terça-feira, 30 de julho de 2013

DUAS MULHERES EM PRETO E BRANCO

Duas mulheres em preto e branco realiza temporada no Teatro Eva Herz
Paula de Renor e Sandra Possani dividem cena em espetáculo com texto de Ronaldo Correia de Brito e direção de Moacir Chaves

Sandra e Letícia são amigas desde a juventude: fizeram faculdade na mesma época, viveram juntas os anos de Ditadura Militar, construíram casamentos, carreiras profissionais. Depois de tanto tempo, no entanto, se descobrem na situação de rivais, brigando pelo mesmo homem, repassando o passado, os anos de convivência, os conflitos. Esse é o enredo da peça Duas mulheres em preto e branco, com as atrizes Paula de Renor e Sandra Possani, e direção do carioca Moacir Chaves, em temporada no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura, no Shopping RioMar. A peça faz duas sessões aos sábados, às 18h e às 20h, e outra aos domingos, às 19h. Os ingressos custam R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada).
O conto do cearense Ronaldo Correia de Brito (Arlequim, Baile do Menino Deus, Galiléia) extraído do livro Retratos imorais, de 2010, foi levado integralmente à cena, sem nenhuma alteração do texto original. “A ideia era manter a forma literária para o teatro para experimentar outras possibilidades de linguagem. Percebemos que isso traz outra relação com o texto que está sendo dito e com a personagem com a qual contracenamos”, explica Paula de Renor, que além de atuar, produz o espetáculo.
Segundo o diretor Moacir Chaves o texto de Ronaldo Correia de Brito apresenta a esperança da ruptura. “Curiosamente, essa possibilidade é vivida como jogo, os movimentos em sua direção surgem disfarçados, provocativos, nunca se assumem em sua essência. As palavras são falsas; revelam, como em todo grande autor, não pelo seu sentido literal, mas pelo movimento que as acompanha, pelo movimento que elas exigem”, completa.
De acordo com o autor, a narrativa do conto é tensa, cheia de mistérios, em que a vida de cada personagem se revela e desvela em meio a uma ação dramática, que chega a lembrar um romance policial. “As referências ao passado são entremeadas de citações dos filmes de Fellini e da música de Nino Rota. Há imersões frequentes na recente história da contracultura brasileira e no sonho frustrado das esquerdas das décadas de sessenta e setenta”, explica Ronaldo Correia de Brito.
A ficha técnica da montagem traz principalmente profissionais cariocas e pernambucanos. Além da direção do carioca Moacir Chaves, Aurélio de Simoni e Fernando Mello da Costa, também do Rio, assinam respectivamente a iluminação e cenografia. A equipe pernambucana assina figurino (Walther Holmes) e trilha sonora (Tomás Brandão e Miguel Mendes).
Duas mulheres em preto e branco estreou ano passado, no 19º Porto Alegre em Cena – Festival Internacional de Artes Cênicase fez uma curta temporada no Teatro Apolo, no Recife, e no Teatro Serrador, no Rio de Janeiro. O espetáculo também participou dos festivais Janeiro de Grandes Espetáculos - Festival Internacional de Artes Cênicas de PE, Festival Recife do Teatro Nacional, Festival Palco Giratório – SESC/PE e Festival Pernambuco Nação Cultural.
O espetáculo foi contemplado pelo Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz/2012 e, nos próximos meses, fará apresentações nos festivais: Cena Contemporânea - Festival Internacional de Teatro de Brasília; Festival Internacional de Londrina, Festival Palco Giratório/SESC-Florianópolis e Festival Nacional de Teatro Cidade de Vitória. Para a temporada no Teatro Eva Herz, o espetáculo conta com o patrocínio do Funcultura.



Serviço:
Duas mulheres em preto e branco
Quando: sábados, às 18h e às 20h; e domingos, às 19h, até 11 de agosto
Onde: Teatro Eva Herz (Livraria Cultura, Shopping RioMar)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação etária: 14 anos
Lotação do teatro: 186 lugares
Duração do espetáculo: 70 minutos
Compra de ingressos: Bilheteria ou Ingressos on-line - www.ingresso.com
Funcionamento da bilheteria: De quinta a sábado, das 14h às 21h. Aos domingos, das 14h às 19h.
Forma de pagamento: Dinheiro, cartão de crédito ou débito
Informações: (81) 3256-7500

FICHA TÉCNICA
Autor: Ronaldo Correia de Brito
Diretor: Moacir Chaves
Atrizes: Paula de Renor e Sandra Possani
Assistente de direção: Miriã Possani
Iluminação: Aurélio de Simoni
Cenografia: Fernando Mello da Costa
Figurinos: Walther Holmes
Trilha sonora: Tomás Brandão e Miguel Mendes
Arte e conceito do projeto gráfico: Maurício Grecco
Projeto gráfico: Clara Negreiros
Operação de luz: Beto Trindade
Operação de som: Tomás Brandão e Miguel Mendes
Assistente de produção: Elias Villar
Fotografia e Preparação Corporal: Rogério Alves
Preparação vocal: Flávia Layme e Rosemary Oliveira
Cenotécnicos: Nagilson Lacerda e Tarcísio Sá
Pintura e textura/Cenário: Gilvan Dezidério
Confecção de figurino: Maria Lima
Assessoria de Imprensa: Pollyanna Diniz e Maurício Spinelli
Assessoria de mídias sociais: Rabixco Comunicação e Produção Criativa
Produção geral: Paula de Renor
Realização: Remo Produções Artísticas 

De Íris ao arco-íris

Conto de fadas pernambucano em temporada no Teatro Marco Camarotti 


Espetáculo De Íris ao arco-íris, direção de Jorge de Paula, está em cartaz aos sábados e domingos, às 16h30 
(foto Angélica Gouveia)

“Por que o arco-íris aparece quando chove?”. A pergunta do professor, ator e encenador pernambucano Marco Camarotti (1947-2004) serviu como mote para que o ator e diretor Jorge de Paula escrevesse o conto de fadas De Íris ao arco-íris, texto que serviu de base para o espetáculo homônimo, que está em cartaz no Teatro Marco Camarotti (Sesc Santo Amaro/Recife), aos sábados e domingos, às 16h30, até 30 de agosto.
O texto foi escrito em 2000, mas ficou guardado na gaveta, fervilhando na cabeça, até 2006, quando Jorge de Paula convidou a atriz Andréa Veruska para escrever um projeto de montagem de espetáculo a partir da história. Como não conseguiu aprovação em nenhum fundo que possibilitasse a empreitada, o sonho de transformar o conto em encenação foi adiado até este ano, quando finalmente o projeto recebeu o fomento dos editais do Funcultura e do Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2012. Os ensaios começaram no mês de fevereiro e peça estreou no festival Palco Giratório, no último mês de maio.
A montagem conta a história da lagarta Íris, muito curiosa, que faz de tudo para chegar ao reino encantado. Certo dia, ao se transformar em uma borboleta de cores exuberantes, Íris aparece de surpresa na festa de aniversário do rei do “Jardim Sereno de Manhãzinha, Muito Calor à Tardinha” e, por não se submeter aos caprichos desse truculento soberano, uma aranha, é expulsa do jardim. Por seu caminho, Íris ainda terá muitos obstáculos, mas não desistirá.
É uma história de perseverança e que coloca em discussão um tema que geralmente fica de fora das produções para infância e juventude: a morte. “Marco Camarotti, que se debruçava sobre o teatro para infância, dizia que não há problema nenhum em tratar da morte ou de qualquer outro tema com as crianças. A morte faz parte da vida. Temos que encontrar a melhor maneira de fazer isso”, explica o ator e diretor da montagem Jorge de Paula.
No caso do grupo, a opção foi o teatro de sombras, bonecos e formas animadas. Através de um retroprojetor, um telão e da habilidade dos atores, pequenas figuras ganham outras dimensões e ludicidade. “Trabalhamos com o bidimensional e o tridimensional. Quando Íris deixa de ser lagarta e vira borboleta, é como se ela não coubesse mais no mundo da bidimensionalidade. É uma técnica de um apelo visual muito grande. Ao mesmo tempo, estamos experimentando uma linguagem com a qual nunca havíamos trabalhado profissionalmente”, avalia o diretor. Os desenhos e silhuetas dos personagens, que guardam uma proximidade com as histórias em quadrinhos, foram idealizados pelo artista gráfico pernambucano Luciano Félix e colocados em prática pelo ator, diretor e cenógrafo Henrique Celibi.
 O espetáculo, pensado para contemplar também as crianças surdas, é como se fosse cinema de animação: não há falas e o roteiro não necessariamente segue uma lógica linear. “O elenco todo passou pela Universidade Federal e estudou com Camarotti. Fomos influenciados por ele, que desenvolvia pesquisas para montar espetáculos que contemplassem necessidades específicas de crianças cegas, surdas, com deficiência cognitiva e crianças hospitalizadas”, pontua a atriz Andréa Veruska. A trilha sonora, por exemplo, composta pelo músico Júlio Morais, não tem como objetivo contar a história. “Estamos o tempo inteiro nos questionando para fazer uma obra que atenda às especificidades da criança surda. E isso é difícil, porque geralmente o nosso teatro para infância é bastante pautado na palavra”, avalia a atriz Iara Campos.
No elenco da peça estão, além de Jorge de Paula, que também assina a direção, as atrizes Lucélia Albuquerque, Iara Campos e Andrea Veruska. Os cenários e os figurinos são de Marcondes Lima e a iluminação de Eron Villar. A produção está sob a responsabilidade de Karla Martins. A montagem é uma realização da Decanter Articulações Culturais e da Jorge de Paula Produção Cultural.
Sessões gratuitas – Durante a temporada do espetáculo, às sextas-feiras, às 15h, serão realizadas sessões gratuitas em parceria com o Sesc, sempre com a presença de intérpretes de libras: 02/08 (Alunos do Sesc), 09/08 (Movimento Pró-Criança – Unidade Coelhos), 16/ 08 (Instituto Costa Porto / Recife), 23/08 (Escola Municipal Monsenhor Fabrício / Olinda), 30/08 (Centro Suvag de Pernambuco – sessão para crianças e adolescentes surdos).

Ficha técnica:

Texto: criação coletiva a partir da obra De Íris ao arco-íris, de Jorge de Paula
Idealização do projeto: Andréa Veruska e Jorge de Paula
Encenação: Jorge de Paula
Elenco: Andréa Veruska, Iara Campos, Jorge de Paula e Lucélia Albuquerque
Criação de silhuetas e design gráfico: Luciano Félix
Cenografia e figurino: Marcondes Lima
Trilha sonora original: Júlio Morais
Design de luz: Eron Villar
Confecção de bonecos e adereços: Henrique Celibi
Confecção de figurino: Maria Lima e Elzamélia Gomes
Cenotécnica: Gustavo Teixeira
Contrarregragem: Kátia Virgínia
Registro fotográfico: Angélica Gouveia / Leandro Lima
Assistência de produção: Luciana Barbosa
Produção executiva: Andréa Veruska
Produção geral e administração: Karla Martins
Realização: Decanter Articulações Culturais / Jorge de Paula Produção Cultural


Serviço:
De Íris ao arco-íris
Quando: sábados e domingos, às 16h30, de 27 de julho até 30 de agosto
Onde: Teatro Marco Camarotti (Sesc Santo Amaro)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada). A bilheteria abre sempre às 14h, no dia de cada sessão. É possível comprar ingressos com antecedência para toda a temporada.
Informações: (81) 9721-9764 / (81) 3216-1728
Indicação: 6 anos
Capacidade do teatro: 90 lugares
Duração: 50 minutos

PARA JOSEFINA

Após residência artística de dois meses em Portugal, Grupo Acaso volta ao Recife e inicia, a partir desta quinta-feira, temporada do espetáculo de dança “Para Josefina”, concebido pela neta da saudosa pianista Josefina Aguiar em homenagem a avó.

Fotos de Reuel Almeida.

Foram dois meses de residência artística no município de Fafe, em Portugal, a convite do projeto “Fafe Cidade das Artes”, em parceria com a Apacepe (Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco), e finalmente os pernambucanos do Grupo Acaso voltam ao Recife para cumprir nova temporada do espetáculo “Para Josefina”, que os levou a Portugal graças à apresentação no Janeiro de Grandes Espetáculos deste ano, quando foram vistos por curadores. Lá, além de sessão da montagem, muito bem recebida, a equipe pôde participar da criação de um novo espetáculo de dança, também sob direção de Bárbara Aguiar, mas desta vez direcionado à infância e juventude, “O Tempo Perguntou ao Tempo”, como fruto dessa residência artística (a estreia se deu a 7 de julho último), e que conta com a participação da Escola de Bailado de Fafe. A viagem recebeu apoio do Ministério da Cultura no Brasil. A apresentação de “Para Josefina” em terras portuguesas aconteceu no dia 21 de junho, no anfiteatro da biblioteca municipal de Fafe. “Foi lindo! O público gostou bastante do trabalho, principalmente da fusão do contemporâneo com o popping”, diz a diretora Bárbara Aguiar.

Graças ao Prêmio Funarte Petrobras de Dança Klauss Viana 2012, na categoria Novos Talentos, o Grupo Acaso volta a apresentar no Recife o seu primeiro trabalho de estreia, “Para Josefina”, de 2012, e que já conseguiu tamanha repercussão. A curta temporada acontecerá a partir desta semana, de quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 16h, até dia 18 de agosto (excetuando dias 15 e 16), no Teatro Hermilo Borba Filho (Av. Cais do Apolo, s/n,  Bairro do Recife. Tel: 3355 3321 / 3320), com ingressos a R$ 10 (preço único promocional). A obra faz uma homenagem a consagrada e saudosa pianista pernambucana Josefina Aguiar, falecida em junho de 2005, a partir das impressões de sua neta, a diretora e bailarina Bárbara Aguiar, que declara seu amor à avó em criação que traz como ponto de partida a fusão entre a dança contemporânea e o popping, um estilo do universo hip hop. Com trilha sonora executada pela própria Josefina, as várias faces desta artista são reveladas, de personalidade irrequieta, irônica até; de uma pianista que, no despertar do seu talento, percebeu o corpo como parte do seu instrumento musical. Neste retrato bem particular, sua enorme fé, a luta contra o câncer e até um certo humor às avessas (ela era conhecida como “Leoa do Norte”) também ganham a cena, sempre com muita poesia. Direção: Bárbara Aguiar. Assistência de direção: Fernando Oliveira. No elenco, Hulli Cavalcanti, Fernando Oliveira, Felipe Dupopping, Marcelo di Paula e Hayla Cavalcanti.


Contatos de Bárbara Aguiar: 9206 7928 ou 3034 4879

sexta-feira, 19 de julho de 2013

***O Menino da Gaiola***

Espetáculo imperdível no Teatro Apolo: “O Menino da Gaiola” lança questões importantes a crianças e adultos a partir da possibilidade do sonhar

Foto Angulo cinematografia

“Você tem algum sonho preso?”. Esta é a pergunta mais frequente de Vito, um garoto de nove anos que, inspirado pelo tio, um criador de pássaros, resolve sair numa jornada pelo mundo portando apenas uma gaiola. Mas não quer prender passarinhos e, sim, anotar em papel os sonhos de cada pessoa para depois fazê-los voar, voar, voar...

De perfil inegavelmente poético e indicado para crianças a partir dos sete anos, “O Menino da Gaiola”, espetáculo infanto juvenil com produção do Bureau de Cultura e texto de Cleyton Cabral, está entrando em cartaz aos sábados e domingos, às 16h, no Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife. Tel. 3355 3321 / 3320), até 4 de agosto, graças ao incentivo do Funcultura. Os ingressos custam preços bem promocionais: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (crianças, estudantes, professores e maiores de 60 anos). A peça conta a história de Vito, menino que teima em saber os sonhos daqueles que encontra em seu caminho. Na sua jornada, ele se depara com o mundo real e personagens que estão à margem da sociedade: um mendigo que teve o rosto queimado, uma menina que é assediada pelo padrasto e pescadores que sofrem por não encontrarem mais o ganha-pão. “É um sonho às avessas, que mergulha na realidade, mas ainda repleto da fantasia própria do mundo infantil, com personagens lúdicas, mesmo que em situações cruéis e verdadeiras”, diz o diretor Samuel Santos.

No elenco, Evilásio de Andrade, Auricéia Fraga, Márcio Fecher, Eduardo Japiassu e Ana Souza. A trilha sonora é uma criação original da cantora e compositora Isaar. A iluminação é assinada por O Poste Soluções Luminosas (Naná Sodré e Agrinez Melo); figurinos de Java Araújo; maquiagem de Gera Cyber e cenários de Renata Gamelo, Arthur Braga e Samuel Santos. Na produção executiva, Clarisse Fraga.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

***PROJETO SCAMBIO DELL ARTE***

  


CAMBIO DELL'ARTE está inserido em um campo de pesquisa denominado "TEATRO-MÁSCARA-RITUAL", o qual acontece na forma de seminários internacionais, desde de 2010, cujo objetivo é de realizar, aprofundar e divulgar um projeto de pesquisa, extensão e intercâmbio cultural dentro da cultura popular de dois países (Itália e Brasil), em âmbito acadêmico, artístico e social. 

Nessa edição, o projeto e evento tem como atividades centrais a prática da investigação dialogal das práticas da commedia dell'arte, mais especificamente as Máscaras, e do Cavalo Marinho, mais especificamente as figuras e danças. Mantendo, ainda, um segundo foco de discussões dentro do conceito de interculturalidade, tendo como principal eixo a diversidade e a não supremacia de qualquer cultura ou das ditas culturas nobres.

O interesse em dialogar com as culturas do Brasil e da Itália nasceu com a pesquisa de doutorado de Joice Aglae, a qual é voltada para a commedia dell'arte, porém, tendo como força motriz a cultura popular brasileira. 

A commedia dell'arte é o tradicional teatro de Máscaras, da Itália. Seu histórico vem desde o teatro chamado primitivo, depois percorreu toda a Idade Média, sofrendo algumas modificações, chega ao Renascimento, onde alcançou seu sucesso maior, com companhias que percorreram toda a Europa e Rússia e, posteriormente, em novecentos, em outros continentes. É composto por várias Máscaras/arquétipos, entre as quais estão Zanni, Arlecchino, Pantalone/Magnifico,Brighella, Capitano, Dottore/Balanzone, Pulcinella, Servetta e Innamorati/Nobili, sua dramaturgia é em forma de roteiros/canovacci, tendo ainda os chamados lazzi, uma espécie de repertório de números que eram encaixados em qualquer roteiro ou usados para improvisar.

O Cavalo Marinho é uma prática popular rural da zona da mata norte de Pernambuco e da Paraíba ligado aos ciclos natalinos. É um folguedo realizado por trabalhadores rurais ligados ao plantio da cana-de-açúcar, em sua maioria. Tal prática tem como elementos que a compõem música, teatro e dança. No que diz respeito à sua dramaturgia, é difícil de se precisar, mas pode-se dizer que possui cerca de 63 episódios e 75 figuras (máscaras) que dançam, interpretam e se comunicam com o público improvisando. Essa manifestação é encenada durante uma noite inteira repleta de gestos, corporalidades específicas, vitalidade, vigor físico com habilidades e beleza que impressionam o espectador. 

O encontro de Joice Aglae com Claudia Contin e Veronica Risatti, pesquisadoras da commedia dell'arte, veio fortalecer os elos entre a cultura popular italiana, em específico a commedia dell'arte. Enquanto que o encontro com mestres do Cavalo Marinho, como Biù Alexandre, o contra-mestre Aguinaldo Roberto e com brincadores/pesquisadores como Lineu Gabriel (Grupo Peleja), fortaleceu o elo com a cultura popular brasileira. 

A partir dos primeiros experimentos práticos e teóricos do doutoramento, surge a possibilidade de aprofundar alguns aspectos da pesquisa, tendo como base a vivência entre pesquisadores e brincantes, gerando outros experimentos cênicos e trocas de saberes entre mestres populares/ brincadores e atores/pesquisadores e  fomentando a reflexão intelectual acadêmica e profissional. 

O diálogo entre Cavalo Marinho e commedia dell'arte possui muitas nuances, e se torna necessário dizer que as conectividades mais intensas não estão nas características gerais destas práticas, porém, nos detalhes de ambas. Certamente, quem conhece a commedia dell'arte e o Cavalo Marinho, percebe que estas práticas espetaculares populares são autênticas em sua complexidade, com características bem definidas, ambas são constituídas de teatro, dança, canto, música, Máscara, ritual, festa e religiosidade – cada elemento desses desenvolve importância e modos de presença diferentes na cena de cada uma delas. Ainda, ambas as práticas espetaculares populares começaram com os trabalhadores rurais e possuem relações estreitas com a terra e o plantio.  Quando se vê uma sambada de Cavalo Marinho, algumas observações sobre a commedia dell'arte criam sentido, as descrições de como eram os espetáculos decommedia dell'arte e, principalmente, as descrições do jogo dos atores -  como quanto   Taviani em “A arte secreta do ator” afirma que a commedia dell'arte, na cena, é como uma “dança das energias” (TAVIANI: 1995). O Cavalo Marinho traz essa impressão também - uma dança das energias. O jogo e o corpo dos brincadores possuem uma incrível espontaneidade, fazendo tudo parecer all’improvviso, tal como parecia ser com a commedia dell'arte - segundo descrições  de espetáculos de commedia dell'arte. 

O fato das duas práticas espetaculares populares trabalharem com arquétipos e com Máscaras, com certeza já coloca essas práticas em conexão direta. Sem falar nos corpos dos atores e brincadores que possuem grande vivacidade e energia para sustentar tais Máscaras arquetípicas (e aqui, devo chamar a atenção para as Máscaras de couro, aquelas que possuem o objeto máscara, e as máscaras físicas, as quais são a base das Máscaras objetos, mas que também podem ser utilizadas sem o objeto).

Desde anos atrás a Cia Buffa de Teatro, juntamente com a Bottega Buffa CircoVacanti, vem desenvolvendo experiências cênicas com as Máscaras da commedia dell'arte e o Cavalo Marinho, mas o desejo de procurar outras possibilidades de treino, cenas e intercâmbios entre as duas práticas espetaculares populares fez com que a Cia Buffa de Teatro fosse buscar uma parceria mais intensa com os brincadores e pesquisadores mais próximos da brincadeira do Cavalo Marinho, através do Grupo Peleja, mais especificamente, Lineu Gabriel, o qual tem como parceiro o contra-mestre Aguinaldo Roberto da Silva, do Cavalo Marinho Estrela de Ouro, de Mestre Biu Alexandre, da cidade de Condado-PE. 

A observação das práticas espetaculares como um todo, mas também em seus detalhes, aguçam a curiosidade em direção às diversidades e ao diálogo entre estas e as culturas que as engendram. A experiência e vivências de intercâmbio entre as práticas espetaculares populares do Cavalo Marinho e da commedia dell'arte servem de referência para o fomento de outras reflexões teórico práticas intelectuais sobre interculturalidade, tendo como principal eixo a diversidade e a não supremacia de qualquer cultura ou das ditas culturas nobres e, desse modo, promovendo a circulação de diferentes saberes através de eventos com caráter conferencistas, workshops, mesas redondas, espetáculos, demonstrações técnicas e debates abertos.

03 a 23 de junho
Condado-PE

03 a 07  ·  10 a 14  ·  17 a 19/junho
 Local:  EREM - Escola Antônio Correia de Oliveira Andrade
 07h-14h  laboratório de investigação entre as máscaras da commedia dell'arte(CBT/BBCV) e do cavalo marinho (GP/CMEO)

20 a 23/junho
 Local:  EREM - Escola Antônio Correia de Oliveira Andrade
 07h-14h  laboratório de investigação entre as máscaras da commedia dell'arte (CBT/BBCV) e do cavalo marinho (GP/CMEO)
Observação/Provocações: Béatrice Picon-Vallin

25 e 26 de junho
Recife-PE
evento artístico/acadêmico

Pesquisadores convidados:
Béatrice Picon-Vallin (Paris III - Sourbonne; CNRS - FRA), Inês Marocco (UFRGS), Marcondes Lima (UFPE)
Artistas/pesquisadores/brincadores:
Aguinaldo Roberto, Diana Ramos, Guryva Portela, Joice Aglae, Lineu Guaraldo, Veronica Risatti

25/junho
 Local:  Teatro Arraial (Rua da Aurora, 457, Boa Vista)
 08h-12h  experimentos de intercâmbio entre as máscaras da commedia dell'arte(CBT/BBCV) e do cavalo marinho (GP/CMEO): com Aguinaldo Roberto, Diana Ramos, Guryva Portela, Joice Aglae, Lineu Guaraldo, Veronica Risatti                     aberto ao público 
 18h  Mesa redonda: Béatrice Picon-Vallin, Inês Marocco, Marcondes Lima, Aguinaldo Roberto, Diana Ramos, Guryva Portela, Joice Aglae, Lineu Guaraldo, Veronica Risatti
Mediação: Joice Aglae

26/junho
 Local:  Teatro Arraial (Rua da Aurora, 457, Boa Vista)
 09h  conferência Dr.ª Bèatrice Picon-Vallin:
"Le pays du théâtre : la scène comme lieu privilégié des relations interculturelles" 
 10h  conferência/demonstração Drª. Inês Marocco:
"O papel de um sistema de treinamento à partir das técnicas corporais do gaúcho na formação do ator/dançarino" (demonstração: Áquila Mattos, Gabriela Boccardi Mendes)
Mediação: Marcondes Lima
 11h  debate com o público

01 a 27 de julho
Condado-PE

01 a 05  ·  08 a 14  ·  17 a 19  ·  20 a 23/julho
 Local:  Escola Erem Antônio Correia de Oliveira Andrade
 07h-14h  laboratório de investigação entre as máscaras da commedia dell'arte(CBT/BBCV) e do cavalo marinho (GP/CMEO)

19 e 20/julho
 Local:  Salão Paroquial da Igreja Nª Srª das Dores
 18h  exposição de máscaras de couro da commedia dell’arte e do cavalo marinho - Apresentação: Aguinaldo Roberto, Joice Aglae, Lineu Guaraldo, Veronica Risatti

24 a 26/julho
 Local:  Escola Erem Antônio Correia de Oliveira Andrade
 07h-14h  laboratório de investigação entre as máscaras da commedia dell'arte(CBT/BBCV) e do cavalo marinho (GP/CMEO)
 Observação/Provocações: Nair D'Agostini e Roberto Tessari

27/julho
 Local:  Sede do Cavalo Marinho Estrela de Ouro
 20h  intervenção das máscaras da commedia dell'arte (CBT/BBCV) e do cavalo marinho (GP/CMEO)
 21h  apresentação do Cavalo Marinho Estrela de Ouro

29 de julho a 02 de agosto
Recife-PE
evento artístico/acadêmico

Pesquisadores convidados:
Alicio Amaral e Juliana Pardo (CMR-SP), Nair D'Agostini (RS), Renato Ferracini (UNICAMP-SP), Roberto Tessari (UNITO-ITA)
Artistas/pesquisadores/brincadores:
Aguinaldo Roberto, Diana Ramos, Guryva Portela, Joice Aglae, Lineu Guaraldo, Veronica Risatti

29/julho
 Local:  Espaço Cultural Benfica (Rua Benfica, 157 - Madalena)
 08h-12h  curso de commedia dell’arte e cavalo marinho (CBT/BBCV/GP/CMEO)
 Local:  Teatro Arraial (Rua da Aurora, 457, Boa Vista)
 20h  apresentação da aula-espetáculo que deu origem ao projeto:
"TRANSDUÇÕES CALEIDOSCÓPICAS E IMAGINAÇÕES"

30/julho
 Local:  Espaço Cultural Benfica (Rua Benfica, 157 - Madalena)
 08h-12h  curso de commedia dell’arte e cavalo marinho (CBT/BBCV/GP/CMEO)
 Local:  Teatro Arraial (Rua da Aurora, 457, Boa Vista)
 20h  apresentação do espetáculo resultante da pesquisa das Máscaras da commedia dell’arte e as tradições dos terreiros de candomblé e umbanda: "ZANXÓSSI: TOQUES DE SANTO FRAMMENTI DI PROFANO"

31/julho
 Local:  Espaço Cultural Benfica (Rua Benfica, 157 - Madalena)
 08h-12h  curso de commedia dell’arte e cavalo marinho
 Local:  Teatro Arraial (Rua da Aurora, 457, Boa Vista)
 16h  demonstração da prática dos experimentos do projeto SCAMBIO DELL'ARTE: com Aguinaldo Roberto, Diana Ramos, Guryva Portela, Joice Aglae, Lineu Guaraldo, Veronica Risatti
 17h  mesa redonda: Alicio Amaral, Aguinaldo Roberto, Diana Ramos, Guryva Portela, Joice Aglae, Lineu Guaraldo, Nair D’Agostini, Renato Ferracini; Roberto Tessari, Veronica Risatti
Mediação: Marcondes Lima

01/agosto
 Local:  Espaço Cultural Benfica (Rua Benfica, 157 - Madalena)
 08h-12h  curso de commedia dell’arte e cavalo marinho (CBT/BBCV/GP/CMEO)
 Local:  Teatro Arraial (Rua da Aurora, 457, Boa Vista)
 15h  conferência Dr. Renato Ferracini:
"Ninguém sabe até hoje o que pode o Corpo "
 16h  conferência Dr. Roberto Tessari:
"Maschera, Rito e Scenotecnica nella Commedia dell'Arte"
 17h  conferência/demonstração Juliana Pardo e Alicio Amaral:
"Do Fundo da Roda ao Pé do Banco: Corporeidades das Figuras do Cavalo Marinho e o Trabalho de Formação e Criação do ator-músico-bailarino"
Mediação: Marcondes Lima
 18h  espaço para perguntas e debate com o público

02/agosto
 Local:  Espaço Cultural Benfica (Rua Benfica, 157 - Madalena)
 08h-12h  curso de commedia dell’arte e cavalo marinho (CBT/BBCV/GP/CMEO)

05 a 09 de agosto
Uberlândia-MG
evento artístico/acadêmico

Pesquisadores convidados:
Alicio Amaral e Juliana Pardo (CMR-SP), Renata Bittencourt Meira (UFU), Roberto Tessari (UNITO-ITA), Vilma Campos (UFU), Yaska Antunes (UFU)
Artistas/pesquisadores/brincadores:
Aguinaldo Roberto, Diana Ramos, Guryva Portela, Joice Aglae, Lineu Guaraldo, Renata Bittencourt Meira

05/agosto
 Local:  UFU, Campus Santa Mônica, Bloco 3M - Encenação
 08h-12h  curso de commedia dell’arte e cavalo marinho (CBT/BBCV/GP/CMEO)

06/agosto
 Local:  UFU, Campus Santa Mônica, Bloco 3M - Encenação
 08h-12h  curso de commedia dell’arte e cavalo marinho (CBT/BBCV/GP/CMEO)
 19h  apresentação da aula-espetáculo que deu origem ao projeto:
"TRANSDUÇÕES CALEIDOSCÓPICAS E IMAGINAÇÕES"

07/agosto
 Local:  UFU, Campus Santa Mônica, Bloco 3M - Encenação
 08h-12h  curso de commedia dell’arte e cavalo marinho (CBT/BBCV/GP/CMEO)
 17h  apresentação Estudo 1: “Il Ballo dei Zanni ao som do Congado”
 17:45  conferência Drª. Vilma Campos Leite:
"A máscara e a pedagogia do teatro: andanças da Commedia dell'Arte por paragens mineiras"

08/agosto
 Local:  UFU, Campus Santa Mônica, Bloco 3M - Encenação
 08h-12h  curso de commedia dell’arte e cavalo marinho (CBT/BBCV/GP/CMEO)
 17h  demonstração da prática dos experimentos: com Aguinaldo Roberto, Diana Ramos, Guryva Portela, Joice Aglae, Lineu Guaraldo, Veronica Risatti
 Local:  UFU, Campus Santa Mônica, Bloco 5 O
 18h  mesa redonda: Alicio Amaral, Roberto Tessari, Aguinaldo Roberto, Diana Ramos, Guryva Portela, Joice Aglae, Lineu Guaraldo
Mediação: Yaska Antunes

09/agosto
 Local:  UFU, Campus Santa Mônica, Bloco 3M - Encenação
 08h-12h  curso de commedia dell’arte e cavalo marinho (CBT/BBCV/GP/CMEO)
 Local:  UFU, Campus Santa Mônica, Bloco 5 O
 15h  conferência Dr. Roberto Tessari:
"Maschera, Rito e Scenotecnica nella Commedia dell'Arte"
 16h  conferência Dr.ª Renata Bittencourt Meira
 17h  conferência/demonstração Juliana Pardo e Alicio Amaral:
"Do Fundo da Roda ao Pé do Banco: Corporeidades das Figuras do Cavalo Marinho e o Trabalho de Formação e Criação do ator-músico-bailarino"
           18h  debate aberto com o público
Mediação: Yaska Antunes 

dezembro
  lançamento do livro “SCAMBIO DELL’ARTE: COMMEDIA DELL'ARTE E CAVALO MARINHO - ‘TEATRO-MÁSCARA-RITUAL’ - INTERCULTURALIDADES”                                                                        


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segunda-feira, 18 de março de 2013

A Incantare Cia de Teatro faz sua estreia na cidade e apresenta sua versão de “Alice Underground”


ALICE UNDERGROUND FAZ TEMPORADA NO TEATRO EVA HERZ - LIVRARIA CULTURA SHOPPING RIO MAR

Foto André Barreto



 “Somos feitos da mesma matéria dos sonhos e, entre um sonho e outro, decorre a nossa curta existência”.




Foto Deyse Leitão



“Alice Underground”

A Incantare Cia de Teatro faz sua estreia na cidade e apresenta sua versão de “Alice Underground”

Peça do gênero nonsense, “Alice Underground” é uma adaptação para a linguagem adulta de dois dos maiores clássicos da literatura infanto- juvenil “Alice no país das maravilhas” e “Através do espelho”, de Lewis Carroll. O espetáculo é livremente inspirado nas obras de Carroll e narra às aventuras de Alice, uma jovem que embarca numa incrível viagem após cair num buraco onde, levada por sua curiosidade, se depara com diferentes situações e pessoas pelas as quais será guiada. Enquanto não encontra o seu caminho de volta Alice é conduzida por personagens atípicos a sua realidade que irá lhe mostrar um mundo desconhecido e cheio de curiosidades. A peça é uma mescla do comportamento de personagens da vida real das noites das grandes metrópoles com o dos personagens criados pela imaginação fantástica de Carroll, levando o público a se questionar: -“Será tudo um sonho ou apenas uma realidade que ainda não conhecemos?”
Foto André Barreto


“Alice UnderGround” é uma livre adaptação de um clássico infantil para adultos. A peça é baseada nos obras de Lewis Carroll (“Alice no país das maravilhas” e “Através do espelho”). A loucura e a sanidade perpassam por todo o enredo desta fantástica aventura, revelando ao público os diferentes tipos de comportamento do ser humano em face do desconhecido, buscando expor um ponto de vista mais voltado para as características psicológicas das personagens e de suas ações.
Através da pesquisa da obra, partimos do título original, “Alice Adventures Underground”, para criar o mundo que Alice vai desbravar. Esse mundo subterrâneo é representado pelo submundo das noites, e será permeado pelas suas figuras noturnas que representam adaptações dos personagens da obra original. Alice cai nas ruas num mergulho vertical, levada pela sua curiosidade, ela sai em busca de uma ajuda para encontrar o caminho de volta. Uma vez que Alice entre nessa viagem, passará por mudanças irreversíveis em sua vida.
Uma atmosfera que flutua entre sonho e realidade é uma característica sempre presente na encenação. Essa ambiência é construída em um cenário nu e as diversas passagens serão criadas com alguns elementos cenográficos móveis, e com o trabalho de corpo dos atores e suas partituras, construindo ambientes sugestivos e deixando espaço para a imaginação. Ao permitir que o público faça seus próprios questionamentos e tire suas conclusões sobre uma possível coexistência do real e do imaginário, o espetáculo abre espaço para que se busquem as suas próprias relações com os signos propostos na encenação. Permitindo ao público uma viagem ao fantástico imaginário de Lewis Carroll e sua Alice.
Os contos de fadas tocam profundamente no desenvolvimento humano, eles despertam a imaginação e a fantasia, possibilitando que desde criança faça-se o processo de distinção entre o real e o imaginário. Essas histórias não têm simplesmente a função de divertir e distrair as crianças, mas tem também a dimensão pedagógica e psicológica de esclarecer e integrar os sentimentos, e de elaborar conscientemente os sonhos e as fantasias. É um processo de autonomia perante o mundo que está em sua volta, e sobre o que ela pode vir a ser inserida neste mundo.
Foi buscando estabelecer relações entre o universo do imaginário infantil e seus reflexos com o mundo real que buscamos nessa livre adaptação da obra Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho. Trazendo questionamentos ocultos que permeiam toda a obra original, buscamos levantar as principais questões propostas na história: O real e o imaginário; a loucura e a sanidade; a infância e a vida adulta e o sonho e a realidade. Alice, em sua jornada, vai aos poucos descobrindo seu processo de autonomia perante o mundo desconhecido que se abriu após a passagem pelo buraco ou pelo espelho.

FICHA TÉCNICA

Texto e Direção: Antônio Rodrigues
Direção de arte: Antônio Rodrigues e Sônia Carvalho
Preparação Corporal: Alexandre Guimarães
Maquiagem: Vinícius Vieira
Sonoplastia: Antônio Rodrigues
Operação de som: Vinícius Vieira
Iluminação: Sergio Costa
Operação de luz: Sergio Costa e Luana Lira
Adereços: Telma e Sônia Carvalho, Tchayarles Oliveira
Confecção dos Figurinos: Francis Souza
Design gráfico: Alexandre Siqueira
Arte Gráfica: Bruno Atanásio
Produção: Camila Puntel
Realização: Incantare Cia de Teatro

Elenco
Mila Puntel
Diego Nascimento
Rogério Wanderley
Tchayarles Oliveira
Deborah Albuquerque
Ariana Nuala
Roma Julia
Lucas Mariz
Dandara de Morais
Gênero: Comédia Nonsense
Tempo: 60 minutos
Indicação: 16 anos
Estreia: 16 de março, às 20:30h / Temporada: 16, 23, 30 de março e 6 de abril, 2013.
Ingressos: R$30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)
Local: Teatro Eva Herz  (Livraria Cultura do Shopping Rio Mar)
Av. República do Líbano, n 251- Pina, Recife-PE. Fone: (81)3256-7500
Contato do grupo: Camila (81) 3093-1038 

Curso Acupe abre inscrições gratuitas


Curso Acupe abre inscrições gratuitas



Estão abertas até sexta-feira (22 de março) as inscrições para o Curso Acupe – Formação do Intérprete-Pesquisador em Dança, que será realizado pelo Acupe Grupo de Dança, através do Funcultura, no Centro Cultural Correios (Rua Marquês de Olinda, 262, Bairro do Recife), de 01 de abril a 07 de junho. As aulas, gratuitas e para 30 alunos por turma, são voltadas à pesquisa e investigação da linguagem da dança em diálogo com outras áreas do conhecimento como o teatro. O Sindicato dos Artistas permitirá a emissão do registro profissional ao final. Regulamento no site www.acupegrupodedanca.com.br. Inscrições das 12 às 17h, no local. O candidato deve ter, no mínimo, 16 anos até a data de início do curso. Os professores serão profissionais respeitados: Pedro Salustiano, Dave Carvalho, José Manoel, Didha Pereira, Paulo Henrique Ferreira e Marcelo Sena. Oportunidade imperdível!


Coordenador do curso e professor Paulo Henrique Ferreira. Crédito: Jorge Clésio.


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Então, bate!


Jovens atores apresentam espetáculo em intercâmbio cultural com a UFPE 
Espetáculo teatral “Então, bate!”, baseado na obra de Nelson Rodrigues, realiza apresentação gratuita na segunda-feira (04) no Teatro Milton Baccarelli. A encenação promove o intercâmbio cultural entre dois espaços importantes na formação de profissionais das Artes Cênicas no Recife: a Casa Mecane e a Universidade Federal de Pernambuco.

No elenco, os jovens atores Daiane Rebelo, Dani Lins, Jimmy Marcone, Nucha Rangel, Rafael Sempeaga e Thiago Benício, contam a história de Lúcia, uma menina de 14 anos que vive com seus pais, sua irmã e seu cunhado em uma casa no subúrbio carioca. Até que um acontecimento surpreendente acaba com a fingida paz da família e desvela os desejos aparentemente incontidos.
“A peça é baseada no romance ‘A mentira’, mas é possível encontrar referência à diversas obras de Nelson Rodrigues também. A encenação é banhada a tango do começo ao fim, mas não nos rendemos ao mais clássico e convencional. Temos tangos revisitados por artistas pop e o que chamo de uma faixa bônus executada ao vivo”, declara o diretor do espetáculo, Dado Sodi.
Para a professora do curso de Licenciatura em Teatro da UFPE, Rose Mary Martins, um encontro como esse é “extremamente necessário para que haja uma discussão do que é produzido na cidade. A universidade deve dialogar com a comunidade e com qualquer espaço que faça teatro. Com esse encontro é possível estreitar o contato entre estudantes e profissionais e ainda refletir sobre questões de formação e possibilidades no mercado de trabalho”, afirma.
A apresentação surge após um ano de comemoração e homenagens pelo centenário do jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues que transformou situações cotidianas em obras de arte polêmicas.

Serviço

Então, bate!
Segunda-feira (01), às 19h.
Teatro Milton Baccarelli - Centro de Artes e Comunicação da UFPE
Entrada Gratuita