Equipe de Dança Em Anexo e Colégio Equipe – Recife).

Morte e Ressurreição do Boi (Coreografia: Elaine Cristina. Direção: Erick Pinto. Realização: Grupo Artístico e Cultural Boi Ta Ta Tá e Escola Municipal Antônio Vieira de Melo – Recife).

Pas-De-Deux Raymonda (Coreografia: Marius Petipa e Nureyev. Adaptação: Inez Lima. Direção: Cecília Brennand. Realização: Ária Clássico – Jaboatão dos Guararapes).

Ao Cair da Tarde... (Coreografia e direção: Diorge Santos. Realização: Escola Municipal Antônio Luiz de Souza – Camaragibe).

Passos em Ebulição (Coreografia: Jorge Viégas e Alisson Lopes. Direção: Érika Alves. Realização: Erê Arte Cia. de Dança e Escola Municipal de Frevo Maestro Fernando Borges – Recife).

Violeta (Coreografia e direção: Carla Machado. Realização: Ária Espaço de Dança e Arte – Jaboatão dos Guararapes)

100 Anos de Vitalino: o Mestre dos Bonecos (Coreografia e direção: Jéssica Ferreira de Carvalho. Realização: Studio Compasso de Dança – Olinda).

Bonecas Venezianas (Coreografia e direção: Ana Elena Janovitz. Realização: Culturarte Cia. Jovem de Dança e Culturarte – Recife).

******

Dia 23 de agosto (domingo), às 18h30
Danruti (Coreografia e direção: Adelmo Andrade. Realização: Balé Renascer e Accafi-Estrela Guia – Igarassu).

Encontros (Coreografia: Brenda Schettini. Direção: Ruth Rozembaum. Realização: Stúdio de Danças – Recife).

Negritude de Um Povo (Coreografia e direção: Conceição Silva. Realização: Cia. de Dança Facetas Nordestinas e Escola Mundo Infantil – Recife).

Gestuar (Coreografia e direção: Larissa Porto. Realização: Grupo de Dança do Colégio da Sagrada Família – Goiana).

Brasil, Uma Dança Africana (Criação e direção: Adelson Júnior. Realização: Cia. de Dança Arte Negra e Escola Municipal Arraial Novo do Bom Jesus – Recife).

Vitalino (Coreografia: Conceição Silva. Direção: Erick Pinto. Realização: Cia. de Dança e Teatro Luardat e Escola Municipal UR-1 – Recife).

Sonhos, Peripécias e Gargalhadas (Coreografia e direção: Black Escobar. Realização: Grupo de Dança Arte em Movimento do IFPE/Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – Recife)

(intervalo)


Festival das Flores (Coreografia: Jane Dickie. Direção: Mariana Marques. Realização: Stúdio de Danças – Recife).

Isocrônica (Coreografia: Viviane Moraes. Direção: Ana Elena Janovitz. Realização: Culturarte Cia. Jovem de Dança e Culturarte – Recife).

Negritude (Coreografia e direção: Eliana Vieira. Realização: Grupo de Dança Decisão e Colégio Decisão – Recife).

Ligações (Coreografia e direção: Larissa Porto. Realização: Colégio NAP Pré-Grupo de Dança – Recife).

Cabra da Peste (Coreografia: Lourival Santos. Direção: Genivaldo Francisco. Realização: Cia. Nordeste de Dança e Movimento Cultural Fazendo Arte – Recife).

Arsene (Coreografia e direção: Cristiane Barbosa e Débora Rocha. Realização: Sinopse Grupo de Dança e Escola Recanto – Recife).

Brincando de Bonecos (Coreografia e direção: João Vieira. Realização: Pé na Dança e Escola Municipal Professora Almerinda Umbelino de Barros – Recife).

Cultura Baiana (Coreografia: André Luiz e Mariana Marques. Direção: Mariana Marques. Realização: Grupo de Dança Badernagem e Escola Professor Jordão Emerenciano (Recife).

Valeu! Leidson Ferraz 3222 0025 / 9292 1316.
MOSTRA APLAUSOS PRÊMIA VENCEDORES EM NOITE DE LANÇAMENTO LITERÁRIO
A IV Mostra Aplausos de Esquetes Teatrais aconteceu de 05 a 09 de agosto, promovida pelo Sesc Piedade.

Foram vinte esquetes de estudantes e grupos de teatro de todo o Estado. As apresentações aconteceram no Colégio Souza Leão, em Candeias, Jaboatão dos Guararapes, sempre às 19h. No domingo (09/08), houve, além da cerimônia de premiação, no Sesc Piedade às 19h, o lançamento do livro Casa de Espetáculos: Crônicas, Críticas e Comentários, do crítico teatral Enéas Alvarez.

Os vencedores:
CATEGORIA GRUPOS

*Passeando por Brasília, com a Consultoria de Ações







*Meu (de Marcelo Oliveira, com Elis Costa)






CATEGORIA ESTUDANTIL

*A Negociação (Grupo Há 6)
* As Dez Mais do Córtex Cerebral (Hemerson Moura e Rafaelle Carvalho)
* Par ou Ímpar (Daniel Cisneiros e Érica Maria)
*Reprilhadas e Entralhofas - Um Concerto Para Acabar com a Tristeza (Cia. Ânima de Teatro)

JURI POPULAR
*Flor do Mandacaru, com Carlos Mallcom e Juanita Faye.

A CIA. 2 EM CENA que encenou o esquete REPRISES E ENTRADAS NUM BAÚ DE PALHAÇADAS na categoria grupos foi premiada com o troféu pesquisa teatral pelo júri composto pelo jornalista e ator Leidson Ferraz, o ator e produtor Hilton Azevedo e o encenador e dramaturgo Samuel Santos.

domingo, 9 de agosto de 2009

XVI FESTIVAL NORDESTINO DE GUARAMIRANGA
Pernambuco será representado por ATO - Magiluth e Encruzinhada Hamlet - Cia do Ator Nu.



Sete espetáculos vão compor a MOSTRA NORDESTE do XVI Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga - FNT
06/08/2009


Espetáculos da Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte vão compor a MOSTRA NORDESTE do XVI Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga (FNT), que acontece de 04 a 12 de setembro na cidade serrana do Ceará. Ao todo serão sete os espetáculos desta mostra, sendo dois do Ceará, dois de Pernambuco e os outros três estados serão representados por uma montagem cada.

Os espetáculos da Mostra Nordeste são encenados à noite e, na manhã seguinte a cada apresentação, é realizado um debate aberto, que conta com a participação de debatedores convidados. O melhor espetáculo desta mostra, eleito pelo júri popular, é agraciado com o troféu Beija-Flor. O XVI FNT é uma realização da Associação dos Amigos da Arte de Guaramiranga (AGUA) com patrocínio da Oi e apoio cultural do Oi Futuro, instituto de responsabilidade social da Oi.

São estes os espetáculos da Mostra Nordeste do XVI FNT:

Quebra-Quilos - Coletivo de Teatro Alfenim (PB)
A Mar Aberto – Grupo Atores a Deriva (RN)
Encruzilhada Hamlet - Companhia do Ator Nu (PE)
Ato – Grupo Magiluth (PE)
Grand Thèatre: Pão e Circo - Manada Confraria de Criação e Arte (BA)
Em Passant - Procult (CE)
Encantrago – Grupo Expressões Humanas (CE)

Mostras Paralelas

Além da Mostra Nordeste, o FNT conta com mostras paralelas reúnem 28 espetáculos do Ceará, das cidades de Tauá, Maracanaú, Icapuí, Boa Viagem, Itapipoca, Aquiraz, Crato e Juazeiro do Norte. Dos 28, 27 foram selecionados para compor as mostras Maciço (08 peças), Infantil (09), Palco Ceará (06) e Te-Ato a Meia Noite (04) e um espetáculo convidado, “Histórias de Teatro e Circo”, do grupo Carroça de Mamulengo, de Juazeiro do Norte, que também está na Mostra Infantil com outra peça. Mais informações: (85)3246.5555 e 3246.1242.

SOBRE OS ESPETÁCULOS

QUEBRA-QUILOS
Coletivo de Teatro Alfenim (PB)

Narra a história de duas mulheres que são tangidas do campo e obrigadas a procurar abrigo numa vila do sertão paraibano, nas proximidades de Campina Grande, em fins de 1874. Existem rumores de que os quebra-quilos, sediciosos que se opõem à implantação do sistema métrico decimal, preparam-se para invadir a feira da localidade com o intuito de destruir os padrões de aferição. Tropas da Guarda Nacional estão de prontidão. Mãe e filha serão testemunhas e vítimas da violência das autoridades locais contra os matutos revoltosos, que tentam comerciar na feira o produto de suas pequenas lavouras.

Elenco: Daniel Araújo, Daniel Porpino, Fernanda Ferreira, Sebastião Formiga, Sôia Lira, Verônica Souza, Zezita Matos. Texto e direção: Márcio Marciano. Direção musical: Marco França. Cenário: Márcio Marciano. Figurinos: Maurício Germano. Iluminação: Márcio Marciano. Consultoria de encenação: Fernando Yamamoto. Produção executiva: Humberto Dias. Duração: 80 minutos. Recomendação: Maiores de 14 anos.

A MAR ABERTO
Atores a Deriva (RN)

A Mar Aberto conta a história de um velho lobo do mar, seu José Hermílio. Homem sábio que há mais de 30 anos tira do mar o sustento e a própria razão de existir. Todos os dias (que não são santos) ele e seus companheiros de bargaça tentam a sorte contra a correnteza e possíveis tormentas. Em um desses dias seu Hermílio se viu, em plena pescaria, traído pelo coração. Segundo ele, foram as ‘artimanhas do tinhoso’ que lhe trouxeram o sobrinho de Rita, Júlio de Joana, estudante de medicina que aos 19 anos abandonou a faculdade para ser pescador. O dia dessa pescaria e de resistência contra esse desejo ‘vestido de maldade e com feições tão bonitas...’; a luta contra a tormenta interna e externa formam o conflito central dessa história.

A Mar Aberto é um projeto independente criado pelo Coletivo Artístico Atores à Deriva. O novo texto de Henrique Fontes tem por inspiração ‘Grande Sertão...’, o protagonista, Teobaldo, se vê apaixonado por outro homem – Diadorim, que ele descobre só no final da história, ser mulher. O conflito com o próprio desejo, o preconceito, a rudeza e a paixão, a religiosidade e a culpa são alguns dos temas expostos em A Mar Aberto.

Texto e encenação: Henrique Fontes. Direção e preparação musical: Danúbio Gomes. Elenco: Alex Cordeiro, Bruno Coringa, Doc Câmara, João Victor e Paulo Lima. Produção: Henrique Fontes. Cenário e figurino: Thiago Vieira. Iluminação: Daniel Rocha. Pilates: Lycia Dias. Arte Gráfica e design: Daniel Souto.

ENCRUZILHADA HAMLET
Companhia do Ator Nu (PE)

No texto Encruzilhada Hamlet, os personagens Hamlet e o Coveiro removem a cova onde foram enterrados há cinco séculos, ressurgindo no ano em que a peça está sendo encenada. Trata do patriarcalismo, do sonho, da vida e da morte, da luta de classes, da impossível conciliação plena dos opostos, da idéia e do êxtase de ser criado como personagem e adquirir autonomia como criatura da artificialidade física verdadeira e do sonho permanente nas promessas impossíveis.

Encenação, Cenografia, Figurinos e Dramaturgia: João Denys. Ator e Coordenação de Produção: Edjalma Freitas. Ator e Produção Executiva: Henrique Ponzi. Trilha Sonora: Naná Vasconcelos. Iluminação: Saulo Uchoa. Maquiagem: Marcondes Lima. Preparação de Voz: Rose Mary Martins. Preparação de Corpo: Miriam Asfóra.

ATO
Grupo Magiluth (PE)

O encontro de quatro personagens num universo inóspito onde as boas condições de vida e a esperança em dias melhores estão escassas, na busca por “sombra e água” o jogo de poder e o sadismo entram em cena, por estes homens aprisionados no tempo, amarelados, esquecidos. Lançando mão de uma linguagem gestual e unindo conceito, técnica e poesia, ATO busca um trabalho de interpretação baseado na arte do clown aliado a influências visuais expressionistas de desenho animado e quadrinhos, construindo assim a ótica do palhaço que brinca com suas próprias mazelas dando-lhes um corpo lúdico e poético.

Roteiro: Grupo Magiluth. Encenação: Júlia Fontes e Thiago Liberdade. Elenco: Giordano Castro, Marcelo Oliveira, Lucas Torres e Thiago Liberdade. Direção de Arte: Júlia Fontes. Desenho de Som: Hugo Souza. Desenho de Luz: Pedro Vilela. Direção de Produção: Pedro Vilela. Gênero: Comédia sombria. Duração: 45min. Faixa Etária: Livre.

GRAND THÈATRE: PÃO E CIRCO
Manada Confraria de Criação e Arte (BA)

Ganhador do Prêmio Braskem de Teatro, categoria melhor atriz do ano, o espetáculo teatral Grand Thèatre: Pão e Circo, segundo espetáculo solo da atriz Carolina Kahro Ribeiro, estabelece a analogia entre os antigos “Anfiteatros: Pão e Circo”, arenas romanas onde o sangue de gladiadores e cristãos era derramado para entreter o Cezar e seu povo, e a mídia atual – nossos modernos ‘Freak-Shows’.

Mais uma tragédia na vida de um desconhecido a preencher displicentemente os jornais matinais, mais um jornal vendido e mais uma manhã na vida de homens e mulheres. É nessa linha tênue entre o horror e o espetáculo, entre a dor e o espetáculo, entre o medo e o espetáculo que diferentes histórias de diferentes personagens se confundirão em série de eventos desencadeados a partir da leitura de uma notícia. Sem início e sem fim, de um acontecimento trágico uma nova história se desenrola até um novo desfecho trágico de onde uma nova história nascerá. Ao fim, todas as tragédias que se encerram nos shows cotidianos em nossas salas de estar.

Direção, atuação e roteiro: Carolina Kahro Ribeiro. Trilha original: Leonardo Bittencourt. Audiovisual: Clara Ribeiro e Carolina Kahro Ribeiro. Projeto de Iluminação: Eduardo Tudella. Produção: Clara Ribeiro.

EM PASSANT
Procult (CE)

En Passant retrata um homem e uma mulher que se conhecem em uns balanços de praça, na madrugada. O diálogo entre eles é dificultoso, jamais conseguem se explicar, um ao outro. Atrapalham-se com os próprios pensamentos e com a linguagem. Possuem enorme fluxo interior, mas não conseguem externar senão o caos. Um texto fragmentado em diversas elipses que vão se distanciando do real para dar vazão às sensações. O vazio é a principal matéria, a qual o espetáculo tenta dar forma.

Autor: Rafael Martins. Direção: Jadeilson Feitosa. Assistente de Direção: Rafael Martins. Elenco: Jadeilson Feitosa e Milena Pitombeira. Iluminação: Walter Façanha. Trilha Sonora: Rafael Martins. Cenografia e figurino: Yuri Yamamoto. Fotografia: Rafael Martins. Contra-regra: Ale Rubim. Produção: Mário Alves. Assistente de produção: Ale Rubim. Realização: PROCULT - Produtora de Arte e Eventos Culturais. Faixa Etária: adulto (livre). Duração: 60 minutos. Gênero: drama.

ENCANTRAGO
Expressões Humanas (CE)

Texto, Direção e produção: Herê Aquino. Elenco: Marina Brito, João Paulo Pinho, Annalies Borges, Paulo Botafogo, Natali Rocha, Liliana Brizeno e Miguel Cairo. Stand by: Kantiana Monteiro e Monique Cardoso. Figurino: Marina Brizeno. Cenário: Herê Aquino e Marina Brizeno. Direção Musical: Orlângelo Leal. Iluminação: Wallace Rios.

O espetáculo é um mergulho no coração intratável e miraculoso do Brasil e uma aventura onde os contrastes e as ambivalências consagram o paradoxal mundo sertanejo e a encantada vastidão do homem. A forte presença do universo fantástico, da riqueza do imaginário popular e o resgate dos rituais humanos têm o intuito de aproximar atores e público numa grande vivência integradora que nos remeta a origem do teatro. Essa provocação perpassa metaforicamente vários ritos de passagens, tempos, espaços e mitos que se reafirmam e se embaralham nesse mundo real e simbólico. Mundos estes que, no sertão, se configuram onde a vida é quase uma impossibilidade.

http://agua.art.br/fnt2009/home

GUERREIROS DA BAGUNÇA

GATOS E RAOS BRIGAM POR COMIDA E AFETO

Infanto-juvenil Guerreiros da Bagunça, dirigido por Rudimar Constâncio, está temporada no Teatro Barreto Júnior



Guerreiros da Bagunça, com direção de Rudimar Constâncio, entra em cartaz aos sábados e domingos, às 16h30, no Teatro Barreto Júnior, no Pina. Para preparar a adaptação do texto do gaúcho Guto Greco, o elenco de sete atores precisou arregaçar as mangas e passar por um período intenso de quase um ano de ensaios diários.


Dedicados ao musical infanto-juvenil, os atores aprenderam até mesmo a tocar instrumentos como flauta e sanfona para dar conta da trilha sonora criada por Demétrio Rangel e executada ao vivo. Fome, miséria e guerra estão entre os temas predominantes no espetáculo, que revive o embate entre duas gangues de gatos de rua, que tentam sobreviver do lixo, num país chamado Bagunça, enquanto os ratos ficam à espreita na luta pela comida. De acordo com Rudimar Constâncio, no entanto, estes problemas e críticas ao funcionamento da sociedade trazem como saída o desejo de ser feliz. Daí o tom do espetáculo ser de alegria, descontração e momentos engraçados. “O Guto Greco avacalha com o amor certinho, cartesiano. A vontade de ter alguém e ser bem-sucedido impera em qualquer ser humano, mas complicamos demais esta relação”, aponta Rudimar, que também dirigiu Cegonha boa de bico.


O diretor lembra que este sentimento é desmitificado através dos diálogos divertidos e da implicância inicial entre os jovens gatos Romeo (Gilson Paz) e Julieta (Célia Regina). A alusão à obra de Shakespeare também está presente no nome dos outros personagens, interpretados por Flávio Santos, Neemias Dinarte, Tiago Gondim, Samuel Lira e Ana Paula Arcoverde - que está com nove meses de gestação e alternará papéis com Rafaelle Carvalho. A produção é de Pedro Portugal, responsável por montagens como A bela e a fera, Os três porquinhos e Memórias da Emília. A iluminação é de Saulo Uchôa.

Num país chamado Bagunça, duas gangues de gatos de rua de facções contrárias tentam sobreviver dos restos de alimento que encontram num lixão. A lei da vez é “encher a pança a todo custo”, e quando o lixo não vem, muito por falta da coleta diária, uma opção é avançar no território inimigo.

Com bastante fome, o jovem gatão Romeu, malandro e esperto, em companhia do seu atrapalhado amigo Mercúrio, vai disfarçado a uma festa promovida por seus desafetos e lá, tentando se dar bem, acaba encontrando uma jovem gata, Julieta. Em meio às juras de amor dos dois, uma verdadeira batalha entre as trupes inimigas tem início.

A trilha sonora é executada ao vivo pelo próprio elenco, composto por Célia Regina, Gilson Paz, Flávio Santos, Neemias Dinarte, Ana Paula Arcoverde, Tiago Gondim, Samuel Lira e Rafaelle Carvalho. Foi concebida por Demétrio Rangel, também responsável pelas músicas de A Terra dos Meninos Pelados e O Amor do Galo Pela Galinha D'água.