segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

16º Janeiro de Grandes Espetáculos
Histórias de Além Mar
REMO PRODUÇÕES ARTÍSTICAS & TEATRO MUNGANGA
O espetáculo retrata o período em que o jovem e ambicioso conde Maurício de Nassau, no século XVII, governou durante sete anos uma parte do Nordeste brasileiro, mas investe na metalinguagem e no bom humor para que a história possa ser revista de diferentes ângulos. A direção é de Cláudia Maoli e no elenco Andrêzza Alves, Júnior Aguiar, Arthur Canavarro, Marinho Falcão e Carlos Ferrera.










.

.

.

.

.

.

.

Fotos Antônio Rodrigues, para ver mais clique no endereço abaixo:

http://www.flickr.com/photos/arodrilho/sets/72157623052713785/detail/

Toni®ecife

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

XVI JANEIRO DE GRANDES ESPETÁCULOS
Realização: Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco (APACEPE)


Detalhes completos no site www.janeirodegrandesespetaculos.com ou (81) 3082 2830.

PROGRAMAÇÃO

Abertura Oficial - Dia 06 – quarta / 19h / Teatro de Santa Isabel
O Grande Inquisidor (Paulo de Castro Produções) - Dia 06 - quarta / 20h / R$ 15 e R$ 7,50 / Teatro de Santa Isabel

Dido e Eneas (Musicata Cia. de Arte & Departamento de Música da UFPE) - Dia 07 - quinta / 20h e dia 08 - sexta / 21h / R$ 30 e R$ 15 / Teatro de Santa Isabel

Greta Garbo Quem Diria... (Produtores Independentes) - Dias 08 e 09 - sexta e sábado / 19h / R$ 10 e R$ 5 / Teatro Apolo

Histórias de Além-Mar (Remo Produções Artísticas & Teatro Munganga) - Dia 9 - sábado / 17h / R$ 10 (preço único promocional) / Teatro Hermilo Borba Filho

5 Minutos Para Blackout (Acupe Grupo de Dança) - Dia 09 - sábado / 21h / R$ 15 e R$ 7,50 / Teatro de Santa Isabel

Sonho de Primavera (Chocolate Produções Artísticas) - Dias 10, 17, 24 e 31 - domingos / 10h / R$ 10 (preço único promocional) / Teatro do Parque

Pinóquio e Suas Desventuras (Cênicas Companhia de Repertório) - Dia 10 - domingo / 16h30 / R$ 10 (preço único promocional) / Teatro de Santa Isabel





FRIDA KAHLO viva la vida (Compañia de Uruguay / Uruguai) - Dias 10 e 11 - domingo e segunda / 19h / R$ 30 e R$ 15 / Teatro Marco Camarotti (Sesc de Santo Amaro)

Sons da África (Balé de Cultura Negra do Recife – Bacnaré) - Dia 12 - terça / 20h / R$ 20 e R$ 10 / Teatro de Santa Isabel

Teresa e o Aquário (Cia. Espaço em BRANCO / RS) - Dias 13 e 14 - quarta e quinta / 19h / R$ 10 e R$ 5 / Teatro Marco Camarotti (Sesc de Santo Amaro)

Arco-Íris, a Magia das Cores (Cia. Árabe Hannah Costa) - Dia 13 - quarta / 20h30 / R$ 15 e R$ 7,50 / Teatro de Santa Isabel

As Criadas... Malcriadas (Cia. Trupe do Barulho) - Dia 14 - quinta / 19h / R$ 20 e R$ 10 / Teatro do Parque

PLAYDOG (Centro de Formação e Pesquisa das Artes Cênicas Apolo-Hermilo – Projeto O Aprendiz Encena) - Dia 14 - quinta / 19h / R$ 10 e R$ 5 / Teatro Hermilo Borba Filho

De Cumpade Pra Cumpade (Jessier Quirino / PB) - Dia 14 - quinta / 20h30 / R$ 30 e R$ 15 / Teatro de Santa Isabel

De Dentro (Qualquer Um dos 2 Companhia de Dança / Petrolina) - Dia 15 - sexta / 19h / R$ 10 e R$ 5 / Teatro Apolo

Apareceu a Margarida (Cia. Trupe do Barulho) - Dia 15 - sexta / 19h / R$ 20 e R$ 10 / Teatro do Parque

Quarteto Para o Fim dos Tempos (Sopro Cia. de Dança / SP) - Dia 15 - sexta / 21h / R$ 20 e R$ 10 / Teatro de Santa Isabel

O Quebra Nozes (Ballet da Cidade do Recife) - Dia 16 - sábado / 19h / R$ 10 e R$ 5 / Teatro do Parque

Terapia de Ris(c)o – Por Uma Outra Via – Estudos Sobre a Violência 02 (Companhia S.A.I. – Setor de Áreas Isoladas / DF) - Dias 16 e 17 - sábado e domingo / 19h / R$ 10 e R$ 5 / Teatro Hermilo Borba Filho


Ágape / SENHA (Sopro Cia. de Dança / SP) - Dia 16 - sábado / 21h / R$ 20 e R$ 10 / Teatro de Santa Isabel

Peter Pan – Em Mais Uma Aventura na Terra do Nunca (Capibaribe Produções) - Dia 17 – domingo / 16h30 / R$ 10 (preço único promocional) / Teatro de Santa Isabel

Babau ou A Vida Desembestada do Homem que Tentou Engabelar a Morte (Mão Molenga Teatro de Bonecos) - Dias 17, 24 e 31 - domingos / 16h30 / R$ 10 e R$ 5 / Teatro Marco Camarotti (Sesc de Santo Amaro)

Chão (Xirê Jogodedança / RS) - Dia 18 - segunda / 19h / R$ 10 e R$ 5 / Teatro Marco Camarotti (Sesc de Santo Amaro)

Não Me Fales de Freddy Krueger (1,2 Na Dança – Mostra Internacional de Solos e Duos de Minas Gerais / MG) - Dia 19 - terça / 19h / R$ 10 (preço único promocional) / Teatro de Santa Isabel

Encruzilhada Hamlet (Cia. do Ator Nu) - Dia 19 - terça / 20h30 / R$ 10 e R$ 5 / Teatro Barreto Júnior

Invasão (ENTREtanto TEATRO / Portugal) - Dias 20 e 21 - quarta e quinta / 19h / R$ 20 e R$ 10 / Teatro Marco Camarotti (Sesc de Santo Amaro)

Suíte Afro-Recifense (Grupo Musical Korin Orishá) - Dia 20 - quarta / 20h30 / R$ 15 e R$ 7,50 / Teatro de Santa Isabel

Carícias (Remo Produções Artísticas) - Dia 21 - quinta / 19h / R$ 10 e R$ 5 / Teatro Hermilo Borba Filho

Miranda’s: Um Elogio a Carmen (Gonzaga Leal e Grupo Saracotia) - Dia 21 – quinta / 20h30 / R$ 20 e R$ 10 / Teatro de Santa Isabel

EGO-Tik (Ertza Dantza Garaikide Taldea / Espanha) - Dias 21 e 22 - quinta e sexta / 21h / R$ 20 e R$ 10 / Teatro Apolo

A Dona da História (Trup Errante & Pé Nu Palco Grupo de Teatro / Petrolina) - Dia 22 - sexta / 19h / R$ 10 e R$ 5 / Teatro Marco Camarotti (Sesc de Santo Amaro)



Chuva de Caju (Geraldo Maia) - Dia 22 - sexta / 21h / R$ 20 e R$ 10 / Teatro de Santa Isabel

Il Trasporto Umano (Circo in Bottiglia / Itália) - Dia 23 - sábado / 17h / R$ 10 (preço único promocional) / Teatro Apolo




Leve (Maria Agrelli e Renata Muniz) - Dia 23 - sábado / 19h / R$ 10 e R$ 5 / Teatro Hermilo Borba Filho




O Encontro de Capiba e Nelson Ferreira no Céu (Paulo de Castro Produções) - Dia 23 - sábado / 20h / R$ 30 e R$ 15 / Teatro de Santa Isabel

Começar a Terminar (Companhia Anjos Pornográficos / SP) - Dias 23 e 24 - sábado e domingo / 20h30 / Entrada franca / Teatro Barreto Júnior

Entre (Hibridus / MG) - Dia 23 - sábado / 21h / R$ 10 e R$ 5 / Teatro Marco Camarotti (Sesc de Santo Amaro)

Guerreiros da Bagunça (Pedro Portugal) - Dia 24 - domingo / 16h30 / R$ 10 (preço único promocional) / Teatro de Santa Isabel



Sobre Um Paroquiano (Compassos Cia. de Danças) - Dia 24 - domingo / 19h / R$ 10 e R$ 5 / Teatro Hermilo Borba Filho

Por Um Fio Em Lã (Juan Guimarães) - Dia 24 - domingo / 20h30 / R$ 10 e R$ 5 / Teatro Apolo

Meu Grito de Dor (Coletivo Dois Contemporâneo / MG) - Dia 26 - terça / 20h / R$ 5 (preço único promocional) / Teatro Armazém

A Visita (Teatro Invisível / Portugal) - Dias 28 e 29 - quinta e sexta / 20h / R$ 20 e R$ 10 / Teatro Marco Camarotti (Sesc de Santo Amaro)

O Púcaro Búlgaro (Idarte Produções Artísticas Ltda / RJ) - Dias 29 e 30 – sexta e sábado / 21h / R$ 20 e R$ 10 / Teatro de Santa Isabel

Historinhas de Dentro (Grupo Teatral Quadro de Cena) - Dia 31 - domingo / 10h / R$ 10 (preço único promocional) / Teatro de Santa Isabel

Outra Vez, Era Uma Vez... (Companhia Fiandeiros de Teatro) - Dia 31 - domingo / 16h30 / R$ 10 (preço único promocional) / Teatro de Santa Isabel


**********

PROJETOS SOCIAIS

Cruzamentos - Dia 08 - sexta / 19h / Entrada franca / Teatro do Parque (Projeto Núcleo de Dança na Comunidade, do Grupo Experimental)

Teatro em Comum: Mostra de Teatro Presente (Centro de Diversidade Cultural Teatro Armazém):
Dia 07 - quinta / 19h / Entrada franca / Teatro Armazém
Memórias (Núcleo do Pilar) e Ainda Há Cristais nas Flores de Sal (Núcleo de Santo Amaro)
Dia 08 - sexta / 19h / Entrada franca / Nascedouro de Peixinhos
Além das Margens (Núcleo de Peixinhos) e entrEMundos (Núcleo de Nova Descoberta)
Dia 09 - sábado / 18h / Entrada franca / Teatro Barreto Júnior
Desejo de Desejo (Núcleo do Ibura) e Além das Margens (Núcleo de Peixinhos)
Dia 10 - domingo / 15h / Entrada franca / Teatro Barreto Júnior
entrEMundos (Núcleo de Nova Descoberta) e Ainda Há Cristais nas Flores de Sal (Núcleo de Santo Amaro)
Dia 10 - domingo / 19h / Entrada franca / Teatro Barreto Júnior
Em Torno da Mente (Núcleo de Brasília Teimosa) e Memórias (Núcleo do Pilar)
Dia 11 - segunda / 19h / Entrada franca / Escola João Emerenciano (Ibura)
Desejo de Desejo (Núcleo do Ibura)
Dia 14 - quinta / 19h / Entrada franca / Teatro Barreto Júnior
Em Torno da Mente (Núcleo de Brasília Teimosa)
Dia 17 - domingo / 18h / R$ 5 (preço único promocional) / Teatro Barreto Júnior
Três Compassos (Ária Social / Jaboatão dos Guararapes)

****

INTERVENÇÕES URBANAS

Eu Tava Passando e Resolvi Sair (Flávia Pinheiro) - Dia 20 - quarta / 10h / Entrada franca / Mercado de São José

As Partes do Todo (Patrícia Pina Cruz) - Dia 21 - quinta / 10h / Entrada franca / Casa da Cultura

Eu Tenho Autorização da Polícia Para Ficar Pelado Aqui (Couve-Flor Minicomunidade Artística Mundial / PR) - Dia 22 - sexta / 22h / Rua da Moeda e Dia 23 - sábado / 10h / Entrada franca / Rua da Imperatriz

Travessia (Hibridus / MG) - Dia 23 - sábado / 11h / Entrada franca / Rua da Imperatriz

Ação Cidade-Contínua (Coletivo Dois Contemporâneo / MG) - Dia 24 - domingo / 10h / Entrada franca / Calçadão da Av. Boa Viagem (em frente ao Edf. Acaiaca)

**********

PROGRAMAÇÃO OLINDA
Em parceria com a Prefeitura Municipal de Olinda.

Guiomar, a Filha da Mãe (Companhia Pharcas Serthanejaz) - Dia 17 - domingo / 16h30 / Entrada franca / Praça do Carmo
Forró é Melhor (Sopro Cia. de Dança / SP) - Dia 17 - domingo / 18h / Entrada franca / Praça do Carmo

Chão (Xirê Jogodedança / RS) - Dia 22 - sexta / 16h / Entrada franca / Terreiro de Umbigada (Rua do Guadalupe, 380)

Abrolhos (Teatro dos Amadores de Olinda – TAO / Olinda) - Dia 23 – sábado / 16h30 / Entrada franca / Vila Olímpica (Rio Doce)

Intemperie (Ertza Dantza Garaikide Taldea / Espanha) - Dia 23 - sábado / 18h / Entrada franca / Vila Olímpica (Rio Doce)

Mercadores de Liberdade (Ifá-Rhadhá de Art’Negra / Olinda) - Dia 30 - sábado / 16h30 / Entrada franca / Lumiara Zumbi (Cidade Tabajara)


Il Trasporto Umano (Circo in Bottiglia / Itália) - Dia 30 - sábado / 18h / Entrada franca / Lumiara Zumbi (Cidade Tabajara)

*******

ATIVIDADES PARALELAS

LEITURAS DRAMÁTICAS

Antígona (Cia. de Teatro Omoiós) - Dia 11 - segunda / 19h / R$ 1 / Teatro Apolo

Prometeu Acorrentado (Grupo Teatral Quadro de Cena) - Dia 18 - segunda / 19h / R$ 1 / Teatro Apolo

As Troianas (Grupo MAGILUTH) - Dia 25 - segunda / 19h / R$ 1 / Teatro Apolo
Bululu – Histórias da Invenção do Mundo (Sérgio Gusmão) - Dia 30 - sábado / 19h / R$ 1 / Teatro Marco Camarotti (Sesc de Santo Amaro)

****

DEBATES SOBRE ESPETÁCULOS LOCAIS DA PROGRAMAÇÃO

Greta Garbo Quem Diria..., Peter Pan – Em Mais Uma Aventura na Terra do Nunca, Histórias de Além-Mar, Pinóquio e Suas Desventuras e PLAYDOG
Dia 17 - domingo / 11h / Entrada franca / Espaço Cultural Fiandeiros (Rua da Matriz, 46, 1º Andar – Boa Vista)

Encruzilhada Hamlet, Carícias, A Dona da História e Guerreiros da Bagunça
Dia 24 - domingo / 11h / Entrada franca / Espaço Cultural Fiandeiros (Rua da Matriz, 46, 1º Andar – Boa Vista)

5 Minutos Para Blackout, De Dentro, Leve, Por Um Fio Em Lã e Sobre Um Paroquiano
Dia 25 - segunda / 19h / Entrada franca / Espaço Compassos (Rua da Moeda, 93, 1° Andar – Bairro do Recife)

****

OFICINAS
Informações e inscrições no SATED (Sindicato dos Artistas – Casa da Cultura, Raio Oeste, 2° Andar. Tel. 3424 3133). Preço: R$ 30 (cada)

O Avesso da Cena – Oficina de Produção e Gestão Cultural (Romulo Avelar/MG) - De 13 a 16 / 14 às 18h / Sesc de Santo Amaro

Iniciação à Interpretação (José Pimentel) - De 11 a 15 e de 18 a 22 / 14 às 17h / Teatro Armazém

Taller de Creación – Oficina de Criação em Dança Contemporânea (Asier Zabaleta/Espanha) - De 15 a 18 / 10 às 14h / Sala de dança do Santa Isabel

****************

ATIVIDADES EXTRAS

Lançamento do livro “O Avesso da Cena – notas sobre produção e gestão cultural”, do produtor e gestor cultural Romulo Avelar (MG) - Dia 15 - sexta / 19h / Sesc de Santo Amaro / Valor: R$ 58
Lançamento da trilha sonora de “Leve”, criação de Isaar - Dia 23 - sábado / Após apresentação do espetáculo / Valor: R$ 5.

Conclusão da Oficina de Iniciação à Interpretação, com José Pimentel - Dia 22 - sexta / 19h / Entrada franca / Teatro Armazém

Exposição Memórias da Cena Pernambucana - De 12 a 31 / Entrada franca / Teatro do Parque

Seminário Dança e Economia Solidária – Preparatório para o Seminário Economia da Dança/Pernambuco
Dia 16 – sábado / 9 às 12h e 14 às 17h / Sesc de Santo Amaro / Inscrições prévias no site www.dancarecife.net

*************

Prestigie! Abração, Leidson Ferraz (81) 3222 0025 / 9292 1316.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Selecionados Pernambucanos do Prêmio de Teatro Myriam Muniz 2009


O projeto "Senhora dos Afogados" da Cênicas Cia de Repertório com direção de Érico José, foi contemplado no Prêmio de Teatro Miryam Muniz 2009, conforme resultado publicado no Diário Oficial da União. Segue abaixo os selecionados de Pernambucanos:

40.000 1339 Mostra 2010 de Teatro em Tuparetama - Tárcio José de Oliveira Silva - Tuparetama PE
40.000 1551 Pça Teatral - Mostra de Teatro de Rua em PE - Hipnos Companhia das Artes - Recife PE
40.000 1833 O Auto da Compadecida - Teatro Experimental de Arte - TEA - Caruaru PE
40.000 780 Viva a Nau Catarineta nas R.da Mata Sul Pernambucana - Gr. da Gente - GRUDAGE - C. de S. Agostinho PE
40.000 549 A sambada do Boi de Chuva - Uma Empeleitada Ecológica - Uchôa Cavalcanti Ltda - Camaragige PE
80.000 1741 A Peleja da Mãe no País do Senhor do Açucar - Associação dos maracatus de Baque Solto de Pernambuco - Alinça PE
80.000 605 Guerreiras em Circuito de Guerra - ATMA das Artes Produção Cultural Ltda - Recife PE
80.000 1411 Senhora dos Afogados - Sonia R. N. Carvalho - J.Guararapes PE
80.000 263 Cantigas do Sol - D. Quixote de Cordel - Edgar J.R. Alburqueque ME - Recife PE
120.000 2046 A Visita da Velha Senhora - Taveira Belo Ltda - Galharufas Produções - Olinda PE
150.000 1855 Lágrimas de um Guarda-Chuva - Rec Prod. Associados Ltda. - Recife PE
Que venha 2010, salve Pernambuco!!!

domingo, 15 de novembro de 2009

XII Festival Recife do Teatro Nacional




Grupo Galpão abre o XII Festival Recife do Teatro Nacional

O XII Festival Recife do Teatro Nacional começa no dia 19/11, com apresentação do espetáculo Till, a Saga de um Herói Torto, peça de Luis Alberto de Abreu, montada pelo grupo mineiro Galpão. Como a idéia desta edição é dialogar com espaços públicos, Till será apresentado na Praça do Arsenal, às 19h, com espetáculo extra no dia 20/11, às 20h.
Fotos: Guto Muniz

Criado pela cultura popular alemã da Idade Média, Till é o típico anti-herói cheio de artimanhas e dotado de um irresistível charme. Um personagem que tem parentesco com outros tipos de várias culturas, que se assemelha muito ao nosso Macunaíma ou ao ibérico Pedro Malasartes.

Além de Till e uma infinidade de rústicos personagens medievais, a peça conta também a história de três cegos andarilhos que buscam a redenção, sonhando alcançar as torres de Jerusalém e salvar o Santo Sepulcro das mãos dos infiéis.

O Grupo Galpão tem patrocínio da PETROBRAS.


PROGRAMAÇÃO DO FESTIVAL
Encruzilhada Hamlet / Cia. do Ator Nu (PE)
20 e 21/11
Teatro Barreto Júnior 19h
Outra Vez, Era uma Vez... / Cia. Fiandeiros de Teatro (PE)
21 e 22/11 Teatro do Parque 16H30
In On It / Enrique Diaz Produções (RJ)
21 e 22/11 Teatro Apolo 21h
Carícias / Remo Produções Artísticas (PE)
22 e 23/11 Teatro Hermilo Borba Filho 19h
Vozes Dissonantes / Denise Stoklos (SP)
23/11 Teatro de Santa Isabel 21h
Mary Stuart / Denise Stoklos (RJ)
24/11 Teatro de Santa Isabel 21h
Playdog / Projeto O Aprendiz Encena (PE)
24 e 25/11 Teatro Hermilo Borba Filho 19h
A Mar Aberto / Coletivo Atores à Deriva (RN)
25 e 26/11 Teatro Barreto Júnior 19h
Réquiem / Cia. Lazzo (SP)
26 e 2711 Teatro Apolo 21h
Rainha[(s)] – Duas Atrizes em Busca de um Coração / Arquivo Produções Artísticas e Culturais Ltda. (SP)
27, 28 e 29/11 Teatro Hermilo Borba Filho 21h
Meire Love / Grupo Bagaceira de Teatro (CE)
27 e 28/11 Teatro Barreto Júnior 19h
Encantrago – Ver de Rosa um Ser Tão / Grupo Expressões Humanas e Teatro Vitrine (CE)
28 e 29/11 Teatro do Parque 19h e 21h30


PROGRAMAÇÃO DESCENTRALIZADA


Till, a Saga de um Herói Torto (MG)
Dia 19, às 19h e dia 20, às 20h Praça do Arsenal
Grupo: Galpão

Till, a Saga de um Herói Torto é uma peça de Luis Alberto de Abreu, montada pelo grupo mineiro Galpão. Criado pela cultura popular alemã da Idade Média, Till é o típico anti-herói cheio de artimanhas e dotado de um irresistível charme. Um personagem que tem parentesco com outros tipos de várias culturas, que se assemelha muito ao nosso Macunaíma ou ao ibérico Pedro Malasartes. Além de Till e uma infinidade de rústicos personagens medievais, a peça conta também a história de três cegos andarilhos que buscam a redenção, sonhando alcançar as torres de Jerusalém e salvar o Santo Sepulcro das mãos dos infiéis.

Miséria
Grupo: Oigalê
Sempre às 16h, nos dias e locais:
22 – Morro da Conceição
23 – Praça Nossa Senhora de Fátima – San Martin
24 – Praça Tertuliano Feitosa – Hipódromo
25 – Praça Arnaldo Assunção – Engenho do Meio
26 – Buraco da Gata – Três Carneiros
27 – Praça das Lavadeiras – Areias

A peça é uma farsa gaudéria livremente adaptada do clássico da commedia dell’arte “Arlequim, Servidor de Dois Amos” de Carlo Goldoni. O espetáculo acontece ao ar livre - teatro de rua - em parques, praças e ruas, com uma estrutura ágil e funcional de cenografia, figurinos coloridos e inspirados nas vestimentas gauchescas no final do século XIX mesclados com figurinos da commedia dell'arte.

Quixote
Grupo: Teatro que Roda
Sempre às 16h, nos dias e locais:
22 – Academia da Cidade – Joana Bezerra
23 – Praça Coronel Othon – Macaxeira
24 – Em frente ao CSU Afrânio Godoy – Alto Santa Terezinha
25 – Praça Presidente Kennedy – Jordão Alto
26 – Praça Barreto Campelo – Torre

O espetáculo sugere um novo olhar sobre a estrutura urbana e o universo cervantino, que coloca Quixote como uma voz que se projeta sobre a cidade, dizendo que é necessário o impossível. A lógica de invasão e ocupação que o grupo propõe combina duas ações fundamentais: a utilização do cavalo Rocinante, peça chave da construção do universo do cavaleiro andante, representado por um objeto (cenário móvel) e a ocupação de fachadas e vãos da cidade com a utilização de objetos cenográficos que têm a função de interferir no espaço. Desta forma, o espetáculo oferece para o público uma nova proposição de abordagem urbana e outras surpresas.

Baby Dolls
Grupo: Obscena
Sempre às 16h, nos dias e locais:
24 – Rua da Imperatriz - Boa Vista
25 – Pátio da Feira de Casa Amarela
26 – Praça Pinto Damásio – Várzea
27 – Terminal Integrado de Passageiros / Estação do Metrô – Barro
28 – Praça Nossa Senhora da Boa Viagem
Fruto da pesquisa realizada pela dramaturga Nina Caetano e pelas atrizes Lissandra Guimarães, Erica Vilhena e Joyce Malta, a peça Baby Dolls, que já se apresentou no FIT Rio Preto e na Manifestação Internacional da Performance, provoca interrupções no cotidiano dos transeuntes que, desavisados, se deparam com ela, no meio da rua. A partir de referências da arte contemporânea, como os procedimentos work in process, o conceito de corpo instalação e a obra de Artur Barrio, Baby Dolls discute a fabricação do modelo feminino presente na sociedade atual.

Atividades Paralelas


Seminário “Cenografias para um Teatro em Trânsito”, com a participação de José Carlos Serroni (SP), João Denys Araújo Leite (RN/PE), Marcondes Lima (PE) e Cláudio Lira (PE) – de 21 a 24 de novembro, das 10h às 12h, no Teatro Apolo.

Oficina “Reflexões sobre Cenografia e o Espaço Cênico”, com José Carlos Serroni (SP) – de 18 a 21 de novembro, das 14 às 18h, no Oi Kabum!.

Oficina de Cenotécnica, com Helvécio Alves Izabel (SP) – dias 17 e 18 de novembro, das 9h às 13h, e dia 19, das 8h às 16h, no Teatro Apolo.

Oficina de Sonoplastia, com Roberto Gill Camargo (SP) – de 25 a 27 de novembro, das 14h às 18h, na Sala de Dança do Teatro de Santa Isabel.

Oficina “Como se Fabrica uma Mulher?”, com a Cia. Obscena (Agrupamento Independente de Pesquisa Cênica-MG), propondo a produção de textualidades cênicas diversas por meio do desenvolvimento de relações com objetos, espaços, corpos e narrativas e de procedimentos de corpo instalação – de 25 a 27 de novembro, das 9h às 13h, no Espaço Compassos.

Inscrições gratuitas no Teatro Hermilo Borba Filho (Tel. 3232 2028).

Serviço

XIV Festival Recife do Teatro Nacional
De 19 a 29 de novembro

domingo, 4 de outubro de 2009

Cordel do Amor Sem Fim




Estréia no dia 8 de outubro, no Teatro Apolo, o espetáculo Cordel do Amor sem Fim. Com direção e produção de Samuel Manoel Santos e texto da escritora Cláudia Barral, Cordel... foi financiado com recursos do Funcultura/2008. Também integra a produção a Poste Soluções Luminosas, que até então desenvolveu soluções de iluminação para diversos espetáculos na cidade. O figurino é de Agrinez Melo, Música de Josias Albuquerque, direção de arte de Fernando Kehler.

A Trama

Cordel do Amor sem Fim se passa na cidade de Carinhanha, sertão baiano, às margens do Rio São Francisco, que de certa maneira é um dos personagens da trama. Na cidade vivem três irmãs – a velha Madalena, a misteriosa Carminha e a jovem e sonhadora Tereza –, por quem José é apaixonado. Drummondianamente, Carminha ama José, que ama Tereza que ama Antônio, um viajante por quem ela se apaixona no porto da cidade, no dia em que um almoço marcaria o pedido de casamento feito por José.

É a partir deste ponto que fica evidente como Carminha renova suas esperanças por José; e que Madalena, a mais velha, procura como pode evitar que Tereza viva de uma vã promessa, à espera no porto pela volta de Antônio. Madalena via no casamento da irmã a possibilidade de concretização de seus próprios sonhos não realizados

Toda a trama então se desenrola em função desse tempo de espera e de esperanças. Tereza é tocada por um desejo sem medida, que a faz viver todos os dias em função dele. A certa altura, ela afima: “o tempo é coisa que não tem medida”, o mesmo se diz do amor. A principal concepção que permeia o espetáculo é pensar o tempo, ou Cronos, o mais jovem dos Titãs da mitologia grega, como gerador e regedor das situações, daquilo que os personagens vivem em cena.

A Montagem

O diretor Samuel Santos optou por uma montagem enxuta, mas refinada. O cenário é mínimo, cada elemento em cena tem uma carga simbólica e funcionalidade definidas, que se integram. Essa simplicidade ressalta a presença e o trabalho do ator. Por causa dessa opção estética, a preparação do elenco lançou mão de diversos métodos.

Passando inicialmente pela leitura branca do texto e da análise do perfil psicológico dos personagens, a preparação incluiu técnicas de canto e voz, com fonoaudióloga e professor de canto. O apuro corporal foi um elemento fundamental pois foi ele que conduziu à incorporação dos personagens graças à formação de uma partitura física, dentro do sistema desenvolvido pelo diretor russo Michael Tchekov. Para isso, foram fundamentais as aulas de Tai Chi Chuan no sentido da incorporação de elementos orientais. O resultado é uma movimentação harmônica dos personagens, que em certos momentos da encenação se aproxima de uma dança articulada com a trama.

As diversas lnguagens e técnicas usadas para narrar de forma orgânica a dinâmica e a atmosfera da trama se apóiam nas possibilidades físicas desenvolvidas pelo elenco e em seu trabalho de pesquisa.

Como afirma Samuel Santos, trata-se de um espetáculo de influências, onde diversas referências norteiam a atuação dos atores – passando por fontes orientais, regionais nordetinas, africanas, ibéricas e que podem ser verificados na dança, no figurino, na iluminação e no cenário.

A procura de um uso orgânico para as múltiplas linguagens e técnicas resulta numa criação híbrida, “um amálgama de linguagens que faz a encenação não um espaço comum, mas um campo liberto e criativo”, afirma o diretor Samuel Santos.
O texto

Cordel do Amor Sem Fim é uma obra de uma jovem escritora baiana, Cláudia Barral, muito inspirada nos relatos que seu pai fazia sobre a cidade de Carinhanha. Embora o título possa remeter ao gênero cordel como praticado no Brasil, ou seja, rimado e metrificado, Cláudia baseou-se na tradição ibérica de dependurar em cordas livros, romances e peças de teatro para serem vendidas.

Ele é um texto de teatro que bebe na fonte do contemporâneo e transcende o cotidiano do tema proposto e o coloca em outra perspectiva: a da universalidade da relação e do sentimento no seu estado mais primitivo.

Formada em Interpretação Teatral pela Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia, Cláudia foi assistente de direção de João Falcão em “Cambaio”, musical de Chico Buarque e Edu Lobo em 2001. Neste mesmo ano recebeu o Prêmio Copene de Teatro na categoria melhor autor pelo texto “O Cego e o Louco”, encenada por Othon Bastos e Rogério Fróes, com direção de Gracindo Júnior – antes disso, o mesmo texto recebeu uma leitura dramática histórica por José Lewgoy.

Cordel do Amor Sem Fim foi premiado em terceiro lugar pelo Prêmio Funarte de Dramaturgia, em 2003.

O diretor

Samuel Manoel dos Santos é um velho conhecido dos palcos pernambucanos. Como ator de teatro, trabalhou em: ‘Peter Pan’ direção de Manoel Constantino, O Hipopocaré, direção de Carlos Carvalho, “Minha Infância Querida “ de Maria clara Machado, direção Carlos Sales, “ Concerto para Virgulino sem Orquestra “ de Vital Santos, “Memórias Póstumas de Brás Cubas “, de Machado de Assis”, “Dois Perdidos numa Noite Suja “, de Plínio Marcos com direção de Normando Roberto Santos dentre outros.

Como diretor, se notabilizou com o espetáculo “A Terra dos Meninos Pelados”, de Graciliano Ramos, em 2002; a montagem levou 9 prêmios no Janeiro de Grandes Espetáculos/2003. Samuel dirigiu também: “A Falecida” de Nelson Rodrigues , em 2000 e em 2003, montou o “Menino Minotauro”, de Luís Felipe Botelho”; “Minha Infância Querida”, de Maria Clara Machado, “São Bernardo”, de Graciliano Ramos; e o texto premiado pela FUNARTE em 2003, de sua autoria, “O Amor do Galo da Madrugada Pela Galinha D’Água” em 2006 onde ganha o premio de melhor espetáculo para infância no janeiro de grandes espetáculos.

Samuel foi ainda Melhor Diretor na categoria Teatro para a Infância pelo espetáculo “Historinhas de Dentro”, no prêmio Janeiro de Grandes Espetáculos 2009. Também recebeu o Prêmio Especial de Teatro para Crianças pela dramaturgia voltada para as crianças.

FICHA TÉCNICA

Texto - Claudia Barral
Encenaçao e cenografia - Samuel Santos
Figurino - Agrinez Melo
Iluminaço- O Poste Soluções Luminosas
Programaçao visual = Java aAraújo
Professor de Tai Chi Chuan - Mestre Manoel Francisco
Música - Josias Albuquerque
Direção de arte – Fernando Kehler

Elenco
AGRINEZ MELO (CARMINHA)
MONALIZE MENDONÇA (TEREZA)
NANA SODRÉ ( MADALENA E ANTONIO)
THOMAZ AQUINO ( JOSÉ)

Samuel Manoel dos Santos: 8835.6304
Luiz Carlos (ASCOM): 9996.5742

Estréia do espetáculo "Cordel do Amor Sem Fim"

Teatro Apolo: 08 e 09 de Outubro - 20:00h
Espaço Compassos: 16,23 e 30 de Outubro - 19:00h
06,13,20 e 27 de Novembro - 19:00h

Anote: O aconchegante "Espaço Compassos" fica na Rua da Moeda,93 (Primeiro Andar) Recife Antigo.

*Obs: Entrada gratuita e espetáculo livre para maiores de 18 anos.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009


Garanhuns se prepara para Festival de Teatro em outubro

As cortinas se abrem para a estréia do Festival de Teatro de Garanhuns, que começa no dia 10 de outubro e segue até 17 do mesmo mês. Com o propósito de estimular o acesso do grande público às artes, os preços são populares e os ingressos podem ser adquiridos no local de cada espetáculo ao preço único de R$ 3,00.

As apresentações ocorrem no Espaço Cultural Luiz Jardim e no Parque Ruber Van Der Linden. Também estão na programação oficinas e mesas-redondas com diretores e dramaturgos.

Confira programação completa

Sábado, 10/10
19h00 Solenidade de Abertura
Local: Teatro Luiz Souto Dourado
20h Filme Noir – 1ª sessão (Formas animadas) - Cia. PeQuod Teatro de Animação – RJ
Classificação: Livre - Local: Teatro Luiz Souto Dourado

Filme Noir - RJ

Domingo, 11/10
16h A Paixão e a Sina de Mateus e Catirina (Rua) - Tropa do Balaco Baco – Arcoverde – PE
Classificação: Livre - Local: Parque Ruber van der Linden

20h Filme Noir – 2ª sessão (Formas animadas) - Cia. PeQuod Teatro de Animação – RJ
Classificação: Livre - Local: Teatro Luiz Souto Dourado

Segunda, 12/10
15h Vade-Retro (Rua) Tropa do Balaco Baco – Equipe Teatral de Arcoverde – PE
Classificação: Livre - Local: Pátio interno (Colégio Diocesano de Garanhuns)

16h00 Lançamento do Livro “Pregando Peças”, do autor Carlos Janduy
Local: Auditório do Colégio Diocesano de Garanhuns

20h Mais um Tiquim de Nós (Adulto) - GCETH – Garanhuns – PE
Classificação: 12 anos - Local: Teatro Luiz Souto Dourado

Terça, 13/10
11h Palhaçadas – Histórias de um Circo sem Lona (Infância e Juventude) - Cia 2 em cena – Recife – PE
Classificação: Livre - Local: Teatro Luiz Souto Dourado

15h Histórias de Pingos de Chuva (Infância e Juventude) - Companhia Ânima de Teatro – Recife – PE
Classificação: Livre - Local: Teatro Luiz Souto Dourado

20h Entre Amores, Flores e Frustrações – 1ª sessão (Adulto) - Companhia Teatral Nós de Gato (SESC Garanhuns)
Classificação: 12 anos - Local: SESC Garanhuns

Quarta, 14/10
11h Mamulengo Tomé
(Bonecos) - Parente e as Irmãzinhas do Melê – Garanhuns – PE
Classificação: Livre - Local: Espaço Cultural Luiz Jardim – Centro

20h Entre Amores, Flores e Frustrações – 2ª sessão (Adulto) - Companhia Teatral Nós de Gato (SESC Garanhuns)
Classificação: 12 anos - Local: SESC Garanhuns

Quinta, 15/10
16h00 Palestra com Ivonete Melo – SATED/PE - Tema: Profissionalização dos agentes da cena
Local: Salão de eventos - SESC Garanhuns

20h A Dona da História (Adulto) – Trup Errante e Pé nu Palco – Petrolina – PE
Classificação: 12 anos – Local: Teatro Luiz Souto Dourado

Sexta, 16/10
10h Pinóquio e suas Desventuras

(Infância e Juventude) – Cênicas Cia. de Repertório – Recife – PE
Classificação: Livre - Local: Teatro Luiz Souto Dourado

20h Que Muito Amou (Adulto) - Cênicas Cia. de Repertório – Recife/Garanhuns – PE
Classificação: 16 anos - Local: Teatro Luiz Souto Dourado

Sábado, 17/10
14h00 Mesa Redonda: Cadeia Produtiva da Arte
Convidados: José Manoel Sobrinho, Galiana Brasil, Leidson Ferraz, Ivonete Melo,
Teresa Amaral, Marcus Rodrigues, Carlos Janduy, Elias Mouret, Jorge Clésio,
Maria Rita Freire Costa. Mediação: Lílian Ferreira
Local: Salão de eventos SESC Garanhuns

16h00 Lançamento da coleção de livros Memórias da Cena Pernambucana
(4 volumes), de Leidson Ferraz
Local: Salão de eventos SESC Garanhuns

20h Enamorados... A Demanda do Amor - Coletivo Enamorados de Teatro – Recife – PE
Classificação: 12 anos - Local: SESC Garanhuns
23h00 Festa de Encerramento com a banda os “Valvulados e convidados”
Local: Escritório Bar

domingo, 27 de setembro de 2009

Coiteiros Circulação


Circulação Nacional com o espetáculo COITEIROS, com o apoio do FUNCUTURA, pelas capitais do Nordeste:
João Pessoa {20/09}
Natal {27/09}
Fortaleza{24/10}

O dramaturgo paraibano José Américo de Almeida soube com eficiência e perspicácia, mostrar muito bem na sua obra, o ponto-chave básico para o conhecimento e interpretação dos grandes temas do Nordeste. Nos seus romances, com grande maestria e poesia focaliza as secas e o fenômeno do cangaço, onde mostra a grande preocupação social, cruel e agressiva, através da seca e da miséria, tão bem abordados nos seus romances, “A Bagaceira”, "Boqueirão" e "COITEIROS"

“Ninguém mais duvida que a sorte dura, Que a vida insegura,
Não há de mudar sem se transformar, a velha estrutura”.

José Américo de Almeida

Esta montagem é da Companhia Spectrus de Artes Cênicas, que atua no Recife, desde 1995. O espetáculo "Coiteiros", tem a direção de Max Almeida, cuja carreira artística, desfila ao longo dos anos desde 1980, como ator, licenciado em Educação Artística pela UFPE /1984,e Licenciatura Plena-Habilitação em Artes Cênicas / UFPE no referido período, carregando na sua bagagem várias realizações de montagens, sob sua direção.

O espetáculo se desenvolve no ambiente alternativo, partindo do conflito social causado pelo Senhor de Terras explorador, o qual vai gerar uma classe de proscritos: os cangaceiros, heróis e/ou vilões do sertão nordestino. Ao mesmo tempo em que toda essa situação servirá como pano de fundo para um romance, uma relação de amor juvenil no meio desse caos social.

No elenco Demétrio Rangel (Narrador), Marcos Portela (Sexta-Feira), Beto Nery (Sete-Couros), Pascoal Filizola (Roberto), Sandro Sant'ana (Vilarim),Conceição Santos (Dorita) Cris Maya ( Coringa de Dorita), Lêda Oliveira (Zigue), Cristiane Santos (Mãe de Roberto), e André Luiz (Tenente).
A sonoplastia do espetáculo é sustentada por um côro assim constituído: Conceição Santos, Cristiane Maya, Cristiane Santos, Fabiana Karla, Geraldo Barros, Josi Fernandes, Lêda Oliveira, Lili Siqueira.

Na percussão Marcos Paulo Lira, Lili Siqueira e Geraldo Barros.

A operação de luz é de Alexandre Veloso. Figurino e maquiagem de Chico Alexandrino, direção musical de Demétrio Rangel, e a produção executiva a cargo de Lêda Oliveira, Angélica Oliveira e Osmário Menezes. Direção Geral de Max Almeida

Lêda Oliveira
Cia. Spectrus de Artes Cênicas
0xx81- 99527100

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Quatro eventos com inscrições abertas
O 16° Janeiro de Grandes Espetáculos, programado para o período de 07 a 27 de janeiro de 2010, numa realização da APACEPE (Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco), inscreve produções pernambucanas de teatro para adultos, teatro para a infância e dança (em todo o estado), somente até esta sexta-feira, dia 25 de setembro. Informações completas no site www.janeirodegrandesespetaculos.com ou pelo telefone (81) 3421 8456. Não há inscrição para espetáculos de outros estados (estes, serão convidados pela organização do evento).

Por ainda aguardar posições de apoio da Fundarpe/Governo do Estado de Pernambuco e Prefeitura do Recife, o VII Festival de Teatro de Rua do Recife, inicialmente programado pelo Movimento de Teatro Popular de Pernambuco (MTP/PE) para outubro deste ano, foi transferido para dezembro, no período de 07 a 19, em homenagem ao Cavalo-Marinho. Portanto, as inscrições ainda estão abertas para produções de teatro de rua de todo o Brasil. Maiores informações: (81) 8884 0734 / 9134 7116 / 9934 4338 / 8608 6422 / 9416 6388 ou pelo e-mail mtp_pe@yahoo.com.br

Estão abertas as inscrições para o 21° FETEAG (Festival de Teatro do Agreste), em Caruaru, para grupos profissionais e estudantis, numa realização do Teatro Experimental de Arte (TEA). Mandar material via sedex, até esta sexta-feira, dia 25 de setembro, ou entregar pessoalmente no Teatro Lício Neves – Rua Carlos Laet, 348, Indianópolis – Caruaru/PE – CEP: 55.024-050 ou na sede do SATED-PE, no Recife (Casa da Cultura, Raio Oeste, 2° andar) até dia 30 de setembro, valendo também inscrição pela internet. Para isso, deve-se disponibilizar no Youtube trechos em vídeo do espetáculo e mandar o link, junto com as demais fichas. Só serão aceitas inscrições via Web até às 23h59 do dia 30/09/2009. O evento vai acontecer de 22 a 31 de outubro. Maiores informações: 81 3721 1346 / 8822 4223 ou www.tea-caruaru.org.br

Também estão abertas as inscrições para o 11° FESTEL (Festival de Teatro de Limoeiro), programado para o período de 02 a 08 de novembro, numa ação da Companhia de Eventos Lionarte. Inscrições até 15 de outubro na Secretaria de Cultura e Juventude: Praça da Bandeira, s/n, Centro, Limoeiro/PE - CEP: 55.700-000. Fone: (81) 3628 9708. Fax: (81) 3628 1211. Maiores informações: lionarte@gmail.com

Merda a todos!
Informações por Leidson Ferraz

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Dois grupos de teatro de Pernambuco se unem e levam para o 16º POA Em Cena Caio F. e suas paixões.
Zero Hora - 16 de setembro de 2009 - CAPA
EM CENA


Caio F é do mundo


Dois grupos de Pernambuco se unem para levar ao palco contos do escritor gaúchoFalando por telefone de Recife, Antônio Rodrigues, que divide a direção de Caio F. – Três Monólogos com o também pernambucano Breno Fittipaldi, avisa: – Não é porque viemos do Nordeste que vamos mostrar uma montagem com cores regionais. Vamos mostrar um espetáculo universal.

Rodrigues está falando da peça que estará em cartaz hoje e amanhã, às 22h, no Auditório do Instituto Goethe, ainda com ingressos à venda. Mas, por tabela, acaba explicando por que a obra de Caio Fernando Abreu (1948 – 1996) parece não sair de cartaz nos palcos.

– Ele escreve sobre os dramas, as solidões e os amores próprios de quem vive nas cidades grandes. E cidades grandes existem em todo o mundo, Nordeste, Europa ou sul do Brasil. Somos todos animais urbanos– diz Rodrigues.

A multiplicação de Caios é tão grande que Três Monólogos é uma combinação de dois espetáculos inspirados em textos do gaúcho – um criado pela Cia do Ator Nu (de Fittipaldi) e outro pela Cênicas Cia de Repertório (de Rodrigues). O coordenador do Em Cena, Luciano Alabarse, assistiu em Pernambuco aos trabalhos e sugeriu aos grupos que se criasse um novo espetáculo a partir deles.

Acabou assim: começa com o monólogo Praiazinha, em que um menino descobre as coisas do sexo observando seu primo; depois, entra em cena a conhecida Dama da Noite, texto ambientado em um bar de final de noite, onde uma criatura de sexualidade indefinida cobra indefinições de um cliente. Em seguida, o público é convidado a relaxar e a provar de um conhaque, antes da trama de Fio Invisível, baseado no conto Além do Ponto, que descreve a jornada sentimental de um solitário que corre a cidade atrás de alguém que o acolha.

Rodrigues observa que não importa tratar-se de contos, romances ou textos dramatúrgicos, a obra de Caio exibe características que seduzem os encenadores: um tom confessional que convoca à cumplicidade, descrições atentas que facilitam a visualização das cenas, talento para descobrir poesia e redenção em temas muitas vezes violentos.


– E o texto em si – festeja Rodrigues. – Mesmo quando não eram pensadas para o palco, as falas que Caio escrevia saíam com uma fluência pronta para estar em cena.
http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2654189.xml&template=3898.dwt&edition=13133§ion=999
RENATO MENDONÇA do Zero Hora



Marcelo Francisco e Gilberto Gawronski


***************************************************************

Folha de São Paulo - 08 de setembro de 2009
Porto Alegre em Cena liga teatros de Recife e Montevidéu


Em seu 16º ano, o Porto Alegre em Cena, um dos mais importantes festivais de artes cênicas do país, abre as cortinas a partir de hoje tanto para uma compatriota distante, Recife, quanto para uma estrangeira vizinha, Montevidéu. E também, por que não, para um diálogo entre as duas.
Com três representantes, a produção pernambucana é um dos destaques da programação nacional e encabeça uma comitiva nordestina encorpada --comparecem cinco títulos da região, quando o habitual nas grandes mostras do Sul e do Sudeste é ter, no máximo, dois.
Em um dos espetáculos recifenses, reverbera um sotaque gaúcho: "Caio F. - Três Monólogos" costura contos de Caio Fernando Abreu (1948-1996), autor cada vez mais encenado por jovens grupos no Brasil.
Na ala internacional, é o Uruguai que mais envia peças a Porto Alegre. Há desde um texto da franco-iraniana Yasmina Reza protagonizado por César Troncoso (que o público brasileiro conhece do filme "O Banheiro do Papa") até "biografias-em-cena" dos pintores Van Gogh e Frida Kahlo.http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u620747.shtml


LUCAS NEVES da Folha de S.Paulo


***************************************************************


Jornal La República - 18 de setembro de 2009- Uruguai


Muestra. Una mirada a lo más destacado del arte de las tablas
Prosigue a toda marcha el festival teatral "Porto Alegre en Escena"



En la continuación del decimosexto Festival de teatro de Porto Alegre por Jorge Arias

Cena Fio Invisível

"Caio Fernando Abreu, tres monólogos", de Antônio Rodrigues y Breno Fitipaldi (de Pernambuco, Teatro del Instituto Goethe) es un estreno del Festival que une "Fio invisível de minha cabeça", "Praiazinha" y "A dama da noite" de Caio Fernando Abreu. Con buenas interpretaciones de Henrique Ponzi, Antonio Rodrigues y Marcelo Francisco, las tres piezas desarrollan los temas permanentes de Abreu, con su energía habitual: el elusivo sentido de la vida y el placer y sobre todo "...el temor de haber sido y un futuro terror".


http://www.larepublica.com.uy/cultura/381058-prosigue-a-toda-marcha-el-festival-teatral-porto-alegre-en-escena


***************************************************************



Jornal do Brasil - 18 de setembro de 2009 - RJ
De Beckett a Caio Fernando Abreu no 'Porto Alegre em Cena'


Daniel Schenker, Jornal do Brasil
PORTO ALEGRE - RS

A diversidade do teatro de Pernambuco despontou nos espetáculos apresentados na 16ª edição do festival Porto Alegre em Cena. O grupo Magiluth recebeu aplausos entusiasmados por Ato, trabalho no qual conjugaram o universo clownesco com assumida inspiração em Samuel Beckett (1906-1989). A Companhia Ator Nu e a Cênicas Companhia de Repertório somaram forças na realização de Caio Fernando Abreu – Três monólogos, resultado de adaptações teatrais de textos não dramatúrgicos do escritor (1948-1996). E Ivaldo Mendonça mostrou Tempo fragmento, criação filiada ao campo da dança que faz carreira há um ano e meio.

– Existe uma efervescência de companhias jovens no Recife desde o ano 2000 – diagnostica Pedro Vilela, integrante do Magiluth, companhia que fundou o Grite (Grupos Reunidos de Investigações Teatrais), movimento que visa à discussão de políticas públicas.

Pedro também faz referência a outros grupos que vêm se destacando nos últimos anos, como Coletivo Angu de Teatro, Fiandeiros, Quadro de Cena, Totem, Marco Zero e a já citada Cênicas Companhia de Repertório. O Magiluth surgiu em 2004, no curso de licenciatura em artes cênicas da Universidade Federal de Pernambuco. Lançou-se profissionalmente com o espetáculo Corra, uma investigação em torno do ator-narrador inserido no teatro épico. Mudaram de rumo em Ato, encenação em que aborda, sem utilizar a palavra, as relações de poder.

– Buscamos desenvolver a temática do poder através da figura do clown. Mesclamos com influências dos quadrinhos e dos desenhos animados. E construímos cenas fragmentadas, absurdas e contrastantes na alternância entre a despretensão da gag e a perspectiva trágica – desenvolve Júlia Fontes, que assina o espetáculo com Thiago Liberdade.

A principal referência no universo de Beckett é a da peça Ato sem palavras 1. Em vez do personagem que vaga pelo deserto impotente diante dos desígnios de uma força superior, os diretores enfocam disputas de poder num sistema hierárquico claramente definido. Mas há também apropriações de outros textos, como Esperando Godot, a exemplo da reprodução da relação de domínio e dependência entre Pozzo e Lucky. Depois de Ato a companhia partirá para novo desafio: a adaptação de Diário da guerra de São Paulo, livro de Fernando Bonassi, no qual retomará as bases do teatro narrativo a partir de oficinas com profissionais como Marcio Marciano, da Companhia do Latão, atualmente radicado na Paraíba, onde conduz o Coletivo Alfenim.

Perguntas ao público

Caio Fernando Abreu – Três monólogos surgiu de uma proposta lançada pelo próprio diretor do Porto Alegre em Cena, Luciano Alabarse, que assistiu, no Janeiro de Grandes Espetáculos, às apresentações de monólogos concebidos a partir de contos de Caio – Uma praiazinha de areia bem clara, ali, na beira da sanga, A dama da noite e Além do ponto. Os dois primeiros foram assinados pela Cênicas Companhia de Repertório; o último, reunido num trabalho intitulado Fio invisível da minha cabeça, pela Companhia do Ator Nu.

– São contos sobre personagens que estão à margem e amaram demais – resume o produtor Edjalma Cassemiro de Freitas.

Os diretores Breno Fittipaldi e Antônio Rodrigues vêm estreitando contato com a obra de Caio Fernando Abreu há bastante tempo.

– Conheci seus textos em 1988, época em que havia lançado Morangos mofados. De início, não imaginei transportá-los para o teatro. Até que em 2000 ministrei um curso e concluí com trabalho a partir dos contos de Os dragões não conhecem o paraíso – lembra Fittipaldi.

Fittipaldi e Rodrigues constatam uma preponderância na adaptação de obras não dramatúrgicas para o palco em detrimento dos textos escritos para teatro, ainda que o público já tenha visto encenações de A maldição do Vale Negro e Pode ser que seja só o leiteiro lá fora.

– Nos textos teatrais há um humor mais leve. Mas acho que muitos compraram a ideia de um Caio mais noturno e cruel, próprio da produção literária – opina Rodrigues.

Representante da dança no Porto Alegre em Cena, Ivaldo Mendonça mostrou Tempo fragmento, espetáculo lacunar, no que se refere à determinação em deixar espaços para o espectador preencher.

– Trabalhamos com a intensidade do movimento, o que não implica em emoções. Afinal, procuramos justamente não induzir o público a uma leitura específica – justificaIvaldo Mendonça.

Tempo fragmento parte tanto de experiências pessoais dos bailarinos quanto de pesquisas realizadas durante o processo.

– Como o suporte é a nossa vivência, falamos sobre passado e presente. Além disso, formulamos questionários e distribuímos para pessoas próximas, mas de classes sociais diferentes. Lançamos perguntas como: “Você acha que seu tempo de vida termina na morte ou numa tristeza?”. As respostas costumam ser parecidas – aponta Ivaldo.


http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/09/18/e18096248.asp


Daniel Schenker viajou a convite da organização do festival



No Camarim com Luis Salem, Gilberto Gavronski e Nildo arente(Breno Fitipaldi, Henrique Ponzi, Marcelo Francisco e Antônio Rodrigues)



Final da apresentação Instuituto Goethe

Entrevista na Rádio no RS


********************************************************


Crítica Rodrigo Monteiro

20 de Setembro de 2009
16° Porto Alegre em Cena: Caio Fernando Abreu: três monólogos
Caio de Setembro
por Rodrigo Monteiro

http://teatropoa.blogspot.com


[foto: diego pisante/divulgação]

Try to remember the kind of September
When life was slow and oh, so mellow.
Try to remember the kind of September
When grass was green and grain was yellow.
Try to remember the kind of September
When you were a tender and callow fellow.
Try to remember, and if you remember,
Then follow.*


Depois de terem sido vividas, as coisas não podem morrer. Você pode fingir, fazer de conta que elas não existem, que não estão ali, não lembrar delas sempre, mas achar que desapareceram é impossível. A vida se constrói em movimentos, todos eles sem retorno. É de Heráclito a conclusão de que você nunca toma banho no mesmo rio duas vezes. O novo só é novo uma vez. E, em December, lembramos (ou lembraremos) com prazer the kind of September. Quando a vida era devagar e doce, a grama era verde e você (não importa quem) era terno e próximo.

Foi Caio Fernando Abreu quem soprou em September, esse virginiano gaúcho com uma vida cheia de furacões dentro de si. Em December, só conseguimos vislumbrar a ingenuidade de September. Caio aponta o dedo na ferida e nos faz, near Christmas, conviver com a dor de que muito provavelmente nem Papai Noel exista. Depois de ler Caio, e viajar com ele, só os medíocres são ingênuos.

Quando a Cia Ator Nu e a Cênicas Cia de Repertório, ambas de Recife, iniciaram, no palco do Goethe, três monólogos de Caio, eu sabia que dali não era possível sair como entrei. Talvez mesmo isso nunca seja possível, mas é uma certeza quando se trata de um texto desse autor. Caio me ensinou a dar-me rosas brancas para que eu as colorisse com as cores da minha vida. Me ensinou o prazer de suores noturnos, de companhias desconhecidas, de momentos fugazes. Me ensinou o gosto salgado de estar vivo, a ouvir o próprio coração, tomar chá. Um conto do Caio F. é sempre uma viagem sem volta em que não se é passageiro, mas testemunha.

Na platéia, somos testemunhas de três monólogos benvindos, cada um por um motivo. Cada texto com o seu segredo a segredar.

No primeiro, a solidão das lembranças que não se apagam e nos individualizam. O habitar um único e pequeno espaço dentro de nós mesmos, no palco traduzido por toda uma marcação sobre uma caixa pequena e apertada. Um único foco sobre o ator, a claustrofóbica sensação de segredos sendo amarrados no peito, escondidos contra o mundo que os deve descobrir. Quem já se abriu para pessoas erradas, sente na carne pedaços de sua carne em bandejas vergonhosas.

No segundo, a amargura de quem brilha para poucos. Um brilho sublime que só não é para qualquer um porque, infelizmente, de pobrezas o mundo é cheio. Cheio e rodante, pois, na roda, estão os que não param para viver. A Dama da Noite é um sol cuja luz é possível enxergar.

No último, a vontade de ser feliz, a confiança de que, ao bater e esperar, um dia, a porta irá se abrir. A fé de que há um pouco de lógica nessa vida que nos permite confiar que, se fizermos por merecer, haveremos de ganhar nosso quinhão. Mesmo molhados e fedidos, cansados e sujos, estamos a bater e a esperar, batedores e esperançados. Sonhadores.

Cada ator e suas qualidades, embora destaque a antecipação frustrante dos gestos às palavras no primeiro e o excesso de recursos cênicos no terceiro, o que polui o último monólogo de um jeito bastante cansativo. Todos, no entanto, honestos a enfrentar as sensações e os sentimentos que o texto lhes trouxe e que eles, agora, hão de nos fazer sentir e lembrar.

Cá lembro de Caio e do peso de suas palavras.

Ficha Técnica:
Texto: Caio Fernando Abreu
Direção: Breno Fittipaldi e Antônio Rodrigues
Adaptação: Antônio Rodrigues
Elenco: Henrique Ponzi, Antônio Rodrigues e Marcelo Francisco
Iluminação: Luciana Rapozo
Trilha Sonora: Sônia Guimarães e Antônio Rodrigues
Produção: Edjalma Cassemiro de Freitas

http://thingsmag.blogspot.com/2009/09/16-porto-alegre-em-cena-caio-fernando.html

Comente e Participe!!!

domingo, 13 de setembro de 2009

Remo Produções estreia hoje para o público o espetáculo CARÍCIAS

Um jeito moderno para falar de amor
Publicado em 11.09.2009, às 00h03 - Eugênia Bezerra Do Caderno C/ JC

Temas derivados da fragmentação das relações afetivas permeiam o enredo da peça Carícias, que tem direção de Leo Falcão e texto do dramaturgo catalão Sergi Belbel. O novo espetáculo da Remo Produções Artísticas estreia, para convidados, sábado e entra em cartaz no domingo, às 20h, no Teatro Hermilo Borba Filho.

Carícias tem uma estrutura circular, em que o personagem de uma cena dialoga com outro do quadro seguinte. Os personagens não tem nomes próprios, são a garota, o homem velho, etc. A ação se desenvolve em uma passarela, ladeada pelas duas arquibancadas nas quais o público se acomoda. “Leo optou por um tabuleiro conceitual. Uma estética mais conceitual do que realista, algo que se vê pouco no teatro pernambucano”, ressalta Whalter Holmes, responsável pelo cenário e figurino.

A montagem surgiu pelo desejo dos atores Carlos Lira, Cira Ramos, Marcelino Dias e Paula de Renor de continuarem trabalhando juntos após a remontagem de Fernando e Isaura, em 2005 (posteriormente, também integraram o elenco de Carícias Ana Cláudia Wanguestel e Rodrigo Garcia).

Para isto, escolheram o texto do premiado Sergi Belbel – por sua essência visceral e por tratar de questões atuais, e queriam trabalhar com um novo diretor. “O texto traz essa questão do relacionamento, da falta de comunicação. Achamos que seria interessante e difícil de interpretar, queríamos experimentar. Para a direção queríamos uma pessoa que não tivesse trabalhado com a gente antes, até de uma outra linguagem, para fazer o contraste”, explica Paula de Renor. Assim o grupo chegou ao nome do cineasta Leo Falcão.

Em seu primeiro trabalho de direção teatral, Falcão trouxe elementos do realismo fantástico, que são referência de suas criações no audiovisual. Também fez inserções de textos de Neil Gaiman (Sandman), Clarice Lispector (Perto do coração selvagem) e Erasmo de Rotterdam (O elogio da loucura). “Dirigir teatro está sendo interessante para mim, para investigar outras potencialidades expressivas. Meus dois últimos filmes foram documentários, então também há uma retomada no trabalho com o ator, que eu gosto muito”, avalia Leo Falcão. Neste processo, ele contou com a assistência de direção e preparação de elenco de Karina Falcão.

A montagem de Carícias foi financiada através do Prêmio Miriam Muniz de Fomento ao Teatro, da Fundação Nacional de Artes (Funarte), com R$ 100 mil. O projeto também foi aprovado pelo Sistema de Incentivo à Cultura do Recife, com cerca de R$ 46 mil, mas ainda está captando recursos.


SERVIÇO
Estreia aberta ao público: 13 de setembro (domingo), às 20h
Temporada: até 11 de outubro (sábados e domingos, às 20h)
Local: Teatro Hermilo Borba Filho - Av. Martin Luther King, s/n, Bairro do Recife.
Ingressos: R$ 15,00 e R$ 7,50
Informações: (81) 3232-2030 3232-2028

Fonte: Jornal do Comércio