segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Indicados do Janeiro de Grandes Espetáculos
Por Ivana Moura



Senhora dos Afogados
Rito de Mães, Rosas e Sangue

O Amor de Clotilde por um Certo Leandro Dantas

Cordel do Amor Sem Fim


A cerimônia de premiação do 17º Janeiro de Grandes Espetáculos será na sexta-feira, dia 4, no Teatro Armazém 14. E tem um sabor especial. A festa marca também a despedida do teatro alternativo, que durante 10 anos foi administrado pela produtora e atriz Paula de Renor. Mas o clima é de festa e não de melancolia. E para garantir uma noitada inesquecível, o programa vai contar com performance da Orquestra Contemporânea de Olinda e discotecagem de Roger de Renor, Tiago de Renor e DJ Dolores.
E depois de quase um mês de uma verdadeira maratona de apresentações teatrais, musicais e de dança, o Janeiro de Grandes Espetáculos anunciou os indicados aos prêmios:

TEATRO ADULTO

Melhor Espetáculo –
– Senhora dos Afogados
– Um Rito de Mães, Rosas e Sangue
– O Amor de Clotilde Por Um Certo Leandro Dantas
– Cordel do Amor Sem Fim

Melhor Diretor
– Érico José (por Senhora dos Afogados)
– Samuel Santos (por Cordel do Amor Sem Fim)
– Jorge de Paula (Por O Amor de Clotilde Por Um Certo Leandro Dantas)

Melhor Ator
– Henrique Celibi (por Madléia…)
– Domingos Soares (por O Santo e a Porca)
– Thomás Aquino (por Cordel do Amor Sem Fim)
– Jorge de Paula ( por O Amor de Clotilde por Um Certo Leandro Dantas)
– José Ramos (por Os Fuzis da Senhora Carrar)

Melhor Atriz
– Maria Alves (por Solteira, Casada, Viúva e Divorciada)
– Francine Monteiro (por O Santo e a Porca)
– Naná Sodré (por Cordel do Amor Sem Fim)
– Sandra Possani (por O Acidente)
– Stella Maris Saldanha (por Os Fuzis da Senhora Carrar)

Melhor Ator Coadjuvante
– Paulo Henrique Reis (Por O Santo e a Porca)
– Gilberto Brito (por A Visita da Velha Senhora)
– Flávio Renovatto (por A Peleja da Mãe Nas Terras do Senhor do Açúcar)
– Ronaldo Brian (por Quadrilha- Um Romance Sertanejo)

Melhor Atriz Coadjuvante
– Leda Oliveira (por Um Rito de Mães, Rosas e Sangue)
– Andrezza Alves (por Um Rito de Mães, Rosas e Sangue )
– Agrinez Melo (por Cordel do Amor Sem Fim)

Atriz Revelação:
- Houve apenas uma premiação

Melhor Sonoplastia/Trilha Sonora
– Rafael Barros (por Improvável)
– Diogo Lopes (Cordel do Amor Sem Fim)
– Pedro Vagner (por Um Torto)
– Trupe Ensaia Aqui e Acolá (por O Amor de Clotilde por Um Certo Leandro Dantas)

Melhor Iluminação
– Luciana Raposo (por Senhora dos Afogados)
– Luciana Raposo (por Um Rito de Mães, Rosas e Sangue )
– O Poste Soluções Luminosas (por Cordel do Amor Sem Fim)
– Luciana Raposo (por O Acidente)
– Elias Mouret (por Quase Sólidos)

Melhor Cenário
– Sebastião Simião Filho (por Odemar)
– George Cabral (por Senhora dos Afogados)
– Samuel Santos ( por Cordel do amor Sem Fim)
– Marcondes Lima (por Lágrimas de Um Guarda-Chuva)

Melhor Figurino
– Henrique Celibi ( por Madléia… )
– Luciano Pontes (por Um Rito de Mães, Rosas e Sangue)
– Agrinez Melo (por Cordel do Amor Sem Fim)
– Marcondes Lima (por O Amor de Clotilde Por Um Certo Leandro Dantas)
– Claudiney Mendes (por Quadrilha- Um Romance Sertanejo)

Melhor Maquiagem
– Thaianne Cavalcanti (por Improvável)
– Trupe Ensaia Aqui e Acolá (por O Amor de Clotilde Por Um Certo Leandro Dantas )
– Claudiney Mendes (por Quadrilha- Um Romance Sertanejo)

TEATRO INFANTIL

Melhor Espetáculo
– Reprilhadas e Entralhofas- Um Concerto Para Acabar Com a Tristeza
– O Fio Mágico
– No Meio da Noite Escura Tem Um Pé de Maravilha

Melhor Diretor
– Alexsandro Silva (por Repriladas e Entralhofas)
– Marcondes Lima (por Fio Mágico)
– Jorge de Paula/ Andrezza Alves/ Caio Fábio (por No Meio da Noite Escura Tem Um Pé de Maravilha)

Melhor Ator
– Arnaldo Rodrigues (por Reprilhadas e Entralhofas)
– Marcondes Lima) (por Fio Mágico)
– Fábio Caio (por Fio Mágico)
– Jorge de Paula (por No Meio da Noite Escura Tem Um Pé de Maravilha)

Melhor Atriz
– Paula de Tássia (por Reprilhadas e Entralhofas)
– Andrezza Alves (por No Meio da Noite Escura Tem Um Pé de Maravilha)

Melhor Ator Coadjuvante
– Diogo Barbosa (por A Revolta dos Brinquedos)
– Alisson Castro (por A Revolta dos Brinquedos)
– Alexsandro Silva ( por Reprilhadas e Entralhofas)

Melhor Atriz Coadjuvante
– Roberta Marcina (por A Revolta dos Brinquedos)
– Michele Sant’Ana (por A Revolta dos Brinquedos)
– Fátima Caio (por Fio Mágico)

Ator Revelação
– Não houve indicação

Atriz Revelação
– Não houve indicação

Trilha Sonora
– Henrique Macedo (por Reprilhadas e Entralhofas)
– Henrique Macedo (por Fio Mágico)
– Hugo Leonardo e Fernando Torres (por Minha Cidade)

Melhor Sonoplastia
– Flávio Santana (por Reprilhadas e Entralhofas)
– Ana Elizabeth Japiá (por Minha Cidade)
– Henrique Macedo (por No Meio da Noite Escura Tem Um Pé de Maravilha)

Melhor Iluminação
– O Poste: Soluções Luminosas(por Minha Cidade)
– Jorge de Paula/ Andrezza Alves/ Caio Fábio (por No Meio da Noite…)
– Sávio Uchoa- (por Fio Mágico)

Melhor Cenário
– Marcondes Lima (por Reprilhadas e Entralhofas)
– Ana Elizabeth Japiá (por Minha Cidade)
– Marcondes Lima (por Fio Mágico)
– Jorge Cabral, Jorge de Paula, Fábio Caio e Andrezza Alves ( por No Meio da Noite…)

Melhor Figurino
– Marcondes Lima (por Reprilhadas e Entralhofas)
– Marcondes Lima (por Fio Mágico)
– Marcondes Lima ( por No Meio da Noite...)

Melhor Maquiagem
– Não houve indicação

DANÇA

Melhor Espetáculo
Travessia (Grupo Grial de Dança)
Guarda Sonhos (Grupo Peleja)
Em Caixa (Trupp Cia. de Dança)

Melhor Bailarina:
Fláira Ferro (O Frevo. É Teu?)
Tainá Barreto (Guarda Sonhos)
Isabel Ferreira (Palavra Úmida)
Iara Sales (Travessia)
Roberta Cunha (Em Caixa)

Melhor Trilha Sonora:
Publius Lentulus e Claudio Rabeca (Travessia)
Helder Vasconcelos e Johann Brehmer (Guarda Sonhos)

Melhor Iluminação:
Luciana Raposo (Travessia)
Saulo Uchôa (Silêncio)

Melhor Cenografia:
Dantas Suassuna (Travessia)
Cláudio Lacerda e Rodrigo Braga (Real/Duplo)
Ivaldo Mendonça e Trupp Cia. de Dança (Em Caixa)

Melhor Figurino:
Andrea Monteiro (Travessia)
Maria Agrelli e Tainá Barreto (Guarda Sonhos)

BOA SORTE A TODOS!!!!

domingo, 16 de janeiro de 2011

CURSO DE INICIAÇÃO EM CLOWN

Rito de Passagem e Introdução


Curso de Clowm Cênicas Cia.




Rito de passagem e introdução a máscara do palhaço.


A O f i c i n a:

A presente oficina é uma vivência de 40 horas com o objetivo de iniciar atores e profissionais de diversas áreas na arte do clown. Trabalhando por meio de jogos expressivos, onde seu instrutor (monsieur) busca aflorar o que há de mais verdadeiro e espontâneo em seus participantes chegando assim à descoberta do seu ‘eu ridículo’. O objetivo é introduzir o clown no uso da máscara (nariz) e instrumentalizar a descoberta de sua comicidade física, de seu figurino (pele), de sua maquiagem e por fim de seu nome. Esta oficina configura-se como um rito de passagem na iniciação de novos palhaços.

C l o w n?
A palavra clown vem de clod, que se liga ao inglês "camponês" e ao seu meio rústico, à terra. A tradução de clown para o português é palhaço. Por outro lado, palhaço vem do italiano paglia (palha), material usado no revestimento de colchões, porque a primitiva roupa deste cômico era feita desse material. Palhaço e clown são termos distintos para se mencionar a mesma coisa. Porém existem diferenças quanto às linhas de trabalho.
O clown é a exposição do ridículo e das fraquezas de cada um. Logo, ele é um tipo pessoal e único. O clown não representa, ele é - o que faz lembrar os bobos e os bufões da Idade Média. Não se trata de um personagem, ou seja, uma entidade externa a nós, mas da ampliação e dilatação dos aspectos ingênuos, puros e humanos (como nos clods), portanto "estúpidos", de nosso próprio ser. François Fratellini, membro de tradicional família de clowns europeus, dizia: "No teatro os comediantes fazem de conta. Nós, os clowns, fazemos as coisas de verdade."
O trabalho de criação de um clown é extremamente intenso, pois confronta o artista consigo mesmo, colocando à mostra os recantos escondidos de sua pessoa; vem daí seu caráter profundamente humano.

M i n i s t r a n t e:
Rafael Barreiros (também conhecido por Gentileza) é o idealizador e integrante da Cia. De Improvizzo Quarto dos Sátiros - PE, nascida a partir do Núcleo de estudos em Clown que coordenou por quatro anos na D´Improvizzo Gang, grupo de teatro de improvisação iniciado pelo professor da UFPE Paulo Michelotto. Também é responsável pela coordenação cênica do projeto de doutores palhaços, - Palhaçoterapia - UPE (Universidade de Pernambuco), e há nove anos dedica-se ao estudo do clown. Em sua formação constam vivências com Luciano Bertoluzzi – SP, Cristiane Paoli Quito – SP, Jesser de Souza e Cristina Colla, Grupo LUME – Campinas (SP), Palhaço Tomate – Argentina, Joice Aglae – UFBA (BA), Roberto Colores – Uruguai, Avner – EUA, Paulo Michelotto – UFPE (PE), Tuga – Chile. Barreiros é arte-educador, licenciado no curso de Educação Artística com Habilitação em Artes Cênicas da Universidade Federal de Pernambuco, coordenou as atividades artísticas da Caravana Arco íris Por La Paz – México e faz parte da equipe do Circo da Trindade - PE .

D u r a ç ã o:
40 Horas Aula

N° d e p a r t i c i p a n t e s:

20 à 25 vagas limitadas

Plano de Investimento :

Plano de inscrição individual: R$ 150,00podendo dividir em 2x.

C o n t a t o s:

Cênicas Cia de Repertório
http://www.cenicascia.blogspot.com/
cenicascia@gmail.com

Fone: (81) 9609-3838 - 8664-3898


R e a l i z a ç ã o: Cênicas Cia de Repertório


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

17º Janeiro de Grandes Espetáculos
Realizado pela Apacepe (Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco), sob o comando dos produtores Carla Valença, Paula de Renor e Paulo de Castro, o maior projeto de artes cênicas de Pernambuco – o maior de todas as edições, sem dúvida, distribuído pelos teatros de Santa Isabel, Apolo, Hermilo Borba Filho, Barreto Júnior, Marco Camarotti, Armazém, Arraial, Boa Vista, Espaço MUDA, Centro Cultural Correios, Espaço Experimental, Torre Malakoff, Clube Líbano Brasileiro, Mercado Eufrásio Barbosa, Praça do Carmo e Teatro Rui Limeira Rosal, em Caruaru – comemora sua décima sétima edição de 12 a 30 de janeiro, com apresentações no Recife, em Olinda, graças ao apoio da Prefeitura Municipal, e, pela primeira vez, chegando à capital do Agreste, graças a uma parceria com o SESC Pernambuco (de 20 a 30 deste mês, com oito diferentes atrações, inclusive, valorizando a “prata da casa”).
Na capital, além das mais significativas produções pernambucanas de teatro e dança do ano anterior (do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Caruaru, Arcoverde e Petrolina), há estreias locais e a inserção de vários shows musicais na programação, além dos convidados cênicos de outras regiões, como São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, e, pela primeira vez, uma Mostra Iberoamericana de Artes Cênicas, financiada pelo Iberescena, com apoio da Funarte, destacando espetáculos internacionais vindos da Argentina, Uruguai e Espanha, além de convidados de Portugal, Itália e Cuba.
Ainda na grade do evento, que prima, em sua grande maioria, por ingressos a preços populares (vão da entrada franca até R$ 30, sendo que a grande maioria vai ter preço único promocional de R$ 10, afinal, resgata o seu potencial como campanha de popularização), a realização de uma leitura dramática da obra de Eurípides, palestras, debates (algo que deu muito certo em 2010, desta vez sob o olhar crítico de Letícia Damasceno/RJ e Olívia Mindelo, na área de dança, e Roberto Lúcio e Marianne Consentino/SC, na área de teatro), seis oficinas, lançamento de livros, a publicação Janeiro de Grandes Espetáculos – Origem e Perspectivas, de Romildo Moreira, e os três volumes Cinema, Alguns Leões Falam (peça que integrou a programação deste evento em 2009) e Vilarejo do Peixe Vermelho, de Anderson Aníbal (MG); além da apresentação dos resultados cênicos de alguns projetos sociais em teatro e dança.
Também será realizada, pela primeira vez, uma parceria com o Espaço MUDA, com atividades variadas programadas, com destaque para o Curta Teatro Especial, reunindo cineastas e atores de teatro em cenas curtas. Vale ressaltar que quase todas as montagens pernambucanas concorrem ao único prêmio profissional do Estado, o Troféu APACEPE de Teatro e Dança, cuja entrega será em festa de confraternização dia 04 de fevereiro, na Torre Malakoff. A avaliação do evento será dia 09 de fevereiro, no Teatro Arraial. Patrocínio Master: Governo do Estado de Pernambuco através da Fundarpe, contando ainda com o patrocínio da CHESF, através do Lei Federal de Incentivo à Cultura, Prefeitura do Recife e Caixa Econômica Federal.

Para entrevistas: Paula de Renor 9252 5911 ou 3421 8456, Carla Valença 9232 5850 ou 3226 2366 ou Paulo de Castro 3082 2830 ou 9168 8753.

Programação:
Maiores detalhes: www.janeirodegrandesespetaculos.com / 81 3082 2830 ou 3421 8456.

PROGRAMAÇÃO DOS ESPETÁCULOS – RECIFE E OLINDA

RECIFE


Abertura oficial do evento
* Com lançamento do livro Janeiro de Grandes Espetáculos – Origem e Perspectivas, de Romildo Moreira. Noite de autógrafos após a apresentação de Roliúde.
Dia 12 l quarta l 19h l Teatro de Santa Isabel

Roliúde (EmCartaz Empreendimentos Culturais / RJ)
Dia 12 l quarta l 20h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro de Santa Isabel
Nesta comédia de palco nu e valorização do único ator em cena, Bibiu é um histriônico contador de histórias, malandro e arlequinesco, que vive de narrar, com muito bom humor e de um jeito bem particular, enredos de filmes hollywoodianos no interior do Nordeste.
Texto: Homero Fonseca. Adaptação, direção e interpretação: João Ricardo Oliveira. Supervisão cênica: Júlio Adrião. Produção executiva: Samara Martins.

CHAT (Teatro de Fronteira)
Dia 13 l quinta l 19h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Marco Camarotti/SESC de Santo Amaro
Uma provocação sobre temas urgentes e de hoje, como terrorismo, conflitos religiosos, Internet, violência juvenil e fluxos migratórios, a partir de narrativas fragmentadas que traduzem a sensação de instabilidade no ato de “navegar”.
Texto: Gustavo Ott. Tradução: Rodrigo Dourado e Wellington Jr. Direção: Rodrigo Dourado. Elenco: Arthur Canavarro, Danilo Tácito, Kiko Gouveia e Patrícia Fernandes.

Gerlane Lops ‘Da Branca’ (Ana Paula Santana e Gil Lisboa)
Dia 13 l quinta l 20h l R$ 20,00 e R$ 10,00*
Teatro de Santa Isabel
Com um repertório que valoriza o samba na cultura brasileira, a cantora, compositora e percussionista Gerlane Lops registra, através de sua bela voz, a força que o samba tem no Nordeste, unindo clássicos ao que há de mais novo na produção autoral de sambistas de todo o país.
Direção geral: Gerlane Lops. Músicos: Bráulio Araújo, Bruno Cavalcante, Wilson Jr, Ricardo Lima, Andinho, Sirí do Cavaco, Riva Leboss, Lucas Araújo, Valdemir Silva, Renato Nogueira, Fabiano Meneses e Renato Bandeira.
*Estudantes, professores, classe artística e maiores de 60 anos.

Em Caixa (Trupp Cia. de Dança)
Dia 13 l quinta l 20h30 l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Barreto Júnior
Neste trabalho em dança contemporânea, a mulher e seus segredos ganham um olhar especial, com movimentos que traduzem as sensações e emoções vividas por elas, dos problemas físicos aos emocionais.
Coreografia e direção artística: Ivaldo Mendonça. Direção geral: Isabel Ferreira. Elenco: Fernanda Lobo, Isabel Ferreira, Juliana Siqueira e Roberta Cunha.

A Morte do Artista Popular (Escola SESC de Teatro e SESC Piedade)
Dia 14 l sexta l 19h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Marco Camarotti/SESC de Santo Amaro
Com atores concluintes da Escola SESC de Teatro, a montagem discorre sobre os projetos culturais e as imbricações ligadas às políticas públicas de cultura através de um concurso de dramaturgia com situações pra lá de imprevisíveis.
Texto: Luís Augusto Reis. Direção: Antônio Cadengue. Elenco: Biagio Pecorelli, Camilla Rios, Diogo Testa, Dolores Efrem, Evilásio de Andrade, Felipe Cavalcanti, Ingrid de Souza, Julyana Caminha, Mauro Monezi, Roberto Brandão, Thaysa Zooby e Tiago Gondim.

Baião dos Dois (Paulo de Castro Produções Artísticas)
Dia 14 l sexta l 21h l R$ 30,00 e R$ 15,00*
Teatro de Santa Isabel
O forrozeiro Ivan Ferraz presta uma homenagem a obra dos parceiros musicais Zé Dantas e Luiz Gonzaga, contando ainda com a participação dos cantores Alcimar Monteiro, Nádia Maia e Liv Moraes, além do ator José Mário Austregésilo relatando curiosidades da dupla reverenciada.
Direção artística: Paulo de Castro. Direção musical: Beto do Bandolim. Músicos: Adriano José, Alberto Guimarães, Beto do Bandolim, Cláudia Beija, George Rocha, Mozart Ramos, Nelson Brederode, Raminho e Sônia Aguiar.
*Estudantes, professores, classe artística e maiores de 60 anos.

Os Embromation (Os Embromation)
Dia 15 l sábado l 20h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Dia 16 l domingo l 19h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Arraial (Rua da Aurora, 457, Boa Vista)
Espetáculo de humor fundamentado nos jogos de improviso teatral com a plateia traçando o caminho que os jogadores deverão seguir em cena. Participação especial de Pedro Vilela e Giordano Castro como mediadores e de Bobby Mergulhão e Paulo de Pontes como atores improvisadores convidados.
Direção e elenco: Evilásio Andrade, Mauro Monezi e Tiago Gondim.

O Frevo. É Teu? (Untanto Cia. de Dança)
Dia 15 l sábado l 20h30 l R$ 10,00 (preço único promocional)
Dia 16 l domingo l 19h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n, Pina. Tel. 3355 6398)
Com trilha sonora original e exibição de vídeo, a bailarina Fláira Ferro canta, interpreta textos e pensa o frevo como uma dança espontânea a adquirir novos significados a todo instante.
Direção: Isabella Maia. Coreografia e elenco: Fláira Ferro.

No Tablado do Véio Mangaba (Paulo de Castro Produções Artísticas)
Dia 15 l sábado l 21h l R$ 20,00 e R$ 10,00*
Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Bairro de Santo Antônio. Tel. 3355 3322)
Com fogosas pastoras e uma trupe de músicos tocando ao vivo, o Véio Mangaba traz ao palco a irreverência do pastoril profano de ponta de rua, sem abandonar o lirismo do folguedo religioso e mesclando jornadas tradicionais com músicas inéditas.
Texto: Romildo Moreira e Walmir Chagas. Direção cênica: Romildo Moreira. Direção musical: Beto do Bandolim e Walmir Chagas. Músicos: Beto do Bandolim, Nelson Brederode, Alberto Guimarães, Fábio César, Dumel, Moacir Barbosa, Maurício Santana, Xaruto, Sônia Aguiar e Maíra Chagas. Elenco: Walmir Chagas, Zuleika Ferreira, Regina Carmem, Roberta Marcina, Bárbara Aguiar, Obailê Santana, Rachel Catherine, Sivânia Ramos, Valeska Teixeira e Débora Natália.
*Estudantes, professores, classe artística e maiores de 60 anos.

Los Zuecos Van Hacia Sus Buenos Habitos (Compañia Nòmada Danza-Teatro / Espanha)
Dia 15 l sábado l 21h l R$ 20,00 e R$ 10,00*
Dia 16 l domingo l 19h l R$ 20,00 e R$ 10,00*
Teatro Hermilo Borba Filho (Av. Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife. Tels. 3355 3318/3319/3321)
Espetáculo de dança contemporânea que explora ao máximo uma fuga das condutas sociais apreendidas pelo homem, com o bailarino buscando, até o limite, as mais obscuras e profundas características do instinto animal primitivo.
Coreografia e direção: Daniel Abreu. Elenco: Roberto Torres.
*Estudantes, professores, classe artística e maiores de 60 anos.

A Bela Adormecida (Chocolate Produções Artísticas)
Dias 16, 23 e 30 l domingos l 10h l R$ 10 (preço único promocional)
Teatro Boa Vista (Rua Dom Bosco, 551, Boa Vista. Ao lado do Colégio Salesiano. Tel. 2129 5961)
União de teatro e dança para apresentar a encantadora história da Princesa Aurora, enfeitiçada pela terrível bruxa Malévola para dormir por cem anos até que o beijo de um príncipe encantado venha acordá-la. A montagem conta com a presença do Palhaço Chocolate.
Texto: Irmãos Grimm. Adaptação e direção: Ulisses Dornelas. Elenco: Black Escobar, Cynthia Mesquita, Dayvison de Albuquerque, Fátima Freitas, Gervásio Braz, Halline Siqueira, Larissa Peres, Luanna Gondim, Luís Felipe Dantas (em revezamento com Fernando Filho), Luísa Freitas Mota, Marta Guedes, Patrícia Costa, Sâmia Guedes, Tâmara Dornelas, Thereza Rachell Freitas (em revezamento com Isabel Ferreira), Ulisses Dornelas e Wenddy Sougey.

A Revolta dos Brinquedos (Circus Produções Artísticas)
Dia 16 l domingo l 16h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Marco Camarotti/SESC de Santo Amaro (Rua Treze de Maio, 455, Santo Amaro. Tel. 3216 1728/1719)
Cansados dos maus tratos de sua dona, um grupo de brinquedos resolve, no momento em que ela dorme, promover um julgamento para deliberar os castigos que poderiam ser aplicados a esta menina cheia de vontades.
Texto: Pernambuco de Oliveira e Pedro Veiga. Direção: José Francisco Filho. Elenco: Alisson Castro, Diogo Barbosa, Ismael Holanda, Michele Sant’anna, Regina Carmem, Ricardo Vendramini e Roberta Marcina.

Teatro Instrumental (Artes Madureira Produções Artísticas)
Dia 16 l domingo l 19h l R$ 20,00 e R$ 10,00*
Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Bairro de Santo Antônio. Tel. 3355 3322)
Antúlio Madureira, um verdadeiro artesão musical, teatraliza os sons através de vários personagens do cotidiano popular do Nordeste e seus instrumentos inusitados, entre eles, o Velho do Marimbau e o Bufão Garrafeiro.
Direção geral: Antúlio Madureira. Músicos: Mozart Ramos, Sérgio Godoy e José Francisco Oliveira.
*Estudantes, professores, classe artística e maiores de 60 anos.

Silêncio (Cia. Etc.)
Dia 18 l terça l 19h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife. Tels. 3355 3318/3319/3321)
O espetáculo trata de como o corpo sente e expressa, através da dança contemporânea, um possível silêncio absoluto, mas põe em questão se se há, de fato, um turbilhão de sons e significados onde parece haver silêncio.
Direção e coreografia: Saulo Uchôa. Elenco: José W. Júnior, Liana Gesteira, Marcelo Sena, Marta Guimarães e Urbano Filho.

No Vayas a Llorar (Teatro Viento de Agua / Cuba)
Dias 18 e 19 l terça e quarta l 19h l R$ 20,00 e R$ 10,00*
Teatro Hermilo Borba Filho (Av. Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife. Tels. 3355 3318/3319/3321)
Através de duas tramas paralelas, entre o real e o fictício, o espetáculo aborda os problemas da imigração internacional. De um lado, uma mulher que procura pistas do seu amor na Flórida. Do outro, uma mãe que, no México, tenta recuperar o filho, separado dela há anos.
Texto e direção: Boris Villar. Elenco: Maribel Barrios.
*Estudantes, professores, classe artística e maiores de 60 anos.

Guarda Sonhos (Grupo Peleja)
Dia 19 l quarta l 19h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Arraial (Rua da Aurora, 457, Boa Vista)
Transitando na fronteira entre a dança e o teatro, este trabalho solo apresenta elementos do frevo e do cavalo marinho diluídos numa criação repleta de poesia e ludicidade, na qual a intérprete parte do coletivo até chegar a uma expressão bem singular.
Coreografia, direção e interpretação: Tainá Barreto. Provocação cênica: Carolina Laranjeira, Helder Vasconcelos e Lineu Gabriel. Direção musical: Helder Vasconcelos.

Noel dá Samba (Cláudia Beija)
Dia 19 l quarta l 20h l R$ 20,00 e R$ 10,00*
Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Bairro de Santo Antônio. Tel. 3355 3322)
Acompanhada de banda, a cantora Cláudia Beija esbanja simpatia e excelente voz neste espetáculo que prima pelo repertório do compositor Noel Rosa, entre a pura poesia e pitadas de ironia e sarcasmo, como se fossem crônicas do cotidiano boêmio de uma época.
Direção musical: Cacá Barreto. Músicos: Cacá Barreto, George Aragão, Renato Bandeira, Tostão Queiroga, Tomás Melo e Nilsinho Amarante.
*Estudantes, professores, classe artística e maiores de 60 anos.

Improvável (Jorge Féo, Juan Guimarães e Thaianne Cavalcanti)
Dia 20 l quinta l 19h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Arraial (Rua da Aurora, 457, Boa Vista)
Envoltos numa relação fragmentada, um homem e uma mulher, consciente ou inconscientemente, destilam emoções e tensões em meio a uma paixão incontrolável, traduzida para a cena num misto de teatro e dança.
Texto e direção: Jorge Féo, baseado no romance Um Copo de Cólera, de Raduan Nassar. Coreografia: Juan Guimarães. Elenco: Thaianne Cavalcanti e Juan Guimarães.

Dionisos Aut (Grupo Laboratorio de Teatro El Rayo Misterioso / Argentina)
Dias 20 e 21 l quinta e sexta l 19h l R$ 20,00 e R$ 10,00*
Teatro Armazém (Av. Alfredo Lisboa, Armazém 14, Bairro do Recife)
Com base na mitologia grega e primando por uma cena de forte impacto audiovisual, a exuberante montagem aborda o mito de Dionisos, mas confrontando sua poética libertadora e transgressora com discursos e personagens contemporâneos. Indicação: 16 anos.
Texto e direção: Aldo El-Jatib. Elenco: Hani El-Jatib, Ada Cottu, Federico Cuello, Carolina Balbi e María de los Ángeles Oliver.
*Estudantes, professores, classe artística e maiores de 60 anos.

Lucinha Guerra em Chansons D'Amour (Pedro Castro Produções)
Dia 20 l quinta l 20h l R$ 20,00 e R$ 10,00*
Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Bairro de Santo Antônio. Tel. 3355 3322)
A cantora Lucinha Guerra interpreta clássicos da canção francesa, já imortalizados por Edith Piaf, Henri Salvador e Jacques Brel, entre outros, contando ainda com a participação especial da atriz Lúcia Machado em cena.
Direção artística: Romero Andrade. Direção musical: Ricardo Freitas. Músicos: Sérgio Godoy, Nildo do Acordeon, Alexandro Sobreira Pereira, Everton Goe, Elcy e George Andersen de Araújo e Souza.
*Estudantes, professores, classe artística e maiores de 60 anos.

Odemar (Cia. Máscaras de Teatro)
Dia 20 l quinta l 20h30 l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Hermilo Borba Filho (Av. Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife. Tels. 3355 3318/3319/3321)
Ambientada num cenário-palco com trapézio, piscina com água e um emaranhado de cordas, a montagem fala do universo mítico e fabuloso, paisagístico e sociológico do mar para um homem formal.
Texto concebido a partir do poema Ode Marítima, de Fernando Pessoa. Direção e interpretação: Sebastião Simão Filho.

Madleia + ou – Doida (Companhia do Chiste)
Dia 21 l sexta l 19h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Arraial (Rua da Aurora, 457, Boa Vista)
A tragédia de Medeia é mesclada a músicas bregas nesta montagem que mostra o desvario de uma mulher traída e a luta para reconquistar o seu homem através da força dos orixás.
Texto: Henrique Celibi. Direção: Carlos Bartolomeu. Elenco: Henrique Celibi e Daniel Silva.

Solteira, Casada, Viúva, Divorciada (Môllins Produções / Caruaru)
Dia 21 l sexta l 20h30 l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife. Tels. 3355 3318/3319/3321)
Comédia dramática que aborda o universo feminino através de quatro personagens, uma telefonista de auto-ajuda, uma viúva traída, uma ré julgada por crimes hediondos e uma atriz decadente e divorciada, todas sofrendo do mesmo mal: a solidão humana.
Texto: Noemi Marinho, Maria Adelaide Amaral, Luiz Arthur Nunes e Regiana Antonini. Direção: Aluízio Guimarães. Elenco: Maria Alves.

Sons da África (Balé de Cultura Negra do Recife – Bacnaré)
Dia 21 l sexta l 21h l R$ 20,00 e R$ 10,00*
Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Bairro de Santo Antônio. Tel. 3355 3322)
Toda a festiva riqueza da música e dança das tribos africanas, em especial a cultura Zulu, Massai, com movimentos e sons que representam a transição para a puberdade e a fertilidade, além das boas vindas para o casamento.
Coreografia: Antônia Batista e Tiago Batista. Direção: Ubiracy Ferreira.
Músicos: Ariane Vieira, Carlos Alberto, Dângelo Espíndola, Maria Elisa, Henrique Júnior, Isaías Oliveira, Ricardo Silva e Tiago Batista. Elenco: Alexsandro Martins, Alzenita Marques, Cassiana Cosma, Dandara, Daniel, Elainy Lima, Girlânia, Giuliane Talita, Heloneide Fagundes, Irama Kamila, Itharlan Américo, Jamesson Santos, Jaqueline Pascoal, Jéssica Ferreira, Jéssica Poliana, José Lucas, José Ramos, Leandro Vieira, Luciana Michele, Milena Fagundes, Nilvânia Oliveira, Pâmela Moura, Raquel Araújo, Rosendo Francisco, Sandro Rogério, Talita Xavier e Telly Mendonça.
*Estudantes, professores, classe artística e maiores de 60 anos.

Reprilhadas e Entralhofas – Um Concerto para Acabar com a Tristeza (Cia. 2 Em Cena de Teatro, Circo e Dança)
Dia 22 l sábado l 16h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Marco Camarotti/SESC de Santo Amaro (Rua Treze de Maio, 455, Santo Amaro. Tel. 3216 1728/1719)
A história de uma trupe de palhaços que cansada de ouvir tantas notícias tristes, resolve fazer um concerto de palhaçadas para acabar com a tristeza e espalhar alegria pelo mundo.
Texto e direção: Alexsandro Silva. Músico: Flávio Santana. Elenco: Alexsandro Silva, Arnaldo Rodrigues e Paula de Tássia.

Cuestión de Principios (Montevideo Teatro / Uruguai)
Dias 22 e 23 l sábado e domingo l 19h l R$ 20,00 e R$ 10,00*
Teatro Hermilo Borba Filho (Av. Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife. Tels. 3355 3318/3319/3321)
Pai e filha se encontram após um longo tempo afastados. Ele é um sindicalista de larga militância política e ela, uma escritora de sucesso, elegante e moderna. Os contrastes entre ética e ideais de cada um aparecem ainda mais quando ele sugere que ela publique suas histórias.
Texto: Roberto Cossa. Direção: Patrícia Yosi. Elenco: Walter Reyno e Laura Sanchez.

Lua Cambará (Aria Social / jaboatão dos Guararapes)
Dia 22 l sábado l 20h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Bairro de Santo Antônio. Tel. 3355 3322)
Inspirada na obra de Ronaldo Correia de Brito, Assis Lima e Antônio Madureira, mas pelo viés da dança contemporânea e com trilha sonora ao vivo, eis aqui a lenda de uma mulher apaixonada que, envolvida em morte, não é aceita pela mesma e passa a vagar nas noites eternamente.
Coreografia e direção artística: Ana Emília Freire e Carla Machado. Direção geral: Cecília Brennand. Direção musical: Rosemary Oliveira. Elenco: Alex Silva, Alyne Firmo, Amanda Martins, Ariane Gomes, Ascendino Bradock, Beatriz Soares, Carla Sales, Carlos Canto, Caroline França, Danilo Rojas, Edvaldo “Siri”, Evelyn Santos, Jamerson Miranda, Jaqueline Alves, Jonas Ramon, Josymar Coimbra, Julyanne Rocha, Karen Inaraí, Karina Cavalcanti, Karla Rayanne, Laura Andrade, Leandro Silva, Leidiane Dornelas, Lílian Mendes, Lívia Alves, Liviane Alves, Luan Augusto, Luana Costa, Luzeane Maira, Miguel Patriota, Mirelly Alexandre, Nadja Santos, Paula Rodrigues, Rafael Souza, Ricardo Menezes, Rodolpho Silva, Ruanna Viana, Sigmara Caitano, Tatiane Soares, Thayanne Gicelly, Valeska Carvalho e Wanessa Cavalcanti.

O Santo e a Porca (Teatro Popular de Arte – TPA / Petrolina)
Dia 22 l sábado l 20h30 l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n, Pina. Tel. 3355 6398)
Nesta comédia popular sobre a avareza, o velho Euricão é devoto de Santo Antônio e esconde em sua casa uma porca cheia de dinheiro, mas vai se ver envolvido numa trama repleta de intrigas sobre casamentos e cobiça.
Texto: Ariano Suassuna. Direção: Domingos Soares. Elenco: Domingos Soares, Francine Monteiro, Paulo Henrique Reis, Lusiana Marcos, Severo Filho, Cátia Cardoso e Godoberto Reis.

Palhaços em ConSerto (Doutores da Alegria Recife)
Dia 23 l domingo l 10h30 l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Bairro de Santo Antônio. Tel. 3355 3322)
Em meio a divertidas gags e com direito ao “momento besteirológico”, doze palhaços cantam e tocam músicas de domínio público e algumas surgidas durante suas visitas a crianças em hospitais.
Direção: Fernando Escrich. Coordenação artística: Enne Marx. Musicista: Rosemary Oliveira. Elenco: Anderson Douglas, Arilson Lopes, Eduardo Filho, Eduardo Rios, Enne Marx, Greyce Braga, Juliana Almeida, Luciano Pontes, Márcio Carneiro, Marcelino Dias, Marcelo Oliveira e Tâmara Lima.

Minha Cidade (Grupo Teatro marco Zero)
Dia 23 l domingo l 16h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Marco Camarotti/SESC de Santo Amaro (Rua Treze de Maio, 455, Santo Amaro. Tel. 3216 1728/1719)
Com cubos de brinquedo, duas crianças convidam a plateia para a construção de uma cidade imaginária pondo em questão vários aspectos da relação entre o ser humano e o espaço.
Texto e direção: Ana Elizabeth Japiá. Manipulação de bonecos e sombras: Priscila Galvão. Elenco: Adriano Cabral e Ana Carolina Miranda.

A Visita da Velha Senhora (Galharufas Produções)
Dia 23 l domingo l 19h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n, Pina. Tel. 3355 6398)
Em tons cômicos e absurdos, a peça aborda a integridade moral de moradores de uma pequena cidade arrasada por violenta crise econômica, justamente quando Clara Zahanassian volta à sua terra natal como a mulher mais rica do mundo.
Texto: Friedrich Dürrenmatt. Direção: Lúcio Lombardi. Elenco: Sônia Bierbard, Pascoal Filizola, Alfredo Borba, Will Menezes, Jall Oliveira, Hermínia Mendes, Marina Duarte, Júlio Rocha, Roseane Tachlitsky, Filipe Enndrio, Ricardo Mourão, Morse Lyra, Gilberto Brito, Vicente Monteiro, Edinaldo Ribeiro, André Lombardi e Normando Roberto Santos.

O Animal Agonizante (Fernando Zugno e Miguel Arcanjo Coronel / RS)
Dias 24 e 25 l segunda e terça l 19h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife. Tels. 3355 3318/3319/3321)
Em tom contundente, mas com um humor corrosivo, um velho professor universitário, ao completar 70 anos e agora apaixonado por uma de suas jovens alunas, faz um balanço de sua trajetória de vida, especialmente na relação com a família e os adultérios que cometeu.
Texto inspirado na obra de Philiph Roth. Adaptação e direção: Luciano Alabarse. Elenco: Luiz Paulo Vasconcellos, Luciana Éboli e Thales de Oliveira.

Cabaré das Donzelas Inocentes (Maíra Carvalho / DF)
Dia 24 l segunda l 16h l R$ 10,00 (preço único promocional)
De 25 a 28 l terça a sexta l 19h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Armazém (Av. Alfredo Lisboa, Armazém 14, Bairro do Recife)
Cabeluda, China, Minininha e Saiana estão num bordel onde não entra mais nenhum cliente. Mesmo assim, não perdem a esperança de fazer um salão bonito, com cerveja gelada e música na radiola de fichas, enquanto expõem suas memórias de uma vida, para muitos, ordinária. Indicação: 16 anos.
Texto: Sérgio Maggio. Direção: Murillo Grossi e William Ferreira. Elenco: Adriana Lodi, Bidô Galvão, Catarina Accioly e Carmem Moretzon.
*Estudantes, professores, classe artística e maiores de 60 anos.

Senhora dos Afogados (Cênicas Companhia de Repertório)
Dia 24 l segunda l 20h30 l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Hermilo Borba Filho (Av. Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife. Tels. 3355 3318/3319/3321)
A tragédia do incesto ronda a família Drumond, aparentemente de homens de respeito e mulheres supostamente castas, mas que já sofreu a perda de duas filhas do casal, paralelamente enquanto aconteciam mortes misteriosas de prostitutas da localidade.
Texto: Nelson Rodrigues. Direção: Érico José. Produção executiva: Valdemir Rodrigues. Elenco: Alcides Córdova, Alexandre Guimarães, Ana Souza, Antônio Rodrigues, Bruna Castiel, Lane Cardoso, Luciana Barbosa, Sônia Carvalho, Vanessa Lins e Vinícius Vieira.

Um Rito de Mães, Rosas e Sangue (Claudio Lira e Andrêzza Alves)
Dia 25 l terça l 19h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Hermilo Borba Filho (Av. Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife. Tels. 3355 3318/3319/3321)
Livre licença poética a partir das três tragédias rurais do dramaturgo e poeta espanhol Federico García Lorca, Bodas de Sangue, A Casa de Bernarda Alba e Yerma, em uma montagem ritualística na qual a personagem da Mãe é o foco central, elemento aglutinador das forças da natureza.
Texto e direção: Claudio Lira, a partir da obra de Federico García Lorca. Tradução: Almir Rodrigues. Direção musical: Adriana Milet. Elenco: Ana Maria Ramos, Auricéia Fraga, Andrêzza Alves, Daniela Travassos, Luciana Canti, Sandra Rino, Lêda Oliveira, Lano de Lins e Zé Barbosa.

Roliúde (EmCartaz Empreendimentos Culturais / RJ)
Dia 25 l terça l 21h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n, Pina. Tel. 3355 6398)
Nesta comédia de palco nu e valorização do único ator em cena, Bibiu é um histriônico contador de histórias, malandro e arlequinesco, que vive de narrar, com muito bom humor e de um jeito bem particular, enredos de filmes hollywoodianos no interior do Nordeste.
Texto: Homero Fonseca. Adaptação, direção e interpretação: João Ricardo Oliveira. Supervisão cênica: Júlio Adrião. Produção executiva: Samara Martins.

Real/Duplo (Cláudio Lacerda/Dança Amorfa)
Dia 26 l quarta l 18h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n, Pina. Tel. 3355 6398)
Neste espetáculo solo de dança contemporânea, com projeção de imagens, o corpo aparece como plataforma para a materialização de várias possibilidades, ou planos, do real e seu duplo, seja no palco, nas telas ou em espaços de vão.
Coreografia, direção e interpretação: Cláudio Lacerda. Captação e edição de imagens: Celso Costa e Caramiolas Projetos Afins Multimídia.

Um Torto (Grupo Magiluth)
Dia 26 l quarta l 19h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Marco Camarotti/SESC de Santo Amaro (Rua Treze de Maio, 455, Santo Amaro. Tel. 3216 1728/1719)
Na busca por si mesmo, um homem sem ideia do valor dos seus sentimentos resolve tirar o próprio coração e, assim, distanciado do “motor dos sentimentos”, tenta compreender sua situação dividindo-a com o público.
Texto e interpretação: Giordano Castro. Direção: Pedro Wagner.

É do Povo, É de Pernambuco, É do Rei do Baião (Associação Satélite)
Dia 26 l quarta l 20h l R$ 20,00 e R$ 10,00
Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Bairro de Santo Antônio. Tel. 3355 3322)
Em homenagem a obra de Luiz Gonzaga, o show do cantor Ed Carlos valoriza a sonoridade do autêntico forró e a poesia das histórias e “causos” do Nordeste. Participação especial de Cezinha do Acordeon, Arlindo dos 8 Baixos, Santanna, Joquinha Gonzaga, Marcos Macena e Ronaldo Aboiador.
Direção geral: Ed Carlos. Músicos: Sandro Maia, Heraldo Júnior, Rominho, Ulisses, Lílian Reis e Joana Angélica.
*Estudantes, professores, classe artística e maiores de 60 anos.

Cordel do Amor Sem Fim (O Poste: Soluções Luminosas e Samuel Santos)
Dia 26 l quarta l 21h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Hermilo Borba Filho (Av. Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife. Tels. 3355 3318/3319/3321)
Pontuada pelo tragicômico, uma bela história acontece às margens do rio São Francisco, na pequena cidade de Cariranha, no sertão baiano, quando a paixão de Tereza pelo viajante Antônio põe fim a seu noivado com José, o que parecia ser seu destino mais do que infeliz.
Texto: Cláudia Barral. Direção: Samuel Santos. Músico: Diogo Lopes. Elenco: Agrinez Melo, Eliz Galvão, Naná Sodré e Thomás Aquino.

O Acidente (Visível Núcleo de Criação)
Dia 27 l quinta l 19h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Hermilo Borba Filho (Av. Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife. Tels. 3355 3318/3319/3321)
Os anseios abafados de dois intrigantes personagens, funcionários de uma empresa que se encontram numa festa de aniversário onde ninguém mais aparece, e a relação que mantém com suas próprias identidades e, quem sabe, com uma possível paixão.
Texto: Bosco Brasil. Direção: Fausto Filho. Elenco: Kleber Lourenço e Sandra Possani.

Lágrimas de um Guarda-Chuva (REC Produtores Associados Ltda.)
Dia 27 l quinta l 21h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Bairro de Santo Antônio. Tel. 3355 3322)
Em um ambiente inóspito, um mágico apresentador de circo mambembe e uma moça que se apresenta como gorila a adivinhar a sorte das pessoas, encontram outros tipos errantes que percorrem a vastidão do mundo.
Texto: Eid Ribeiro. Adaptação e direção: Antônio Cadengue. Elenco: Arilson Lopes, Bobby Mergulhão, Cira Ramos, Marcelino Dias e Sílvio Pinto.

O Amor de Clotilde Por um Certo Leandro Dantas (Trupe Ensaia Aqui e Acolá)
Dia 28 l sexta l 19h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Hermilo Borba Filho (Av. Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife. Tels. 3355 3318/3319/3321)
Numa estética do circo teatro e com trama repleta de reviravoltas, dois jovens apaixonados vivem uma melodramática história quando têm que enfrentar a ira e a inveja dos parentes da moçoila para permanecerem juntos.
Texto do grupo, inspirado no romance A Emparedada da Rua Nova, de Carneiro Vilela. Direção: Jorge de Paula. Elenco: Andréa Rosa, Andréa Veruska, Jorge de Paula, Iara Campos, Marcelo Oliveira e Tatto Medinni.

A Peleja da Mãe nas Terras do Senhor do Açúcar (Cia. Construtores de Histórias)
Dia 28 l sexta l 21h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife. Tels. 3355 3318/3319/3321)
Musical que une atores profissionais e brincantes da Mata Norte de Pernambuco vivenciando a história de uma cortadora de cana que, em meados da década de 1970, inicia o seu processo de politização não por convicções ideológicas, mas por amor ao filho sindicalista.
Texto e direção: Carlos Carvalho, inspirado no romance A Mãe, de Máximo Gorki. Elenco: Auricéia Fraga, Dielson José, Flávio Renovatto, Grimário Filho, Paulo Henrique, Maria Luiza Lopes, Mestre Grimário e Zé Barbosa.

Mônica Feijó em A Vista (Pedro Castro Produções)
Dia 28 l sexta l 21h l R$ 20,00 e R$ 10,00*
Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Bairro de Santo Antônio. Tel. 3355 3322)
A cantora Mônica Feijó lança seu terceiro disco, cujo repertório com pegada pop mescla baladas lentas e outras mais dançantes, destacando canções autorais e parcerias com músicos da cena local. Participação especial de A Trombonada e do acordeonista Beto Hortis.
Direção geral: Alexandre Alencar. Direção musical: Areia. Músicos: Areia, Tom Rocha, Rodrigo Souza, Guga Fonseca, Nilsinho Amarante e Cláudia Beija.
*Estudantes, professores, classe artística e maiores de 60 anos.

Si Quiero a Johnny Depp (Teatro La Cochera / Argentina)
Dias 28 e 29 l sexta e sábado l 21h l R$ 20,00 e R$ 10,00*
Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n, Pina. Tel. 3355 6398)
A montagem reúne músicos, um ator, uma bailarina e um artista plástico com Síndrome de Down numa bela homenagem a importância da convivência por muitos longos anos, com direito a cenas fantasiosas que reforçam o vínculo entre irmãos e o amor a arte.
Texto e elenco: Walter Garabano (em imagem), Angelina García, Santiago Rossi e Hernán Rossi. Direção e vídeo: Hernán Rossi. Músicos: Julieta Duret e Antu Honik.
*Estudantes, professores, classe artística e maiores de 60 anos.

O Fio Mágico (Mão Molenga Teatro de Bonecos)
Dia 29 l sábado l 16h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Marco Camarotti/SESC de Santo Amaro (Rua Treze de Maio, 455, Santo Amaro. Tel. 3216 1728/1719)
Com uso de bonecos e músicas, a divertida peça aborda as dúvidas e desafios de um menino impaciente que recebe o dom de adiantar o tempo puxando o fio de sua própria vida, mesmo tendo que enfrentar o envelhecimento e a morte.
Texto: Carla Denise. Direção: Marcondes Lima. Elenco: Fábio Caio, Fátima Caio e Marcondes Lima.

O Rei e o Jardineiro, uma Opereta Infantil (Fundação Quinteto Violado e Sociedade Cultural Pernambuco na Estrada)
Dia 29 l sábado l 16h l Entrada franca
Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Bairro de Santo Antônio. Tel. 3355 3322)
Trata-se da conclusão do Projeto Cidadão da Arte, levando à cena os conflitos de um jardineiro com um rei autoritário que está decidido a proibir o povo de plantar flores e os pássaros de cantar.
Texto: João de Jesus Paes Loureiro e Toinho Alves. Direção teatral: Samuel Santos. Direção artística: Christianne Galdino. Direção musical: Quinteto Violado. Coordenação geral: Ciano Alves. Elenco: Cristiano Ferraz (Cigano), David Santana, Diego Porfírio, Edmilson Santos, Eduardo José, Éricka dos Santos, Everton da Silva, Everton Souza (Alemão), Girlane França, João Vieira, José Rafael, Juliete dos Santos, Kennya Andrade, Leandro Santos, Leandro Silva, Letícia Silva, Luana Dias, Lucas Gonçalves, Maiara Jésua, Marcelo Henrique, Paloma Souza, Pricila Freitas, Renata Chirlene, Richard Renan, Rodrigo Batista (Rasta), Vanessa Silva, Wagner Cipriano e Willians Cipriano.

Palavra Úmida (Cia. dos Homens)
Dias 27 e 28 l quinta e sexta l 21h l R$ 20,00 e R$ 10,00*
Dias 29 e 30 l sábado e domingo l 17h e 21h l R$ 20,00 e R$ 10,00*
Clube Líbano Brasileiro (Av. Eng. Antônio de Góes, 62, Pina. Tel. 3326 6673).
A liberdade do corpo na água e o que representa esse contato no seu sentido mais delicado é tema desta montagem em dança contemporânea, pioneiramente acontecendo com bailarinos dentro e fora de uma piscina.
Coreografia e direção: Cláudia São Bento. Elenco: Allan Delmiro, Ana Paula Ferrari, Cláudia São Bento, Isabel Ferreira, Jefferson Figueiredo e Luís Rúben Gonzalez.
*Crianças, estudantes, professores, classe artística e maiores de 60 anos.

Dinossauros (Cena Promoções Culturais Ltda. / DF)
Dias 29 e 30 l sábado e domingo l 19h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife. Tels. 3355 3318/3319/3321)
Na madrugada de uma grande cidade, dois desconhecidos se encontram e aos poucos estabelecem uma relação que vai do medo ao companheirismo, chegando a uma relação de intimidade entre si e, inclusive, com o público.
Texto: Santiago Serrano. Direção: Guilherme Reis. Elenco: Carmem Moretzsohn e Murilo Grossi.

Quinteto Apresenta Memória de Cantadores (Quinteto Violado)
Dia 29 l sábado l 21h l R$ 30,00 e R$ 15,00*
Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Bairro de Santo Antônio. Tel. 3355 3322)
Um encontro com o repertório de ícones da música brasileira, como Luiz Gonzaga, Geraldo Vandré, Zé Marcolino, Adoniran Barbosa e Jackson do Pandeiro, presentes ao longo dos 40 anos de história deste grupo que passeia entre o popular e o erudito, valorizando arranjos que ressaltam letras, harmonias e melodias.
Direção musical: Quinteto Violado. Músicos: Marcelo Melo, Dudu Alves, Roberto Alves, Ciano Alves, Sandro Lins e Raminho (participação especial).
*Estudantes, professores, classe artística e maiores de 60 anos.

Os Fuzis da Senhora Carrar (Página 21)
Dia 29 l sábado l 21h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Hermilo Borba Filho (Av. Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife. Tels. 3355 3318/3319/3321)
Drama familiar ambientado durante a guerra civil espanhola, no qual uma viúva de pescador tenta salvar seus filhos da morte, mantendo-se neutra em um país banhado em sangue e sob a mira dos generais.
Texto: Bertolt Brecht. Direção: João Denys. Elenco: Ailton Brito, Alfredo Borba, Antônio Marinho, Eduardo Diógenes (voz em off), Evandro Lira, José Ramos, Karina Falcão, Roger Bravo, Socorro Albino e Stella Maris Saldanha.

O Pássaro de Papel (Centro de Criatividade – Póvoa de Lanhoso / Portugal)
Dia 30 l domingo l 10h30 l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Bairro de Santo Antônio. Tel. 3355 3322)
Valorizando a música, a dança e a palavra, a peça discorre sobre um pássaro cor de mel, desenhado numa folha de papel, que aprende a voar, mas é rejeitado pelos outros pássaros por ser diferente.
Dramaturgia inspirada no conto de Aglaé D’ávila Fontes. Direção: Moncho Rodriguez. Elenco: Sofia Lemos e Isabel Pinto.

No Meio da Noite Escura Tem um Pé de Maravilha (Andrêzza Alves, Fábio Caio e Jorge de Paula)
Dia 30 l domingo l 16h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Marco Camarotti/SESC de Santo Amaro (Rua Treze de Maio, 455, Santo Amaro. Tel. 3216 1728/1719)
A delicada encenação trata de histórias sobre tempos mágicos de outrora, com dois atores se revezando na interpretação de contos populares com uso de bonecos, dando vida a tramas que retratam a saga de heróis em busca dos seus destinos.
Texto: contos de domínio público compilados por Ricardo Azevedo. Direção: Jorge de Paula, Andrêzza Alves e Fábio Caio. Elenco: Andrêzza Alves e Jorge de Paula.

E o Que Mais Aflore (Leal Produções Artísticas)
Dia 30 l domingo l 19h l R$ 30,00 e R$ 15,00*
Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Bairro de Santo Antônio. Tel. 3355 3322)
O cantor Gonzaga Leal aposta num repertório de modas de viola, sambas, catiras, folias de rei, vissungos, moçambiques e sagrados cânticos, com participação especial do trombonista Nilsinho Amarante, do violonista Nenéu Liberalquino e da cantora e pianista Cida Moreira.
Direção artística: Marcondes Lima. Direção musical: Cláudio Moura. Músicos: Cláudio Moura, Alex Sobreira, Bandeira, Julinho, George Rocha e Tomás Melo.
*Estudantes, professores, classe artística e maiores de 60 anos.

Quase Sólidos (Trupe de Copas)
Dia 30 l domingo l 21h l R$ 10,00 (preço único promocional)
Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n, Pina. Tel. 3355 6398)
Partindo da “instabilidade criativa” como contraponto ao conceito de ruína, o espetáculo aborda questões referentes à modernidade, o entendimento desta e o papel do indivíduo em meio ao turbilhão de informações que o cercam.
Texto e interpretação: Eron Villar, Júnior Aguiar e Viviane Bezerra, livremente inspirados em obras de Baudelaire, Dostoiévski, Rousseau, Bhagavad Gita e Grupo Camelo. Direção: Elias Mouret.


PROGRAMAÇÃO OLINDA

Circo Godot (Companhia Circo Godot / Brasil/Itália)
Dia 22 l sábado l 16h l Entrada franca
Praça do Carmo
Utilizando-se de uma língua inventada, o espetáculo teatral é livremente inspirado nas hipotéticas relações estabelecidas entre Pozzo e Luck, dois andarilhos que vivem sob o julgo de um chicote e buscam incessantemente o lugar ideal para o pouso.
Argumento: Andrêzza Alves, Asaías Lira, Damiano Massaccesi e Quiercles Santana, inspirados em Esperando Godot, de Samuel Beckett. Direção: Quiercles Santana. Elenco: Asaías Lira e Damiano Massaccesi.

Quadrilha – Um Romance Sertanejo (Tropa do Balaco Baco – Equipe Teatral de Arcoverde / Arcoverde)
Dia 30 l domingo l 17h30 l Entrada franca
Mercado Eufrásio Barbosa
Com atores usando pernas de pau, esta trama casamenteira junina acontece após um acordo de interesses entre duas famílias, a da balzaquiana desprovida de beleza, Quitéria, e a do jovem Zé Bebelo, entregue a vaidade e a boa vida.
Texto e direção: Romualdo Freitas. Músicos: Alex Leite, Fábio Bezerra e Fagner Gomes. Elenco: Romualdo Freitas, Fabiana Moraes, Thiago Alves, Jéssica Mendes, Ronaldo Brian, Claudiney Mendes, Thaynara Marques, Rodolfo Araújo, Pedro Gilberto, William di Castilho, Gabriel Cavalcante, Adriano Paiva, Alex Leite e Everaldo Marques.

Travessia (Grupo Grial de Dança)
Dia 30 l domingo l 19h l Entrada franca
Mercado Eufrásio Barbosa
Partindo de pinturas inscritas na Pedra do Ingá, no agreste paraibano, a equipe propõe um mergulho festivo na caminhada milenar da contação de histórias reinterpretadas a partir da dança contemporânea.
Coreografia e direção: Maria Paula Costa Rêgo. Cantadeira: Nice Teles. Elenco: Aldene Ferreira, Dayse Marques, Emerson Dias, Fábio Soares, Iara Campos, Iara Sales e Joab Jó.


Parceria entre a Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco (APACEPE) e SESC Pernambuco fará com que Caruaru receba, pela primeira vez, o projeto Janeiro de Grandes Espetáculos, cuja sede é no Recife. A 17ª edição do evento, com programação na capital do Agreste de 20 a 30 deste mês, contará com oito montagens diferentes, de teatro para adultos, teatro para crianças e dança, totalizando onze apresentações no Teatro Rui Limeira Rosal, no SESC Caruaru

É a primeira vez, em dezessete edições, que o projeto Janeiro de Grandes Espetáculos, realizado na capital pernambucana pela Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco (APACEPE), chegará a Caruaru, com programação específica formada por artistas locais e convidados do Recife, Rio de Janeiro e Portugal. Os ingressos terão valor único e promocional de R$ 10 (dez reais) por cada sessão no Teatro Rui Limeira Rosal, no SESC Caruaru. Mas não é a primeira vez que uma cidade do interior recebe uma extensão do evento: em 2008, o município de Limoeiro foi contemplado e, em Olinda, desde 2006, há apresentações por lá. Mas esta é a estreia de Caruaru, graças a uma parceria com o SESC Pernambuco. Vale ressaltar que muitos espetáculos caruaruenses já integraram a programação do evento no Recife em anos anteriores, entre eles, Olha Pro Céu, Meu Amor, Deus Danado, Velório à Brasileira e Whisky Pra Guiomar, com alguns artistas locais sendo premiados, inclusive, e que o casal Arary Marrocos e Argemiro Pascoal, do Teatro Experimental de Arte, já foram homenageados em 2008. Ou seja, Caruaru tem estreita relação com o projeto Janeiro de Grandes Espetáculos.

Confira detalhes:

17º JANEIRO DE GRANDES ESPETÁCULOS
PROGRAMAÇÃO CARUARU


Parceria da APACEPE (Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco) com o SESC Pernambuco
No Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru – Av. Rui Limeira Rosal, s/n, Petrópolis. Tel. 3721 3967)

Dia 20 l quinta l 20h l Teatro Rui Limeira Rosal/SESC Caruaru l R$ 10 (preço único promocional)
O Palhaço Jurema e os Peixinhos Dourados (Cia. Construtores de Histórias – Recife)
Um tragicômico personagem revela a decadência da arte milenar do palhaço em seu cruel exercício de fazer rir, até que um par de olhos femininos surge em meio ao público e a possibilidade de renovação torna-se possível.
1h30 l Indicação: 14 anos.
Texto: Hermilo Borba Filho. Adaptação e direção: Carlos Carvalho. Elenco: Andrêzza Alves e Gilberto Brito.

Dia 21 l sexta l 20h l Teatro Rui Limeira Rosal/SESC Caruaru l R$ 10 (preço único promocional)
Guiomar, a Filha da Mãe (Companhia Pharcas Serthanejaz – Recife)
Guiomar é uma mulher que vive em situação de miséria, puxando uma carroça pelo mundo onde mantém a memória da história do Brasil entrelaçada às suas próprias lembranças tragicômicas. Assim, recolhe vidas, antigas canções de menestreis e histórias de ontem e hoje.
50 min. l Indicação: livre.
Texto: Lourdes Ramalho. Dramaturgia cênica: Moncho Rodriguez. Direção, pesquisa musical e elenco: Augusta Ferraz.

Dias 22 e 23 l sábado e domingo l 16h30 l Teatro Rui Limeira Rosal/SESC Caruaru l R$ 10 (preço único promocional)
O Pássaro de Papel (Centro de Criatividade – Póvoa de Lanhoso – Portugal)
Valorizando a música, a dança e a palavra, a peça discorre sobre um pássaro cor de mel, desenhado numa folha de papel, que aprende a voar, mas é rejeitado pelos outros pássaros por ser diferente.
1h l Indicação: livre.
Dramaturgia inspirada no conto de Aglaé D’Ávila Fontes. Direção: Moncho Rodriguez. Elenco: Sofia Lemos e Isabel Pinto.

Dia 26 l quarta l 20h l Teatro Rui Limeira Rosal/SESC Caruaru l R$ 10 (preço único promocional)
Roliúde (EmCartaz Empreendimentos Culturais – Rio de Janeiro)
Nesta comédia de palco nu e valorização do único ator em cena, Bibiu é um histriônico contador de histórias, malandro e arlequinesco, que vive de narrar, com muito bom humor e de um jeito bem particular, enredos de filmes hollywoodianos no interior do Nordeste.
1h20 l Indicação: 14 anos.
Texto: Homero Fonseca. Adaptação, direção e interpretação: João Ricardo Oliveira. Supervisão cênica: Júlio Adrião. Produção executiva: Samara Martins.

Dia 27 l quinta l 20h l Teatro Rui Limeira Rosal/SESC Caruaru l R$ 10 (preço único promocional)
Catrevage (Grupo Andanças e SESC Caruaru – Caruaru)
Convidando o público a ter um novo olhar crítico sobre as formas, o espetáculo de dança contemporânea faz um mergulho na vida de Mestre Galdino, considerado o grande artesão das figuras carrantescas do Nordeste, com o surrel concretizado nas suas obras.
50 min. l Indicação: livre.
Coreografia e direção: Benício Júnior. Elenco: Cirlanny Nascimento, Dayane Mendonça, Edson Araújo, Edwedja de Lima, Leandro Carlos, Leonardo Dornelles, Márcio Freitas, Rosa Amorim, Rosbergg Adonay e Wexiza Ferreira.

Dia 28 l sexta l 20h l Teatro Rui Limeira Rosal/SESC Caruaru l R$ 10 (preço único promocional)
Barrela (Trup – As Crias de Mãe Júlia e SESC Caruaru – Caruaru)
Seis presos habitam uma cela e, entre acusações, vão revelando seus passados tortuosos e a agressividade do presente, até que um recém chegado no local imprime uma nova conotação à ação dramática, pontuada pelo tragicômico.
1h10 l Indicação: 16 anos.
Texto: Plínio Marcos. Direção: Moisés Gonçalves. Músico: Sérgio Félix. Elenco: Alice Guilherme, Ary Augusto, ¬¬¬Beto Aragão, Bob Gomes, Ítalo Martins, Izaquiel Santierry, Isaac Gonzaga, Marcos Mercury, Gutemberg Andrade, Ramatis Nepomuceno e Sebastião Santos.

Dias 29 e 30 l sábado e domingo l 16h30 l Teatro Rui Limeira Rosal/SESC Caruaru l R$ 10 (preço único promocional)
A Canção de Assis (Grupo de Teatro Cena Aberta e SESC Caruaru – Caruaru)
Com trilha sonora executada ao vivo, a poética montagem conta a trajetória de um garoto e um burrinho abandonados que só se deparam com o preconceito e a ganância de maldosos, mas o encontro com o jovem Francisco de Assis, que conversa com animais, vai dar-lhes alegria e fé na caminhada.
1h10 l Indicação: livre.
Texto: Júlio Fischer. Direção: Moisés Gonçalves. Músicos: Adriana Sales, Sérgio Félix e Matheus Ferraz. Elenco: César Lira, Édson Barros, Gutemberg Andrade, Meury Kelme, Rafaela Moura, Ramatis Nepomuceno, Rhamon Vieira, Rosberg Adonay e Vânia Patrício.

Dias 29 e 30 l sábado e domingo l 20h l Teatro Rui Limeira Rosal/SESC Caruaru l R$ 10 (preço único promocional)
Solteira, Casada, Viúva, Divorciada (Môllins Produções – Caruaru)
Comédia dramática que aborda o universo feminino através de quatro personagens, uma telefonista de auto-ajuda, uma viúva traída, uma ré julgada por crimes hediondos e uma atriz decadente e divorciada, todas sofrendo do mesmo mal: a solidão humana.
1h40 l Indicação: 14 anos.
Texto: Noemi Marinho, Maria Adelaide Amaral, Luiz Arthur Nunes e Regiana Antonini. Direção: Aluízio Guimarães. Elenco: Maria Alves.

17º JANEIRO DE GRANDES ESPETÁCULOS
ATIVIDADES EXTRAS

LANÇAMENTO DE LIVROS

Janeiro de Grandes Espetáculos – Origem e Perspectivas
Dia 12 l quarta l 19h l Teatro de Santa Isabel l R$ 30,00
Escrito por Romildo Moreira, o livro recebeu patrocínio parcial do Banco do Nordeste do Brasil (BNB). A obra descreve a trajetória do projeto Janeiro de Grandes Espetáculos, desde a sua origem na Fundação de Cultura Cidade do Recife e transferência para a Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco, até o formato em que é realizado nos dias atuais. Com característica de livro de arte, ilustrado com 150 fotos, o trabalho apresenta um registro significativo da produção das artes cênicas pernambucanas de 1995 a 2010, incluindo ainda os eventos complementares, como cursos, seminários, oficinas, debates e mostras paralelas.

Cinema, Alguns Leões Falam e Vilarejo do Peixe Vermelho
Dia 15 l sábado l 23h l Espaço MUDA (Rua do Lima, 280 – Santo Amaro. Tel. 3032 1347) l R$ 20,00 (cada um dos três exemplares)
O diretor e dramaturgo Anderson Aníbal, da Cia. Clara de Teatro, de Belo Horizonte, vem lançar os livros com os textos dos espetáculos Cinema, Alguns Leões Falam (peça que integrou a programação deste evento em 2009) e Vilarejo do Peixe Vermelho. As publicações apresentam também curiosidades sobre o processo criativo de cada montagem e textos com observações de teatrólogos convidados.

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Curta Teatro Especial

Espaço MUDA (Rua do Lima, 280 – Santo Amaro. Tel. 3032 1347) l Entrada franca
Cineastas pernambucanos são convidados a dirigir atores de teatro numa encenação de até 15 minutos. O projeto tem idealização dos atores Sandra Possani e Kleber Lourenço com o cineasta Pedro Severien.
Dia 13 l quinta l 23h l Ópera de Martino l Direção: Valdir Oliveira
Dia 20 l quinta l 23h l a minha vaidade quer l Direção: Pablo Polo
Dia 27 l quinta l 23h l Mamãe Comeu Minha Vida l Direção: Kátia Mesel

LEITURA DRAMÁTICA

As Fenícias
Dia 17 l segunda l 19h l Teatro Arraial l Entrada franca
Escrita por volta de 411 a.C., esta tragédia grega conta uma outra versão para a história de maldição da família de Édipo, que tem quatro filhos com a própria mãe sem saber de sua desventura.
1h30 l Indicação: livre.
Texto: Eurípides. Direção: Albemar Araújo. Elenco: Ivonete Melo, Carmelita Pereira, Regina Carmem, Didha Pereira, Eduardo Filho, Normando Roberto Santos, Albemar Araújo e Emmanuel David d’Lúcard.


PALESTRAS

ABRAMUS: A Importância do Direito Autoral para o Teatro
Dia 17 l segunda l 17h l Centro Cultural Correios (Av. Marquês de Olinda, 262 – Recife Antigo) l Entrada franca
Palestrante: Guilherme Amaral (RJ), supervisor do Departamento de Teatro & Dança da ABRAMUS (Associação Brasileira de Música e Artes).

As Artes Cênicas a Partir da Perspectiva das Indústrias Criativas
Dia 21 l sexta l 15h l Centro Cultural Correios (Av. Marquês de Olinda, 262 – Recife Antigo) l Entrada franca
Palestrante: Marcelo Castillo (Argentina), produtor do Mercado das Artes Cênicas de Córdoba e diretor do Núcleo Córdoba da Rede de Promotores Culturais da América Latina e do Caribe (La Red).

Hécuba no Século XXI: Os Desafios da Tragédia Grega
Dia 23 l domingo l 15h l Centro Cultural Correios (Av. Marquês de Olinda, 262 – Recife Antigo) l Entrada franca
Palestrante: Cláudio Medeiros (EUA), Doutor em Teatro pela Universidade da Califórnia e professor do Departamento de Teatro da Universidade Middlebury College, com pesquisa sobre a tragédia grega.

SEMINÁRIO

Políticas, Planos e Editais para a Dança (Projeto Plataforma Itinerante – Movimento Dança Recife)
Dias 18 e 19 l terça e quarta l 09 às 12h e das 14 às 17 l Centro Cultural Correios (Av. Marquês de Olinda, 262 – Recife Antigo) l Entrada franca


DEBATES SOBRE OS ESPETÁCULOS LOCAIS QUE INTEGRAM A PROGRAMAÇÃO

TEATRO
CHAT, A Revolta dos Brinquedos, Improvável, Odemar, Madleia + ou – Doida, Reprilhadas e Entralhofas – Um Concerto para Acabar com a Tristeza, Solteira, Casada, Viúva, Divorciada e O Santo e a Porca
Dia 23 l domingo l 10h l Centro Cultural Correios (Av. Marquês de Olinda, 262 – Recife Antigo) l Entrada franca
Mediador: Romildo Moreira. Debatedores: Luiz Felipe Botelho e Marianne Consentino (SC)

DANÇA
Em Caixa, O Frevo. É Teu?, Silêncio e Guarda Sonhos
Dia 23 l domingo l 10h l Centro Cultural Correios (Av. Marquês de Olinda, 262 – Recife Antigo) l Entrada franca
Mediador: Leidson Ferraz. Debatedores: Olívia Mindelo e Letícia Damasceno (RJ)

TEATRO
Palhaços em ConSerto, Minha Cidade, A Visita da Velha Senhora, Senhora dos Afogados, Um Rito de Mães, Rosas e Sangue, Um Torto, Cordel do Amor Sem Fim e O Acidente
Dia 30 l domingo l 10h l Centro Cultural Correios (Av. Marquês de Olinda, 262 – Recife Antigo) l Entrada franca
Mediador: Leidson Ferraz. Debatedores: Luiz Felipe Botelho e Marianne Consentino (SC)

TEATRO
Lágrimas de um Guarda-Chuva, O Amor de Clotilde por um Certo Leandro Dantas, A Peleja da Mãe nas Terras do Senhor do Açúcar, O Fio Mágico, Os Fuzis da Senhora Carrar, No Meio da Noite Escura Tem um Pé de Maravilha, Quadrilha – Um Romance Sertanejo e Quase Sólidos
Dia 31 l segunda l 19h l Centro Cultural Correios (Av. Marquês de Olinda, 262 – Recife Antigo) l Entrada franca
Mediador: Romildo Moreira. Debatedores: Luiz Felipe Botelho e Marianne Consentino (SC)

DANÇA
Lua Cambará, Real/Duplo, Palavra Úmida e Travessia
Dia 31 l segunda l 19h l Centro Cultural Correios (Av. Marquês de Olinda, 262 – Recife Antigo) l Entrada franca
Mediador: Leidson Ferraz. Olívia Mindelo e Letícia Damasceno (RJ)


OFICINAS

Informações e inscrições no SATED/PE (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão do Estado de Pernambuco – Casa da Cultura, Raio Oeste, 2º andar. Tel. 3424 3133).

Iniciação à Interpretação (José Pimentel)
De 17 a 21 e de 24 a 28 l segunda a sexta l 14 às 17h
Teatro Apolo (1ª semana) e Teatro Arraial (2ª semana)
30 vagas l R$ 30,00

Textos Teatrais e Representações: a Construção da Teatralidade (Eberto García Abreu/Cuba)
De 17 a 21 l segunda a sexta l 09 às 12h
Centro Cultural Correios (Av. Marquês de Olinda, 262 – Recife Antigo) l 20 vagas l R$ 30,00

Trançados Musculares – Saúde Corporal e Ensino do Frevo (Valéria Vicente e Kiram/Giordani Gorki)
De 17 a 21 l segunda a sexta l 18 às 22h ou de 24 a 28 l segunda a sexta l 14 às 18h
Torre Malakoff (Bairro do Recife) l 20 vagas por cada período l Gratuita

Além de Stanislavski (Cláudio Medeiros/EUA)
Dias 21 e 24 l sexta e segunda l 9h30 às 12h30 e das 14 às 17h
Dia 25 l terça l 10 às 13h
Sala de Dança do Teatro de Santa Isabel l 20 vagas l R$ 30,00

Caio Fernando Abreu e Morangos Mofados: O Teatro Sem Prazo de Validade (Luciano Alabarse/RS)
De 26 a 29 l quarta a sábado l 10h às 13h
Teatro Arraial l 20 vagas l R$ 30,00
* É necessário participar de uma seleção no dia 22 l sábado l a partir das 10h30 l Recife Praia Hotel (Pina). O horário do teste de cada inscrito será agendado no dia da inscrição. Cada participante deverá preparar uma cena de dois parágrafos a partir de qualquer trecho do livro Morangos Mofados, de Caio Fernando Abreu.

Circo Godot – Iniciação de Técnicas Circenses (Damiano Massaccesi/Itália)
De 24 a 28 l segunda a sexta l 14 às 17h
Espaço Experimental (Rua Tomazina, s/n, 1º andar – Recife Antigo) l 20 vagas l R$ 30,00


CONCLUSÃO DE OFICINA

Espetáculo de Conclusão da Oficina de Iniciação à Interpretação, com José Pimentel
Dia 28 l sexta l 19h l Teatro Arraial l Entrada franca


PROJETOS SOCIAS

Mostra Teatro Presente

Ser Tão Só... (Balé Chegança)
Dia 23 l domingo l 19h l Teatro Arraial l 45 min. l Entrada franca
O espetáculo revela a difícil labuta de quem mora no sertão e suas expectativas por uma vida melhor, ressaltando a fé do povo, a esperança de chuva, além da alegria sempre presente nos folguedos populares.

Coreografia e direção: Diorge Santos. Preparação corporal: Joelma Tavares. Produção executiva: Genivaldo Francisco. Elenco: 15 jovens artistas do Movimento Cultural Fazendo Arte, de San Martim.

Strega (Projeto Lugar Comum)
Dia 21 l sexta l 19h l Teatro Marco Camarotti l 45 min. l Entrada franca
Abordando questões como o preconceito e o autoritarismo, a peça trata das distâncias e aproximações entre o “ser” e o “parecer” a partir de uma interação lúdica com a plateia e tendo como referencial a história de um lugar onde pessoas desaparecem.

Criação coletiva. Direção: Andrêzza Alves. Elenco: Andresa Andrade, Caroline França, Claudiana Santos, Flávia Fernanda, Gabriela Fagundes, Osvaldo Mendes e Rafaela Fagundes. A equipe integra o Projeto Lugar Comum, realizado pelo Ponto de Cultura Maracatu Piaba de Ouro, com incentivo do Pacto Pela Vida.


Mostra de Coreografias do Projeto Juventude em Expressão, realizado pelo Grupo Experimental

Dia 21 l sexta l 20h30 l Teatro Barreto Júnior l Entrada franca
Resultado do Projeto Juventude em Expressão, incentivado pela Secretaria da Juventude e Emprego, que atendeu treze comunidades da Região Metropolitana do Recife com aulas de dança contemporânea, entre elas, Ibura (UR-6/UR-2), Pina e Ponte dos Carvalhos, além da apresentação especial do Núcleo de Formação em Dança do Grupo Experimental.

Coreógrafos: Daniel Silva, Januária Finizola e Patrícia Cruz. Direção: Mônica Lira. Assistente de direção: Helijane Rocha

PROGRAMAÇÃO PARALELA

Mostra Grão Comum no Espaço MUDA
O Coletivo Grão Comum apresenta o seu repertório de espetáculos no Espaço MUDA (Rua do Lima, 280 – Santo Amaro. Tel. 3032 1347). São quatro monólogos nos quais cada artista elaborou uma criação própria a partir das referências estéticas, filosóficas, poéticas e técnicas de sua carreira. O evento conta ainda com a exposição fotográfica Grão Comum, de Juan Guimarães.

Dia 11 l terça l 22h l Delicado (com Daniel Barros) l R$ 10 (preço único promocional)
Dia 18 l terça l 22h l Abanoi – desse lado onde estás (com Júnior Aguiar) l R$ 10 (preço único promocional)
Dia 25 l terça l 22h l Mucurana – de mundo afora e história adentro (com Asaías Lira) l R$ 10 (preço único promocional)
Dia 01 de fevereiro l terça l 22h l MARéMUNDO (com Arthur Canavarro) l R$ 10 (preço único promocional)

Aniversário de 1 Ano do Espaço MUDA
Com música, apresentações de teatro e dança, abertura de exposição, inauguração da nova fachada e novidades no brechó.
Dia 19 l quarta l 20h l Entrada franca

Quarta Bela – Monólogos Femininos
Dia 26 l quarta l 22h30 l Espaço MUDA l Contribuição espontânea
Estreia deste projeto que apresenta cenas de três monólogos femininos com duração de 10 a 15 minutos de duração: Da Paz, com Luciana Pontual. Texto: Marcelino Freire. Direção: Jorge Clésio; Giorgia, com Hermínia Mendes. Texto: Igor Beltrão Castro de Assis, baseado nos contos Johann e Último Beijo de Amor, de Álvares de Azevedo. Direção: Jorge Féo; e Autônoma, com Hilda Torres. Texto: Hilda Torres, baseada em textos de Simone de Beauvoir. Direção: Jorge Clésio.


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PRÊMIO APACEPE DE TEATRO E DANÇA – ENTREGA E CONFRATERNIZAÇÃO
Dia 04 de fevereiro l sexta l 20h l Torre Malakoff (Bairro do Recife)

AVALIAÇÃO DO 17º JGE
Dia 09 de fevereiro l quarta l 19h l Teatro Arraial

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terça-feira, 30 de novembro de 2010

OLHARES CRÍTICOS - FRTN 2010

Por Valmir Santos e Daniel Schenker


Simplesmente eu, Clarice Lispector

Migrações da escrita, da fala e da escuta


Por Valmir Santos


Falar diretamente ao outro é sina na obra clariceana. Daí a frequência de monólogos no teatro que dão voz a personagens, narradores, relatos biográficos e autobiográficos sempre na esperança de construir a ponte até o espectador com o conhecido esmero com que a autora alcança o leitor no silêncio e nas turbulências da leitura. A atriz Beth Goulart conjuga a primeira pessoa em meio às tramas de "Simplesmente Eu, Clarice Lispector". Não basta transpor a palavra da página para a cena. É preciso mimetizar a carne e o verbo - para tocar à espiritualidade sublinhada nesse espetáculo autoral em seu sentido mais amplo, quando a escrita de cena corresponde às ambições estéticas e à visão de vida da intérprete e diretora.

Divisamos a persona de Beth Goulart, uma mediadora apaixonada de Clarice Lispector, à vontade no palco com suas Joanas, Loris, Anas e outras mulheres desse universo. O caminho é o da essencialidade. O espaço cênico comunica a ideia da página em branco, a parede de treliças ao fundo, como uma concha que guarda pérolas. Mistérios. Uma cadeira e um divã, cada um numa extremidade, equilibram a imagem do vazio. É nessa plataforma simbólica que sucedem os quadros em fusão, com a atriz retirando e devolvendo suas composições a esse papel preenchido, esvaziado, arremessado.

Para além da plasticidade sutil da cenografia (por Ronald Teixeira e Leobruno Gama) e do desenho de luz (por Maneco Quinderé), a alteridade vem manifestada por meio do gesto, da voz e do canto. São nessas partituras que a atriz projeta a musicalidade da encenação, notadamente no gesto alongado das mãos e no intento de caracterizar a fala real de Lispector: o sotaque pela ascendência ucraniana e a anomalia congênita pela língua presa. Eis o coração do problema do espetáculo.

Como sua matéria-prima é a palavra, e é do manejo dela que vinga a singularidade da linguagem da arte literária visitada, essa opção estorva. O sotaque acentuado, por si, aproxima do caricatural e subtrai clareza, desvia o espectador em vários momentos. A deficiência oral de Lispector também soa banalizada, um dado pessoal que a ficcionista evidentemente sublinhou na obra. Talvez merecesse citação, não a exposição obsessiva. A própria montagem contrasta essa escuta quando Goulart recua para a sua voz de intérprete – que é outra e é Goulart - e com ela encarna justo os instantes mais rituais como se espera do encontro teatral.

Em "Simplesmente Eu, Clarice Lispector", as palavras que acessam lugares e imaginários são as mesmas que nos distanciam na dicção, no modo de enunciá-las . O talento e a técnica de Beth Goulart nos transportam, sem dúvida. Um pouco mais de recuo do seu objeto do desejo a deixaria numa zona mais neutra e desenvolta para dançar e reverberar a mística clariceana com a mesma verdade com que nos dá a entender que a abraça.


Simplesmente Eu, Clarice Lispector


Aura de refinamento

Por Daniel Schenker

Uma tensão atravessa a interpretação de Beth Goulart no monólogo Simplesmente Eu, Clarice Lispector. Ao mesmo tempo em que seu trabalho tende a suscitar efeito algo hipnótico sobre o espectador, seduzido pela partitura suave da atriz, há uma proposta de composição que permanece em evidência, principalmente no que se refere à uma construção vocal que não se dissolve de modo orgânico ao longo da apresentação.


Uma tensão atravessa a interpretação de Beth Goulart no monólogo Simplesmente Eu, Clarice Lispector. Ao mesmo tempo em que seu trabalho tende a suscitar efeito algo hipnótico sobre o espectador, seduzido pela partitura suave da atriz, há uma proposta de composição que permanece em evidência, principalmente no que se refere à uma construção vocal que não se dissolve de modo orgânico ao longo da apresentação.

Beth Goulart busca a musicalidade das palavras, numa alternância de ritmo, volume e intensidade da voz na mesma frase que periga tangenciar o preciosismo. Mas não seria justo reduzir sua atuação a uma forma destituída de preenchimento. A atriz se apropria de Clarice Lispector, deseja atingir a alma sensível da personagem. Imprime uma aura de refinamento e evolui pelo espaço com a leveza de uma pluma, provocando no público uma agradável sensação de refrigério.

Seu registro interpretativo surge apoiado, em parte, no contraste entre uma composição mais carregada, utilizada na encarnação de Clarice, e a busca por uma naturalidade ao visitar o universo da escritora. Mas são nos momentos mais discretos que Beth Goulart potencializa sua presença. Ao abordar o sentido da obra de arte como procura pelo desconhecido, a atriz caminha até a frente do palco e estica o braço, como se quisesse tocar matéria impalpável, valorizando, sem incorrer na armadilha da ilustração, sua fala. Outro instante que merece destaque é aquele em que discorre, praticamente imóvel, sobre o desejo de ir ao encontro do que existe em si.

A cena proposta em Simplesmente Eu, Clarice Lispector, espetáculo que conta com supervisão de Amir Haddad, evidencia rigor e integração conceitual. Variações de branco e de bege imperam no palco, até que as cores mais fortes vão sendo, pouco a pouco, inseridas através de um objeto (um copo), de adereços de figurinos, de vestidos em tonalidades mais exuberantes e de uma iluminação que evolui da neutralidade das variações de claro (com espaço para certa nostalgia suscitada pelo sépia) para uma explosão de vermelho. Absolutamente entrosados, os componentes técnicos podem ser mencionados em seus valores individuais: a evocação do passado nos móveis e elementos que compõem a cenografia de Ronald Teixeira e Leobruno Gama, que traz ainda uma cortina de tiras de onde a atriz retira peças de roupa que parecem suspensas no ar, a classe e o bom gosto dos figurinos de Beth Filipecki, o choque entre o recorte do corpo e a amplidão do espaço propiciado pela iluminação de Maneco Quinderé e a trilha sonora, criada por Beth Goulart e composta por Alfredo Sertã, que procura traduzir a complexidade de sensações que dominavam Clarice Lispector. Uma artista captada no texto por meio do trânsito entre o divino e o cotidiano (oposição que resulta algo esquemática apenas no trecho em que responde a uma entrevista). Fascinada diante da descoberta do mundo, é engolida pela natureza sem deixar de se perceber integrada a ela, como fica explícito em toda a sequência tomada por imagens do Jardim Botânico.


Senhora dos Afogados


A busca da síntese através de Nelson Rodrigues

Por Daniel Schenker

Senhora dos Afogados vem exercendo fascínio sobre os encenadores brasileiros. Basta dizer que nos últimos anos o texto foi alvo de montagens de Antunes Filho, Zé Henrique de Paula e Ana Kfouri. Cada um desses espetáculos lançou um olhar diverso sobre a peça de Nelson Rodrigues e evidenciou um estágio nas pesquisas dos encenadores (a partitura vocal em Antunes, a inserção da música em Zé Henrique, a busca por um espaço não-convencional que potencialize a força do mar no texto, no caso de Ana). Agora, a Cênicas Cia. de Repertório, de Recife, mostra uma nova versão, a cargo do diretor Érico José, que investe numa cena despida de adereços e centrada na interpretação dos atores.

Senhora dos Afogados vem exercendo fascínio sobre os encenadores brasileiros. Basta dizer que nos últimos anos o texto foi alvo de montagens de Antunes Filho, Zé Henrique de Paula e Ana Kfouri. Cada um desses espetáculos lançou um olhar diverso sobre a peça de Nelson Rodrigues e evidenciou um estágio nas pesquisas dos encenadores (a partitura vocal em Antunes, a inserção da música em Zé Henrique, a busca por um espaço não-convencional que potencialize a força do mar no texto, no caso de Ana). Agora, a Cênicas Cia. de Repertório, de Recife, mostra uma nova versão, a cargo do diretor Érico José, que investe numa cena despida de adereços e centrada na interpretação dos atores.

Trata-se, sem dúvida, de uma proposta corajosa. O encenador insere relativamente poucos elementos (uma mesa, duas cadeiras, uma estrutura espelhada), impedindo que os atores utilizem objetos cenográficos como eventuais bengalas. No que se refere ao registro de atuação do elenco, cabe destacar um esforço em afastar os atores da declamação, da impostação, da intensidade forçada, da dramaticidade bombeada na voz. O resultado é irregular, com destaque para a atriz que interpreta Moema (no programa, os integrantes do elenco são apresentados em conjunto, sem identificação individual em relação às personagens).

Em todo caso, sobressai o cuidado de Érico José no que se pode denominar de uma procura pela síntese, evidenciada tanto na limpeza do espetáculo quanto na seleção das ações praticadas pelo elenco. O diretor faz com que os atores materializem fisicamente o jogo de espelhamento, central em Senhora dos Afogados: espelhamento entre mãe, Dona Eduarda, e filha, Moema, atadas por pulsões de morte, imperantes na família Drummond. Moema ambiciona o lugar de Eduarda ao lado do pai, Misael, e se mostra cada vez mais obcecada pelo desejo de eliminar a mãe.

Mas o desaparecimento de Eduarda não é suficiente para apagar a sombra dela sobre Moema, personagem destituída de uma existência autônoma. Não por acaso, as atrizes que interpretam Eduarda e Moema realizam movimentos em sincronia, como as mãos entrelaçadas numa das primeiras cenas da montagem ("As mãos – são elas que me unem à minha mãe", exclama Moema). O corpo é personagem relevante em Senhora dos Afogados, seja devido à força primitiva que ocasionalmente invade a cena, seja em virtude dos discretos gestos que sugerem a potência da sexualidade reprimida ("Moema, nós temos a loucura na carne", diz Paulo).

A austeridade desponta como nota comum nas principais escolhas do espetáculo. Os figurinos de Marcondes Lima recobrem os atores de tecidos lisos, em tons escuros e fechados, diferentemente do coro, que surge em cores mais vivas. A iluminação de Luciana Raposo valoriza o contraste entre claro/escuro, deixando parte dos rostos dos atores na penumbra, e recorta os espaços privados da casa da família Drummond onde se desenrolam os conflitos. A cenografia de George Cabral conta, além dos espaços privados demarcados com fita, com uma estrutura de dois andares menores que o palco que propiciam um afunilamento da ação. No último andar, o coro, num dado instante, observa, impassível, o desenrolar dos confrontos, lembrando a presença das divindades nas tragédias gregas – e como foram perdendo importância à medida que as personagens conquistaram poder de decisão sobre seus atos, deixando de ser fantoches nas mãos dos deuses. Em Senhora dos Afogados, as personagens não são comandadas por eles, mas permanecem inacabadas, encarceradas em suas próprias loucuras.


O Amor de Clotilde por um certo Leandro Dantas


A sedução do resultado imediato

Por Daniel Schenker

Até que ponto é possível se relacionar com o melodrama de outra forma que não através do riso? Ainda é viável para o espectador atual levar a sério e até se emocionar com folhetins repletos de exagerados golpes emocionais? As perguntas não visam a reduzir o alcance e a importância do humor – valendo lembrar, inclusive, divertidíssimas apropriações do melodrama (como a montagem do Núcleo Carioca de Teatro para A Maldição do Vale Negro, de Caio Fernando Abreu e Luiz Arthur Nunes, no final da década de 80, só para citar um exemplo) – e sim a lançar questões sobre os eventuais limites de um gênero de época nos dias de hoje.

Até que ponto é possível se relacionar com o melodrama de outra forma que não através do riso? Ainda é viável para o espectador atual levar a sério e até se emocionar com folhetins repletos de exagerados golpes emocionais? As perguntas não visam a reduzir o alcance e a importância do humor – valendo lembrar, inclusive, divertidíssimas apropriações do melodrama (como a montagem do Núcleo Carioca de Teatro para A Maldição do Vale Negro, de Caio Fernando Abreu e Luiz Arthur Nunes, no final da década de 80, só para citar um exemplo) – e sim a lançar questões sobre os eventuais limites de um gênero de época nos dias de hoje.

O Amor de Clotilde por um certo Leandro Dantas, montagem da Trupe Ensaia Aqui e Acolá inspirada no romance A Emparedada da Rua Nova, de Carneiro Vilela, ambiciona o riso da plateia. Ainda assim, a encenação dirigida por Jorge de Paula investe numa oscilação entre a comicidade e um registro que tangencia longinquamente o dramático, a julgar pelo clímax da história sobre uma jovem apaixonada por um bon vivant que sofre com a investida de um primo inescrupuloso.

Essa interessante alternância de tons, porém, não é preponderante no espetáculo, que busca uma graça de resultado direto junto ao público. O diretor Jorge de Paula (também integrante do elenco) não hesita em fazer concessões, marcadamente nos números que evocam filmes de sucesso (sejam melodramas românticos de diferentes épocas, como ...E o Vento Levou e Titanic, sejam clássicos que sobrevivem à passagem do tempo, como Psicose) e recorrem ao cancioneiro brega.

São citações desvinculadas do texto e da teatralidade da cena que banalizam o resultado de O Amor de Clotilde por um certo Leandro Dantas, na medida em que se constituem como barganha ao riso fácil do espectador. Nesses momentos, ao invés de brincar com clichês, a encenação revela filiação ao lugar-comum – por mais que o elenco execute com competência as coreografias e revele domínio sobre a evocação do melodrama, sem enveredar pela caricatura desmedida na relação com o texto.

Principal elemento da cenografia de Jorge de Paula, a cortina de teatro realça a sátira aos estereótipos da representação e os demais elementos (cubos, objetos em cores vibrantes) trazem à tona certo universo infanto-juvenil. O formato de arena de circo, onde se desenrola a maior parte das cenas, remete ao mundo do circo-teatro, somado às pequenas lâmpadas que emolduram a ribalta. Mas a iluminação de Sávio Uchôa acaba servindo mais às sequências feéricas escoradas numa sucessão de hits do que à lembrança de entretenimentos artesanais de décadas passadas. Os figurinos de Marcondes Lima são constituídos por expressivas sobreposições de panos em criações que não se limitam a um mero acúmulo de estampas.

Apesar das qualidades apontadas, O Amor de Clotilde por um certo Leandro Dantas abre mão de boa parte de suas especificidades em decorrência de uma cruzada em prol da interação imediata com a plateia.


A Farsa do Poder

A cena é do ator

Por Daniel Schenker


Numa época em que o teatro expande seus territórios e limites através da conexão com outras manifestações artísticas e, especialmente, da incorporação das ferramentas do multimídia, é saudável testemunhar iniciativas que defendem uma cena norteada a partir de uma busca pelo essencial – por uma noção de essencial entendida como síntese. O grupo Osfodidário, de João Pessoa, se vale de poucos elementos em A Farsa do Poder, livre adaptação da obra homônima de Racine Santos. Em cima de um tablado, erguido dentro da galeria de acesso ao metrô, os atores fazem seu trabalho contando "apenas" com o auxílio de máscaras e instrumentos musicais.

Numa época em que o teatro expande seus territórios e limites através da conexão com outras manifestações artísticas e, especialmente, da incorporação das ferramentas do multimídia, é saudável testemunhar iniciativas que defendem uma cena norteada a partir de uma busca pelo essencial – por uma noção de essencial entendida como síntese. O grupo Osfodidário, de João Pessoa, se vale de poucos elementos em A Farsa do Poder, livre adaptação da obra homônima de Racine Santos. Em cima de um tablado, erguido dentro da galeria de acesso ao metrô, os atores fazem seu trabalho contando "apenas" com o auxílio de máscaras e instrumentos musicais.

Há uma certa aparência de rascunho presente na montagem. Impressão verdadeira, evidenciada, por exemplo, nos figurinos, a cargo das atrizes Dudha Moreira e Fabíola Morais, compostos por uma malha-base preta e por adereços, dispostos como breves sugestões que resumem os personagens numa proposta estética que sinaliza opção pela simplicidade. E impressão falsa, na medida em que houve toda uma etapa de preparação prévia, detectada nas performances dos atores e na utilização precisa dos instrumentos no acompanhamento das cenas.

Numa montagem que não conta com aparatos visuais capazes de deslumbrar as retinas dos espectadores, os atores dominam o palco. O destaque à figura do ator, que se serve do texto para realizar o seu jogo junto ao público, pode remeter à commedia dell'arte. Filiados à tradição do cômico popular, os atores procuram interpretar no extremo – registro estimulado pelo próprio uso das máscaras, que cobrem metade dos rostos –, numa demonstração de potência (detectada através do gestual expansivo, da composição de vozes e da agilidade auxiliada pelos joelhos arqueados) que não deve ser confundida com mero histrionismo.

Infelizmente, a apresentação de A Farsa do Poder foi, em parte, prejudicada pela dispersão do som ambiente da galeria do metrô. Mesmo que o espetáculo tenha sido concebido para a rua, e que o elenco esteja acostumado a lidar com toda sorte de acasos de um ambiente sobre o qual não detém controle, não era fácil estabelecer sintonia com os atores em espaço tão destituído de possibilidade de concentração. Fica difícil saber se o fato de a graça se impor na segunda metade, quando os personagens se engajam na transformação de um cabaré em posto de saúde, se deve a uma irregularidade de texto e/ou da encenação ou se tão-somente a problemas relacionados ao espaço.

Ainda assim, cabe destacar a presença endiabrada de Thardelly Lima, como Ferreirinha. Na tarde da apresentação de sábado, a máscara do ator rompeu, obrigando-o a atuar sem ela durante o terço final da encenação. Talvez o ator tenha procurado compensar a falta da máscara através da expressão facial. Seja como for, o seu trabalho lembrou que o rosto do ator nunca pode permanecer relaxado por trás da máscara, por mais expressiva que esta seja. Não há, nesse sentido, transferência de funções.



Os Fuzis da Senhora Carrar

Questões de fala em Brecht

Por Daniel Schenker

Algumas das principais plataformas do teatro de Bertolt Brecht vêm à tona na montagem de João Denys para Os Fuzis da Senhora Carrar, especialmente no que se refere à relação entre público e espetáculo ambicionada pelo dramaturgo. Não por acaso, os atores sentam-se na primeira fileira como se fizessem parte da plateia e realçam falas e gestos com o provável intuito de sensibilizar os espectadores para determinadas questões caras a Brecht. A principal delas é a discussão centrada no contraste entre neutralidade e tomada de posição num contexto de guerra a partir de uma personagem como Teresa Carrar, que não mede esforços para evitar que seus filhos migrem para o front de batalha.


A qualidade de presença contundente dos atores/espectadores evidencia o modo como Brecht gostaria que o público assistisse às encenações de seus textos: munido de consciência crítica. Brecht não era exatamente contra a adesão emocional do espectador, contanto que esta não implicasse numa apreciação passiva, destituída de uma dimensão reflexiva. Para impedir que a plateia conferisse os espetáculos de maneira alienada, como que tomando como verdade a ficção apresentada, Brecht procurou colocar em prática mecanismos de distanciamento entre ator e personagem (não por acaso, o mesmo ator se desdobra, com frequência, em mais de uma personagem).


Por provável desejo de evidenciar fidelidade aos preceitos de Brecht, parte do elenco dessa dedicada encenação de Os Fuzis da Senhora Carrar sublinha com didatismo excessivo as palavras, investindo num contundente modo de dizer e incorrendo numa intensidade interpretativa (concentrada na voz) que soa artificial. Apesar do problema não acometer todos os integrantes do elenco (destaque para o bom trabalho de Roger Bravo), trata-se de uma tendência que cabe destacar para, quem sabe, ser reavaliada por diretor e atores.


Fiel a Brecht, o diretor João Denys revela os procedimentos teatrais, ao invés de ocultá-los, lembrando o espectador de sua condição de espectador e de sua presença no teatro. Não por acaso, o público vê Teresa Carrar esfregando pó na roupa, para torná-la envelhecida e atores levando uma jarra de água para uma personagem lavar as mãos num dado momento. O mecanismo de construção está propositadamente à mostra numa cena crua, composta por poucos elementos (mesa, cadeira, bancos, janela suspensa), dispostos sobre um tablado, todos em madeira clara. A constância da marcação frontal também pode ser vista como uma disposição que tende a favorecer o confronto do público com as palavras de Bertolt Brecht.

O Circo sem teto da lona furada dos bufões


Musicômicos


Por Valmir Santos


Em sua experiência com teatro para criança, a banda Dona Zefinha, de Fortaleza, une a vocação performática que lhe deu reconhecimento no palco à máscara universal do palhaço. A música rouba a cena, naturalmente, e libera os atores/cantores/tocadores para conciliar instrumento e voz com o espírito mambembe do artista popular centrado na expressão física – mínima que seja, no caso. O título enuncia uma imagem tão improvável quanto atraente: O Circo sem Teto da Lona Furada dos Bufões. Piada pronta ao quadrado quando a sessão do espetáculo é agendada para uma casa de 150 anos, de feições neoclássicas, caso do Teatro de Santa Isabel. E o quinteto, no entanto, supera a distância do palco frontal, encolhe a vastidão das frisas nas alturas e ganha sua plateia para uma relação mais entrosada do que a arquitetura supunha.


Dona Zefinha desfia um roteiro tão fuleiro quanto a rima pobre que emenda ou a comicidade que defende. Isso tem a ver com a crítica às condições do artista de circo no Nordeste, não é de hoje. Falam do lugar que conhecem. A aparente despretensão dá unidade ao projeto concebido e dirigido por Orlângelo Leal, também intérprete. Ele faz às vezes de um mestre de cerimônia que sampleia os chavões dos números e discursos tradicionais do circo. Esta arte é homenageada sem idealizações estilísticas. Antes, destaca a reverência e a irreverência ao remendo da lona e a coragem do palhaço em fazer rir independente das circunstâncias adversas da atividade escolhida ou muitas vezes hereditária.


Leal, Ângelo Márcio, Paulo Orlando, Joélia Braga e Samuel Furtado interagem com adultos acompanhantes com a mesma capacidade com que conquistam as crianças. Há alguns aspectos, porém, que merecem lapidar. Como exercitar a fundo a bufonaria que evoca no título. Ela ainda soa correta. Ou estruturar uma dramaturgia, um norte narrativo em que a musicalidade inerente ao gênero desenhasse espaços e tempos com mais autonomia. Alguns momentos acenam para isso, como o da bailarina travestida em seu vestido rosa, nariz de palhaço e sapatos agigantados na ponta dos pés, um tipo cômico daqueles que podem levar o braço teatral da Zefinha a evoluir para uma linguagem de traços cênicos mais sólidos e conversar com a música no mesmo nível. Música que, inclusive, abafa parte dos diálogos e causa ruídos, apesar (ou por causa) dos microfones individuais. Pela canja que deu nas cordas, sopros e gags, o núcleo cearense mostra potencialidades para aprimorar sua pesquisa no campo dos musicais para crianças de todas as idades e seguir fazendo da convergência a sua diferença.

Rebú

Orquestra de espasmos e espantos


Por Valmir Santos


No país que cultua a telenovela como poucos, a Companhia Teatro Independente, do Rio, esmera-se na pesquisa empenhada do melodrama. Rebú descortina todos os elementos constitutivos daquela expressão esparramada do popular, a toada sentimental e patética, o elogio do artifício escancarado diante de um espectador tangido pela contenda do bem contra o mal. Para começo de conversa, uma pergunta tão longa como aqueles gestos dos atores afins: como expor os mecanismos tipificados da interpretação e do texto, no limite do didatismo, sem macular a fruição do espectador que está ali para se deixar enredar, emocional e poeticamente, se assim os artistas o permitirem? A encenação e a dramaturgia respondem à empreitada com inteireza. Surpreende a segurança com que o núcleo de jovens artistas experimenta e atualiza esses recursos longevos estando apenas na sua segunda montagem – não por acaso, sucessora da verve rodriguiana que nutriu Cachorro!.


O rebuscamento das palavras, o exagero físico, o preto, o branco e a mistura deles, o cinza, dominantes na plasticidade dos figurinos, do cenário e do desenho de luz, tudo indica o protocolo melodramático cumprido à risca. E, no entanto, o autor Jô Bilac, o diretor Vinicius Arneiro e o quarto de atores encontram brechas entre as amarras pressupostas, vazam originalidades. Ao assumirem as regras do jogo, os criadores a subvertem com o binômio limpeza/clareza com que arquitetam essa história reconhecível em qualquer esquina do mundo. Uma peleja entre mulheres, esposa e cunhada, sob mediação aparvalhada do marido. E um ingrediente absurdo esquenta de vez essa intriga de inveja e perfídia: um bode de estimação. Essa figura, humanizada com requinte por Diego Becker - que dispensa a imitação e se dá a ver com a dissimulação dos homens de terno e gravata dito civilizados -, desestabiliza de vez as relações da peça, cria um estranhamento na recepção do público que percebe as convenções passionais com distanciamento. A natureza do conflito animal é redimensionada pela tensão do melodrama com o absurdo, e vice-versa, dotando a comédia de outras camadas.


Mas o grau de elaboração formal de Rebú renderia pouco se não contasse com um elenco comprometido com o processo. Carolina Pismel prima pela síntese com que encarna o reconhecível e o abjeto para encontrar com originalidade sua terceira via da mulher submissa e depois vingativa. É dela a voz mais bem resolvida. Seus pares evidenciam deficiência de articulação que fere o entendimento em certas passagens em palco italiano. Na sessão vista em São Paulo, o espaço cênico de poucos metros quadrados, circunscrito por refletores, propiciava ambiente de câmera que ampliava os efeitos de cena. Em Recife, tudo isso está sob o tablado e Julia Marini e Paulo Verlings se ressentem justo na travessia vocal desse vão. Senões compensados com afinco pelo conjunto de integrantes dessa orquestra de espasmos e espantos que sabe valorizar a música do silêncio equilibrada à trilha sinfônica nos transbordamentos do trágico e do cômico. Um espetáculo popular com erudição.


As Conchambranças de Quaderna

As peripécias de um irresistível Quaderna

Por Daniel Schenker

A intimidade de Inez Viana com o universo de Ariano Suassuna foi mais que decisiva para o ótimo resultado alcançado na montagem de As Conchambranças de Quaderna. A diretora somou elementos acertados. O principal deles: os painéis por trás dos quais as personagens surgem e desaparecem, recurso simples, mas eficiente e expressivo, que injeta agilidade à encenação.


Encontrar o tempo de humor foi uma preocupação da direção de Inez Viana, que procurou casar velocidade com colorido no modo de dizer os textos de Suassuna (Casamento com Cigano pelo Meio e A Caseira e a Catarina – O Processo do Diabo). Os atores encontram as necessárias agilidade e fluência. Formam um grupo surpreendentemente homogêneo, no qual se destaca Débora Lamm – e, logo em seguida, Leonardo Brício, Dani Barros e Ricardo Souzedo. Se cabe fazer alguma restrição às interpretações, esta se refere a uma certa constância em tentar extrair graça do contraste entre graves e agudos da voz.


Nada, porém, que nuble o rendimento satisfatório de todos, hábeis em projetar reações instantâneas no corpo, qualidade que potencializa as personagens de Ariano Suassuna, muito brasileiras na malícia de se multuplicar não só para alcançar os objetivos pretendidos, mas como forma de sobrevivência (em especial, Quaderna, protagonista de A Pedra do Reino). Pode-se, claro, traçar analogias entre Suassuna e o mundo da dramaturgia popular, valendo mencionar a galeria de criados de Molière e a recriação de Goldoni dos tipos da commedia dell`arte em Arlequim, Servidor de Dois Patrões. Os textos são bem vivos, sendo que o ritmo de Casamento com Cigano pelo Meio é ainda mais azeitado que o de A Caseira e a Catarina, que se alonga um pouco, apesar da figura do juiz ser absolutamente irresistível.


As Conchambranças de Quaderna lança um Brasil alegre como proposta estética. Num palco quase vazio, emoldurado por bandeiras e estandartes, surge a pequena mesa de Quaderna (cenografia de Nello Marrese). Variações de amarelo, laranja, rosa e vermelho, paleta harmônica escolhida para os figurinos (de Flavio Souza), preenchem a cena. A iluminação (de Renato Machado) transita entre a lembrança de um sertão solar (durante a maior parte do tempo) e a penumbra das romarias. A música, tocada ao vivo (direção musical de Marcelo Alonso Neves), realça o humor ao identificar os personagens por meio de sons específicos e produz uma atmosfera de romantismo e nostalgia.

Corte Seco

Montanha-russa

Por Valmir Santos

Quanto mais o teatro contemporâneo foge do drama, mais se aproxima dele (de outras formas). O discurso da cena pós-dramática, quando bem urdido, não deixa o espectador voltar para casa sem ser afetado por uma história. Não linear, estilhaçada, multiplicada, mas uma boa história. Caso das micronarrativas de Corte Seco, da Companhia Vértice de Teatro, do Rio de Janeiro. Em outras mãos, uma experiência como esta poderia se perder facilmente nas próprias encruzilhadas que propõe, tamanho os radicalismos envolvidos, a acumulação de metalinguagem, os desvios de toda ordem a que o público é cooptado. Sob direção de Christiane Jatahy e a pesquisa continuada que desenvolve há duas décadas, o espetáculo resulta bem fundamentado ao refutar a representação e conceber uma dramaturgia que fragmenta e expande sua territorialidade, conversa com o fluxo de consciência da literatura, o documentário do cinema e a vigilância ostensiva das câmeras de segurança. Delimitações do cotidiano, estímulos do imaginário.
Com a colaboração do autor e teatrólogo espanhol José Sanchis Sinisterra, influência decisiva na carreira de Jatahy, instaura-se uma ilha de edição à maneira do cinema e da televisão. Aqui, os planos, sequências e closes são determinados pelo acaso. A matéria-prima é a dramaturgia e suas noções retrabalhadas. Procedimentos aristotélicos, brechtianos e stanislavskianos, os matriciais, são revelados num ambiente de obra aberta. Supostamente aberta. "Alguém quer trocar de lugar comigo?", pergunta uma figura entre os seus e ao público, a certa altura. Verdades e versões são manipuladas pela marcação ao vivo da diretora ao microfone. Ela fica na lateral do palco com seus operadores de luz e trilha sonora, todos à vista e também contaminados pela intervenção na realidade costurada por dez atores tratados por nomes próprios em seus ires e vires, dentros e foras. Como as linhas de fita adesiva que riscam o tablado para lá e para cá. Ou na extrapolação do edifício teatral com imagens transmitidas da rua em frente.
São compassos para uma leve coreografia, uma dança das cadeiras correspondentes aos atos de narrar, dialogar, interiorizar, caracterizar, enfim, os verbos do ofício. Um fio de tramas soltas que se emendam lá pelas tantas. Intervalos ficcionais para os conflitos de um casal, de mãe e filha, de dois irmãos, de pai e filho, de memórias e rupturas em células familiares em que a partícula "se" surge instantânea ou retroativa para cutucar corações e mentes.
A presença de rostos conhecidos de telenovelas enriquece o sistema criativo que embaralha as máscaras, colocando-as, removendo-as. A mediação do vídeo dá pistas também de como o presente está preenchido por telas, essas janelas que sugam e levam a outros mundos como nas aventuras de Alice.
De todas as fronteiras borradas, a da interpretação é seu ponto frágil. Mesmo com a aparente dissolução de padrões reconhecíveis, em várias cenas o ator tem que dizer a que veio. Lida com conteúdos como abandono, perda, abuso infantil e sexualidade em meio ao forte recheio de humor e irreverência (a ponto de nos fazer imaginar que se o Asdrúbal Trouxe o Trombone estivesse na ativa, Hamilton Vaz Pereira e companhia enfrentariam formalismos do mesmo naipe). Alguns integrantes do elenco da Vértice demonstram pouca nuance. A gradação de estados alterados revela-se uma prisão caricatural do registro cÃ?mico quando o roteiro pressupõe abismos outros no meio do caminho. No conjunto, equilibra-se, mas a presença individual contrasta quem transita com mais desenvoltura na montanha-russa de Corte Seco.


O Fio Mágico


Bonecos ao sabor do tempo


Por Daniel Schenker


O teatro de bonecos é um terreno em expansão, cada vez mais exercitado a partir de diferentes perspectivas nos palcos brasileiros. Normalmente identificados com o campo infanto-juvenil, os bonecos vêm sendo utilizados na encenação de textos clássicos, a exemplo de Peer Gynt, de Ibsen, na versão da Cia. PeQuod, ou através da importação de determinadas técnicas, como a aquática, do Vietnã, praticada no recente Marina, do mesmo grupo. Diretores também demonstram preocupação crescente em promover a contracena entre atores, que tendem a despontar de maneira mais evidente em cena, e bonecos.
Uma das companhias de bonecos mais importantes do país, a Mão Molenga, de Pernambuco, apresenta agora O Fio Mágico, focando no público infanto-juvenil. Os atores aparecem exercendo a manipulação e portando máscaras brancas (como os expressivos rostos dos bonecos). Desdobram-se entre a criação de três idosas, encarregadas da narração da história, e os personagens da família de um menino que manipula a passagem do tempo com o objetivo de escapar dos instantes de sofrimento e antecipar os prazeres de outras fases da vida. Através dessa fábula, o grupo chama atenção para o risco de ver a vida passar, sem aproveitá-la intensamente.
Apesar da evidente seriedade do projeto, cabe fazer alguns reparos em O Fio Mágico. A composição das vozes sobressai de maneira nem sempre orgânica, em especial no que se refere ao monocórdio som estridente adotado para as narradoras idosas (ainda que, nos instantes de canto, o grupo procure extrair oportuno efeito cômico desse registro). A investida numa voz "exteriorizada" talvez possa, inclusive, ser atribuída como um problema frequente no teatro infanto-juvenil.
O texto de Carla Denise traz à tona questões relevantes sobre o tempo, mas fornece retratos um tanto convencionais das personagens. A mãe e a namorada/esposa da personagem principal são desenhadas como figuras tão-somente devotadas. A autora poderia ter optado por perfis passivos com o intuito de sublinhar a moral de uma determinada época (a história começa em 1908 e atravessa as duas Grandes Guerras), mas esta intenção não chega a sobressair na dramaturgia. Há breves informações, como a da vinda dos judeus para o Brasil para fugir do Holocausto (e a lembrança de Recife como pólo judaico), que não ganham desenvolvimento. A cenografia (direção de arte de Marcondes Lima) se revela mais expressiva na meia lua criada sobre a mesa, onde se desenrola a maior parte da ação, do que nos painéis de fundo ocasionalmente descortinados. A iluminação de Sávio Uchôa colore e a trilha sonora de Henrique Macedo embala a cena de uma montagem que, restrições à parte, dá provas do profissionalismo do Mão Molenga.


Comunicação a uma Academia

Austero, hierático, exasperante

Por Daniel Schenker

Desde a entrada do público, Comunicação a uma Academia evidencia características referentes a uma determinada proposta de teatro. Numa época em que os espetáculos procuram suprimir cada vez mais a distância entre palco e plateia através de um crescente questionamento da estrutura italiana convencional, essa encenação de Roberto Alvim propõe realçar o divórcio. Logo no início, um guarda de museu posiciona a corda que delimita uma separação entre plateia e obra de arte.
O distanciamento informa sobre a encenação de Roberto Alvim, à frente da companhia Club Noir, para Comunicação a uma Academia, de Franz Kafka. O diretor investe num tratamento austero e hierático, que exige considerável dose de esforço por parte do espectador. Esforço para não se dispersar diante de uma cena imersa na penumbra (belo trabalho de iluminação, a cargo do próprio Alvim) e centrada na interpretação de Juliana Galdino, que contrasta uma postura física retraída (através de movimentos lentos e controlados) com um arco vocal que transita entre a contenção e instantes de descontrole, sempre em registro grave. A atriz investe numa composição marcada e formalizada (realçada pelo figurino, de Danielle Cabral) que, porém, logo se torna orgânica.
A montagem confronta a plateia com uma noção de tempo mais exasperante que o vapt-vupt da contemporaneidade. Há uma notada aposta na imaginação do espectador, a julgar pela narração em off em cenas ambientadas na escuridão total. Ao mesmo tempo em que o público tende a se apropriar de maneira particular das palavras que escuta, a narração visa a suscitar efeito hipnótico. No teatro de Roberto Alvim, o importante não é "apenas" aquilo que se vê, mas também a imagem suprimida, tudo o que é interditado, como o contato direto com a obra no instante da visitação.

Savana Glacial

Presença líquida

Por Valmir Santos


Uma das portas de entrada para Savana Glacial é a do escritor diante de seu processo criativo. Jô Bilac, que passou pelo Festival Recife com Rebú (Companhia de Teatro Independente), deleita-se agora com a metalinguagem. Há um narrador insinuado, o intelectual enredado por personagens desbotados, inclinados mais a figuras tateando um roteiro, situações cumulativas que permitem ao espectador também palmilhar o seu caminho. Um labirinto simbolizado pela perda de memória recente de que padece a mulher central. O contexto estilhaça as noções de realidade e ficção: o ponto de vista dela inquire aqueles que a cercam, e estes tanto procuram guiá-la pelo imediato como são transformados em seres imaginários.
Arma-se um fluxo de inconsciência, vestígios para um thriller que está na cabeça do autor da peça, na cabeça do autor dentro da história, na cabeça da mulher em xeque, na cabeça do marido que a vela, na cabeça da vizinha tresloucada, na cabeça do motoboy implausível, o único dado não ilusório em seu macacão e capacete pretos, sujeito social intrometido no desenho das fantasias. Todas as paredes vêm abaixo, escancarando uma obra aberta cerebral que lembra o filme americano Quero ser John Malkovich e faz referência implícita à edição cinematográfica com flashback e fusões.
O caráter racional da trama não desbota o humor tão caro à obra emergente de Bilac. Convidado a integrar o projeto do núcleo Físico de Teatro, do Rio de Janeiro, ele fica à vontade para experimentar sem o compromisso de quem vai inventar a roda. Seus diálogos fruem mesmo em painel fragmentário.
A direção de Renato Carrera, por sua vez, traduz as sinapses dessa narrativa reforçando um papel mais ativo ao espectador. O principal recurso são os atores. Andreza Bittencourt, Camila Gama, Diogo Cardoso e Renato Livera ora preenchem ora esvaziam o espaço cênico, conforme sucedem os jogos mentais. E convencer por meio da não-representação é um desafio nem sempre superado no espetáculo.
O deslocamento corporal é pouco inspirado. Uma geometria de movimentos e gestos que aprisiona, apesar do arejamento coreográfico de um dueto a certa altura. O excerto da dança é, de fato, um interessante ponto de alívio. Faz par com a última cena, pausa delicada para o rumor do real que bate à porta. A mulher pede para o motoboy entrar. Ele, para ela sair.
Falta matiz à dicção. A estridência, no limite do grito, empobrece o registro de voz. O campo visual tem momentos de ostensão. A luz ganha tons carregados. Idem para a trilha, conarradora insistente. No conjunto, é como se, para dar corpo ao estranhamento dramatúrgico, fosse necessário acentuar as dissonâncias plásticas e sonoras quando equalizá-las, quem sabe, poderia ser uma das saídas. Essas escolhas esterilizam as emoções de um texto que tem suas janelas existenciais, fala da dor para a qual é imprescindível um estado de presença que Savana Glacial, o espetáculo, deixa derreter algumas vezes.

Memória da Cana

Garapa

Por Valmir Santos


Para todos os sinais machistas aos olhos de quem lê Nelson Rodrigues de chofre, não faltam entrelinhas para relativizá-los. Ao cotejar Álbum de Família com os estudos sociológicos de Gilberto Freyre, o Grupo Os Fofos Encenam, de São Paulo, beija a mão da figura do patriarca, o coronelismo arraigado na história do Brasil, ao mesmo tempo em que o põe a nu. Valoriza o poder de negociação da mulher por meio de Senhorinha, a esposa que serve ao marido canalha em Memória da Cana. É a personagem de Luciana Lyra quem vai puxar o cordão dessa travessia por cômodos e corredores da casa grande. Os óculos escuros com os quais ela passa boa parte do espetáculo, evitando ver o que lhe sabe nas entranhas, revelam subterrâneos da natureza humana, o plano primitivo não só no tabu do incesto, mas da imoralidade nas relações de exploração de classe que ainda pautam a contemporaneidade.
Não são apenas aqueles homens e mulheres que não estão em si, como dizem. Mas o lugar e o meio em que vivem: os tempos histórico, político, econômico e social. Os arquétipos freyrianos que encalçam a peça mítica de rodriguiana estão delineados de tal forma que essas perspectivas impregnam os objetos, os adereços, as cantigas e, sobretudo, o espaço cênico envolto pela planta que nomeia um dos ciclos vitais da formação e desenvolvimento do país, o da cana-de-açúcar, nele contida a contradição de abarcar trabalhadores rurais em condições análogas à escravidão.
Trata-se de uma intervenção vertical em Álbum de Família sem violentar sua estrutura trágica, o emparelhamento dos mitos gregos de Édipo e Electra, as obsessões amorosas de mãe/filho e pai/filha. Os abusos, mais uma vez, não são de ordem individual, tão somente, mas coletiva e comum ao cotidiano da propriedade ilhada, à margem da lei, desconectada da realidade.
"A árvore que vai ser cortada fica triste porque sabe que o cabo do machado é de madeira", ouve-se o provérbio a certa altura. Quando Senhorinha se dá conta ou simplesmente se espanta com a precipitação dos desejos e loucuras, no que parece uma nesga de consciência, já é tarde. A casa é desmanchada. No entorno, as ambientações cênica e sonora processam a tempestade, a voragem em que são metidas todas as figuras, inclusive as fantasmagóricas. Ocupando arquibancadas bifrontais, o espectador partilha nichos de cada um dos moradores ou recém-chegados. Súbito, ele tem seu ângulo de visão ampliado como se todos ocupassem o mesmo quarto, plateia e criadores. Rompe-se a condição de voyeur e o pacto agora é público, um corredor familiar. O ritual sincrético desce com a escuridão. E a catarse, com a luz de vela.
Já um dramaturgo destacado em sua geração na década que se vai, Newton Moreno soma Memória da Cana a Assombrações do Recife Velho com uma assinatura de direção segura, ousada e exercitada com distanciamento raro de se ver conjugado em dramaturgo que levam seus textos à cena. Impossível dissociar o espetáculo atual daquele de cinco anos atrás. A referência da cultura presente na biografia da maioria da equipe de criação, nascida em Pernambuco, é elaborada com sofisticação. Lyra, Carlos Ataíde, Katia Daher, Paulo de Pontes, Viviane Madureira e Marcelo Andrade (ainda corresponsável pelo cenário potente com Moreno) pesquisaram profundamente para atingir o sumo. Como a máquina que mói a cana e separa a garapa do bagaço. O caldo saboroso distribuído na fila de entrada da primeira sessão ocorrida na comunidade Nascedouro de Peixinhos. Uma noite encerrada sob o ritmo do Maracatu Estrela Brilhante, que fez participação especial durante a apresentação em que Nelson Rodrigues e Gilberto Freyre se deram as mãos para pensar poética e criticamente o seu país.

Mar me quer

Beliscar a ternura

Por Valmir Santos


A escrita de Mia Couto prima pela organicidade com que cria espaços simbólicos e neles assenta o leitor. Em Moçambique, ele é um interlocutor recorrente do teatro. Seus contos e romances têm boa acolhida nos palcos de outros países de língua portuguesa, sejam africanos ou ibero-americanos. O Festival Recife recebe A Outra Companhia de Teatro, um dos grupos residentes do Teatro Vila Velha, de Salvador, que transpõe para a cena a narrativa breve de mesmo nome: Mar me Quer. A adaptação e direção de Luiz Antônio Jr. consagram a musicalidade das palavras do autor ao duplicar as vozes dos personagens, Zeca Perpétuo e Luarmina, abrir transversais para cantigas populares e brincar com os gêneros, tempos e relatos da fábula.
Brincar é um verbo que não barateia. Ancora o jogo que demanda dos quatro atores atenção global na semiarena de espectadores que os envolve. Eddy Veríssimo, Luiz Buranga, Manuel Santiago e Roquildes Júnior demonstram sintonia nas mutações de papéis, no olho a olho da proximidade com o público, nas mutações do canto a capela, na miudeza da percussão sonora simultânea à ação e à narrativa. Dão a ver e ouvir que se apropriaram da pesquisa que enunciam.
Um desnível conjuntural na interpretação do texto e na incorporação de suas imagens, porém, arrefece a histórica de amor de estrutura e ritmo épicos – cantada e falada. A polifonia textual, espacial, temporal e interpretativa atinge tal grau de elaboração em Couto que parece imprescindível uma densidade existencial do elenco. Zeca Perpétuo, Luarmina e os redivivos Celestino e Agualberto transitam territórios presentes e antepassados, sabedorias de vida do velho à criança, de marcas do corpo e da alma que as atuações nem sempre correspondem tecnicamente.
Para além da mimese à qual recorrem com sutilezas, talvez coubesse aos atores/narradores aprofundar a figura do griô, a aura espiritual do mestre numa roda em que a memória é acessada por meio da oralidade. É mais complexo fazer isso dentro da corajosa proposta d'A Outra Companhia, em que outros níveis de escrituras estão em relevo. Aos signos verbal e corporal, preponderantes, somam-se os objetos não-convencionais transformados em instrumentos musicais ou materializados numa passagem ou outra; os dois aparelhos de rádio portátil que desenham espaçamento genial das palavras entre emissor e receptor; ou ainda a cena em que o espectador toma uma folha de papel em mãos para ler um trecho, momento em que a encenação promove um retorno coletivo ao livro como fonte seminal do projeto. Pois é também aqui que a ideia não se completa plenamente porque o ator transparece insegurança no ato da leitura de fora para dentro, não de dentro para fora justo na interação objetiva com o público.
De qualquer modo, o espetáculo desses artistas "belisca a ternura", como escreve Mia Couto, com uma faixa de vibração poética digna do universo do autor. Não é pouco.

Tomo suas mãos nas minhas

Das potências


Por Valmir Santos


No ano em que se completa um século e meio do nascimento de Anton Tchekhov ele provavelmente desconfiaria das boas intenções das efemérides. A ironia lhe foi companheira. E mesmo quando enamorado, segundo confessa no derramamento sentimental e demasiado humano assumido nas cartas que trocou com a mulher Olga Knipper nos últimos seis anos de vida. O tom intimista daquela correspondência serve à americana Carol Rocamara em Tomo suas mãos nas minhas, uma dramaturgia centrada nos diálogos escritos entre o final do século XIX e início do XX. As linhas lidas e ouvidas hoje compõem por si um drama que dá notícias do autor genial e do sistema teatral que gravitava à sua volta. Vida e arte são entretecidas em Tchekhov e Olga, como na relação deles com Constantin Stanislavski e Nemirovitch-Dantchenko, os criadores pilares do Teatro de Arte de Moscou citados com recorrência na peça interpretada por Roberto Bontempo e Miriam Freeland.
É adorável notar como o discurso amoroso vindo desde o ventre do ofício teatral pode mobilizar o espectador do século XXI, contrariando a percepção de que as implicações de escrever, dirigir ou atuar circunscrevem aos trabalhadores do teatro e seguidores afins e não interessariam ao público em geral. O Teatro de Santa Isabel ouviu espectadores soluçando na primeira sessão de domingo do Festival do Recife. A capacidade de afetar vem, primeiro, das palavras mediadas pelo casal de atores, também eles umbilicados por vida e arte na realidade, cúmplices de histórias sobre a paixão incondicional pelo palco. Detalhes dos processos de escrita e ensaio de A gaivota, Tio Vânia, As três irmãs e Jardim das Cerejeiras encaixam-se como luvas à narrativa epistolar.
Rocamara desliza um tanto para a curva padrão do típico roteiro biográfico hollywoodiano, o romance com desfecho trágico. Mas, felizmente, prevalece a tônica das cartas reveladoras de éticas pessoal e artística que soam urgentes em nossa época.
Diante desse material instigante, a direção de Leila Hipólito opta por caminhos convencionais. Bontempo e Freeland seguem à risca o estilo naturalista da representação, os semitons de voz. As atuações e a encenação conversam pouco com o leque de possibilidades da cena contemporânea, o pressuposto metateatral que o texto concede. Não como efeito utilitarista, mas com a naturalidade que a obra contém. Tchekhov e Olga estão apenas corretos, alinhados à marcação.
A cenografia (por Fernando Mello da Costa) sugere o espaço de trás do teatro, bastidores e camarins que viram os lugares ou hotéis onde o médico e dramaturgo passa em suas viagens. O desenho luz (Maneco Quinderé) é o elemento que ao menos se arrisca, com feixes que quebram a aura esmaecida.
Tomo suas mãos nas minhas é um projeto que cumpre modestamente o que se propõe. Reluz, por meio das cartas, o homem e a cultura de teatro que a Rússia, antiga União Soviética, legou ao mundo ocidental. No entanto, o espetáculo perde a chance de virar-se mais do avesso com os códigos de época, legítimos. Chance de aliar o potencial dos intérpretes, a emoção tchekhoviana e a vontade de pesquisa e experimento que orientou os homens e as mulheres que fizeram história no Teatro de Arte de Moscou. Um espetáculo que tem tudo nas mãos.